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Abilio aposta em renovação no Senado e critica postura de Fávaro e Jayme de omissão contra o STF: “Esses não voltam mais”

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, avalia que as eleições de 2026 devem promover uma renovação significativa na representação de Mato Grosso no Senado. Durante declaração sobre o cenário político do Estado, o prefeito criticou a atuação dos senadores Carlos Fávaro e Jayme Campos em relação às decisões e medidas adotadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na avaliação de Abilio, os dois parlamentares teriam deixado de adotar uma postura mais firme diante do Supremo. Para ele, essa postura poderá pesar negativamente nas urnas e dificultar uma eventual permanência dos senadores no Congresso Nacional.

Abilio foi direto ao comentar o futuro político de Fávaro e Jayme e afirmou que acredita que ambos terão dificuldades para retornar ao Senado. “Esses não voltam mais”, declarou.

As eleições de 2026 serão especialmente importantes para Mato Grosso porque o Estado terá duas vagas ao Senado em disputa. O cenário ainda deve passar por mudanças nos próximos meses, com o avanço das articulações partidárias e a definição dos nomes que estarão oficialmente na corrida eleitoral.

A declaração de Abilio reforça o ambiente de disputa e evidencia a possibilidade de uma eleição marcada por críticas aos atuais representantes e pelo surgimento de novos nomes interessados nas duas cadeiras disponíveis.

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Pivetta comenta afastamento de diretor da PF: “Precisamos que as instituições funcionem no Brasil”

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Ao comentar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), concordou com a decisão e afirmou que é necessário que as instituições brasileiras cumpram suas respectivas funções. Andrei foi afastado na manhã desta terça-feira (8), por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, após suspeitas de que a PF estaria produzindo e compartilhando relatórios de inteligência ilegais para monitorar ministros do próprio STF e outras autoridades.

“Se o Supremo decidiu, o Supremo tem poderes pra isso e o que nós precisamos no Brasil é que as instituições funcionem. O Supremo faça a sua parte, o Judiciário faça a sua parte, o Executivo faça a sua, o Legislativo faça a sua, cada um cumprindo a sua função. Vai ser muito bom pro Brasil se as instituições funcionarem todos os dias, corrigindo o que tem que corrigir, melhorando o que tem que melhorar. Nós somos favoráveis a que isso aconteça”, disse o governador à imprensa.

Na decisão de afastamento do diretor-geral da PF, André Mendonça afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” por parte da corporação durante mais de 30 dias.

A medida ocorre em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso do extinto Banco Master. O nome de Andrei Rodrigues apareceu em mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco, que está preso desde março deste ano.

 

Na mesma decisão, Mendonça também determinou o afastamento do delegado federal Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal

O relator justificou que o afastamento preventivo do diretor-geral seria necessário para impedir que as atividades policiais “continuem sendo vilipendiadas”.

A decisão de Mendonça foi submetida ao referendo da Segunda Turma do STF, que formou maioria para manter a medida.

Os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam seus entendimentos e acompanharam integralmente a decisão do relator. Antes da formação da maioria, Gilmar Mendes havia pedido vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso.

Com o pedido de vista de Gilmar, o julgamento foi suspenso. No entanto, o afastamento imediato de Andrei Rodrigues continua em vigor. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido de participar da votação.

A Segunda Turma do STF é composta por cinco ministros, ou seja, três votos favoráveis são suficientes para formar a maioria necessária para manter Andrei Rodrigues afastado da PF.

Crise no STF

Na última semana, o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master, retirou o sigilo do relatório da PF e revelou diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, expondo ligações e conversas, inclusive às vésperas da prisão do banqueiro, que chegou a pedir orientações ao ministro sobre sair do país dois dias antes de ser preso.

O nome de Andrei Rodrigues também apareceu em meio às mensagens.

Após a retirada do sigilo, Alexandre de Moraes passou a acusar André Mendonça de improbidade administrativa e abuso de autoridade.

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