Cuiabá

Após fiscalizações, Paula Calil defende CPI para apurar suposto rombo na Educação

Publicado em

Cuiabá

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), manifestou apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de supostas irregularidades na Secretaria Municipal de Educação (SME), que podem ter causado prejuízos de até R$ 80 milhões aos cofres públicos.

O posicionamento ocorre em meio às investigações que envolvem contratos e aquisições realizadas pela pasta e após a abertura de procedimento pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para apurar os fatos apresentados pelo prefeito da capital, Abilio Brunini (PL).

Antes mesmo da revelação do suposto rombo milionário, Paula já vinha acompanhando de perto a situação da rede municipal de ensino. Nas últimas semanas, a parlamentar intensificou ações de fiscalização em unidades escolares, cobrando melhorias estruturais e esclarecimentos sobre a aplicação dos recursos destinados à educação.

Entre os casos acompanhados pela presidente da Câmara está a aquisição e distribuição de livros de informática para unidades de ensino que não possuem laboratórios de informática em funcionamento e tampouco, constam com a disciplina na grade curricular de aprendizagem. Após tomar conhecimento da situação durante as fiscalizações, Paula encaminhou as informações ao Executivo Municipal para análises, defendendo a verificação da efetividade dos investimentos realizados pela Secretaria Municipal de Educação (SME).

Para Paula, os fatos reforçam a necessidade de uma investigação ampla sobre a aplicação dos recursos públicos na pasta.

“A Câmara Municipal não pode se omitir diante de denúncias dessa magnitude. Defendo a criação da CPI porque a população tem o direito de saber exatamente o que aconteceu e como os recursos públicos foram utilizados. Se houver irregularidades, os responsáveis precisam ser identificados e responder pelos seus atos. Estamos falando de recursos que deveriam estar beneficiando diretamente nossos estudantes e fortalecendo a qualidade da educação pública”, afirmou.

A presidente destacou que a função fiscalizadora do Legislativo é fundamental para garantir a correta aplicação dos recursos públicos e assegurar respostas à sociedade.

“Temos acompanhado de perto a realidade das escolas municipais, ouvido gestores, profissionais da educação e a comunidade escolar. O papel do vereador é fiscalizar, e é isso que estamos fazendo. Toda informação que chega ao conhecimento do Legislativo deve ser tratada com responsabilidade, transparência e respeito ao dinheiro do contribuinte”, pontuou.

Nessa quinta-feira (28), dois requerimentos para a criação de uma CPI da Educação foram protocolados na Câmara Municipal. As propostas, apresentadas pelos vereadores Demilson Nogueira (PP) e Maysa Leão (Republicanos), foram encaminhadas à Procuradoria-Geral Legislativa para análise técnica e jurídica.

Paula reforçou que a Câmara continuará acompanhando todas as etapas das investigações e colaborando com os órgãos de controle para o esclarecimento dos fatos.

Nesta sexta-feira (29), a presidente participou de uma agenda de fiscalização no Centro de Distribuição de Materiais e Insumos da Educação (CDMIE) e na Escola Municipal Francisco Pedroso da Silva, no bairro São Francisco. A visita contou com a presença do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, do prefeito Abilio Brunini (PL), do procurador-geral do município, Luiz Antônio Júnior, além de vereadores da capital, dando continuidade às ações de acompanhamento e fiscalização da rede municipal de ensino.

“Estamos acompanhando de perto cada etapa desse processo. A Câmara seguirá cumprindo seu papel fiscalizador para garantir transparência, responsabilidade e a correta aplicação dos recursos públicos. A população cuiabana espera respostas, e elas precisam ser dadas com seriedade e compromisso com a verdade”, concluiu Paula.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cuiabá

Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável

Publicados

em

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA