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Abilio reforça fidelidade ao PL após dividir palanque com Pivetta e WF

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a negar que trairia sua sigla pra apoiar a candidatura ao Governo de Otaviano Pivetta (Republicanos). A declaração ocorreu após o gestor da capital dividir o palanque do 7 de Setembro com o governador e o senador Wellington Fagundes (PL).

Abilio foi questionado sobre a movimentação de prefeitos do PL que vêm se aproximando e se articulando politicamente com Pivetta, entre eles a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira.

Mesmo tendo dividido o palanque com Pivetta e Fagundes, o prefeito afirmou que possui carinho pelo vice-governador e respeito pelo senador, mas ressaltou que sua relação com o PL pesa na decisão de não antecipar um posicionamento eleitoral.

“Eu sou muito grato ao PL, porque hoje eu sou prefeito e o PL me ajudou a ser prefeito. Então, eu sou muito grato a isso. Eu não posso trair o meu partido e ter um posicionamento aberto sobre essa situação”, afirmou.

Abilio destacou ainda a relação que mantém com os dois nomes que aparecem no cenário eleitoral. “Tenho um carinho muito grande pelo Pivetta, tenho um respeito muito grande pelo Wellington”, declarou.

O prefeito também citou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao justificar sua ligação com o PL e reforçar a cautela em relação à eleição de 2026. “Graças ao meu partido, ao Jair Bolsonaro e a tudo que eu construí junto ao PL, eu não faria um posicionamento sobre isso”, afirmou.

Na sequência, Abilio foi questionado diretamente se caminharia com Wellington Fagundes no primeiro e no segundo turno. Mesmo sendo do mesmo partido do senador, o prefeito não confirmou apoio. “Eu não faria um posicionamento sobre isso. Eu já deixei bem claro”, respondeu.

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Pivetta comenta afastamento de diretor da PF: “Precisamos que as instituições funcionem no Brasil”

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Ao comentar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), concordou com a decisão e afirmou que é necessário que as instituições brasileiras cumpram suas respectivas funções. Andrei foi afastado na manhã desta terça-feira (8), por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, após suspeitas de que a PF estaria produzindo e compartilhando relatórios de inteligência ilegais para monitorar ministros do próprio STF e outras autoridades.

“Se o Supremo decidiu, o Supremo tem poderes pra isso e o que nós precisamos no Brasil é que as instituições funcionem. O Supremo faça a sua parte, o Judiciário faça a sua parte, o Executivo faça a sua, o Legislativo faça a sua, cada um cumprindo a sua função. Vai ser muito bom pro Brasil se as instituições funcionarem todos os dias, corrigindo o que tem que corrigir, melhorando o que tem que melhorar. Nós somos favoráveis a que isso aconteça”, disse o governador à imprensa.

Na decisão de afastamento do diretor-geral da PF, André Mendonça afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” por parte da corporação durante mais de 30 dias.

A medida ocorre em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso do extinto Banco Master. O nome de Andrei Rodrigues apareceu em mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco, que está preso desde março deste ano.

 

Na mesma decisão, Mendonça também determinou o afastamento do delegado federal Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal

O relator justificou que o afastamento preventivo do diretor-geral seria necessário para impedir que as atividades policiais “continuem sendo vilipendiadas”.

A decisão de Mendonça foi submetida ao referendo da Segunda Turma do STF, que formou maioria para manter a medida.

Os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam seus entendimentos e acompanharam integralmente a decisão do relator. Antes da formação da maioria, Gilmar Mendes havia pedido vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso.

Com o pedido de vista de Gilmar, o julgamento foi suspenso. No entanto, o afastamento imediato de Andrei Rodrigues continua em vigor. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido de participar da votação.

A Segunda Turma do STF é composta por cinco ministros, ou seja, três votos favoráveis são suficientes para formar a maioria necessária para manter Andrei Rodrigues afastado da PF.

Crise no STF

Na última semana, o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master, retirou o sigilo do relatório da PF e revelou diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, expondo ligações e conversas, inclusive às vésperas da prisão do banqueiro, que chegou a pedir orientações ao ministro sobre sair do país dois dias antes de ser preso.

O nome de Andrei Rodrigues também apareceu em meio às mensagens.

Após a retirada do sigilo, Alexandre de Moraes passou a acusar André Mendonça de improbidade administrativa e abuso de autoridade.

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