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Abílio comenta pesquisa e prevê que disputa apertada pode ser decidida por MT; “O estado é de direita”

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O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), afirmou que Mato Grosso terá um papel estratégico no resultado das urnas devido ao forte alinhamento com o eleitorado de direita. Ao comentar a última pesquisa Datafolha divulgada nesse sábado (16) que aponta empate de 45% no 2º turno Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Abilio declarou que os militantes de esquerda são minoria no estado.

“A população de Mato Grosso prevalece na direita. Tem esquerda comentando na internet, porque eu vejo nessas publicações, faz parte, mas é bom saber que aqui eles são minorias e estão no estado errado”, declarou o prefeito neste sábado (16) durante a inauguração de um campo de futebol society no bairro Três Barras, em Cuiabá.

 

Segundo ele, a eleição presidencial já está “pré-definida” entre dois blocos com visões de mundo muito claras e divididas, o que anula as chances de uma terceira via se desenvolver no pleito.

 

Abílio calculou que a definição da disputa à Presidência da República deve ficar na casa de 1 milhão a 2 milhões de votos de diferença, o que eleva a importância de colégios eleitorais do Centro-Oeste.

 

O prefeito rebateu o argumento de que Mato Grosso não define eleições, lembrando o histórico recente das urnas e apontando o potencial local de fazer a diferença no resultado final das eleições do país.

 

Muitas vezes alguém fala: ‘mas Mato Grosso não define eleição’. A eleição de 2022 foi a diferença de dois milhões de votos. O Estado de Mato Grosso tem dois milhões e meio de votos. Então a diferença de votos aqui, se tiver 150 mil votos de diferença, faz total diferença. Eu acredito que Mato Grosso passe a ser importante também nesse processo“, concluiu.

O Datafolha realizou 2.004 entrevistas presenciais entre os dias 12 (terça-feira) e 13 (quarta-feira) de maio. A margem de erro máxima prevista é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O levantamento está oficialmente registrado junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00290/2026.

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Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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