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Câmara de Cuiabá tem sessão marcada por gritos, acusações e bate-boca entre vereadores; veja vídeo

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A sessão da Câmara Municipal de Cuiabá foi marcada por bate-boca e tumulto na manhã desta quinta-feira (9). Os vereadores Maysa Leão (Republicanos) e Demilson Nogueira (PP) protagonizaram uma discussão acalorada, e a parlamentar precisou ser contida pela colega Katiúcia Mantelli (Podemos). A confusão teve início após a presidente da Casa, Paula Calil (PL), negar o direito de resposta a Maysa, que pretendia rebater declarações feitas por Demilson durante discurso na tribuna.

O episódio reforçou o clima de tensão no Legislativo, frequentemente apelidado de “Casa dos Horrores”. A discussão começou depois que Maysa classificou como “patética” a atitude de Demilson ao protocolar, às 21h44 da noite de quarta-feira (8), um novo pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a compra de materiais didáticos pela Secretaria Municipal de Educação.

Segundo a vereadora, a iniciativa teria como objetivo “blindar” a gestão do prefeito Abilio Brunini (PL) e impedir que a CPI do ‘Assédio’, de autria da vereadora Maria Avalone (PSDB) contra o ex-secretário municipal de Trabalho, Willian Leite de Campos, fosse investigada.

“[…] O vereador Inês Roggeira, numa atitude patética, às 21h44, estava protocolando uma nova CPI. Qual é o desespero? Por que não se pode investigar? Por que tem que ser somente a CPI dos livros? Tem denúncia da penalidade fiscal, tem compra de kit por R$ 200 adquirido por R$ 99, tem denúncia de parque superfaturado, de câmeras superfaturadas. Por que esse desespero de protocolar uma CPI às 21h44 para impedir outras investigações?”, afirmou Maysa. (vídeo abaixo)

Em resposta, Demilson rebateu a crítica e afirmou que a “patética” seria a própria vereadora. Em seguida, fez um desabafo sobre o relacionamento político entre os dois e disse que, em outras ocasiões, chegou a defendê-la de críticas feitas pela vereadora Dra. Mara (Podemos).

“A minha fala, vereadora Maysa, não tem nem um pouquinho o princípio de querer responder à senhora. Eu respondo pelos meus atos. Mas gostaria que a senhora ouvisse, porque, pateticamente, a senhora me ligou quando estava sendo alvo de uma comissão processante nesta Casa”, disse (vídeo abaixo)

Na sequência, o parlamentar continuou o discurso e relembrou episódios internos envolvendo a vereadora.

“Não é bom a gente trazer para o plenário aquilo que acontece na sala da Presidência quando estamos reunidos. Mas a vereadora Maysa tem o hábito de, quando a situação não lhe convém, atacar quem pensa diferente. Quando a vereadora Dra. Mara fazia críticas à senhora, eu pedi que tivesse paciência e disse que, no plenário, a senhora seria defendida.”

Após o pronunciamento de Demilson, Maysa solicitou direito de resposta, alegando que sua honra havia sido atingida pelas declarações do colega. No entanto, a presidente da Câmara, Paula Calil, indeferiu o pedido e determinou a continuidade da sessão, concedendo a palavra ao próximo vereador inscrito na tribuna.

A decisão provocou revolta de Maysa, que deixou a tribuna exaltada e precisou ser contida pela vereadora Katiúcia Mantelli para evitar que a discussão se intensificasse. O bate-boca tomou conta do plenário e interrompeu temporariamente os trabalhos legislativos.

Veja os vídeo:

Os vídeos foram separados conforme a sequência dos fatos.

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Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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