Mato Grosso
Dr. João cobra reunião urgente com novo secretário de Saúde após exoneração de profissionais do Samu em MT
Mato Grosso
Deputado alerta para risco no atendimento de urgência e defende diálogo imediato para evitar prejuízos à população.
O deputado estadual Dr. João (MDB), primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), afirmou nesta quarta-feira (1º) que irá procurar o novo secretário de Estado de Saúde, ainda a ser definido pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), com urgência para discutir a situação dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após o anúncio da exoneração de 56 servidores contratados.
A medida, anunciada pela Secretaria Estadual de Saúde, prevê a não renovação dos contratos de enfermeiros, técnicos de enfermagem e motoristas, com a intenção de que o serviço passe a ser coberto pelo Corpo de Bombeiros. A decisão gerou preocupação entre os trabalhadores e motivou um pedido de intermediação junto ao Parlamento estadual.
Representados pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma), Carlos Mesquita, os profissionais alertaram para impactos imediatos no funcionamento do serviço. Segundo ele, a demissão atinge diretamente equipes operacionais.
“Fomos surpreendidos com a demissão de 56 servidores, sendo 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem. Esses profissionais atendem diretamente a população, e isso pode levar ao fechamento de bases e comprometer o atendimento”, afirmou.
Dr. João classificou a situação como grave e defendeu a necessidade de diálogo imediato com o governo do estado. “É um absurdo fragilizar o Samu. Solicitamos uma reunião urgente para entender o que está acontecendo, porque isso pode reduzir a proteção à população. O Samu tem uma função técnica essencial que não pode ser comprometida”, disse.
O deputado também destacou a importância do serviço no atendimento de urgência e emergência, lembrando que o Samu atua diretamente na linha de frente em momentos críticos. “Coincidentemente, eu não sei se vocês viram. A ex-primeira-dama Virgínia Mendes passou mal em uma viagem em Rondonópolis e quem estava lá para atender? O pessoal do Samu. Então acho que isso já mostra a importância desse serviço”, pontuou.
Ainda segundo o parlamentar, o modelo ideal é o de atuação integrada entre as instituições, e não de substituição. “O Samu é algo espetacular. Podemos pegar o exemplo de Tangará da Serra, onde Samu e Bombeiros trabalham juntos, em cooperação, como irmãos, sempre visando o bem da população”, afirmou.
Dr. João também questionou a justificativa financeira para a mudança. “Como o estado não tem dinheiro para o Samu, que é prioridade? Mato Grosso é um estado rico. Não dá para tratar um serviço essencial como esse dessa forma”, declarou.
Atualmente, o Samu conta com mais de 180 profissionais em Mato Grosso, distribuídos em bases estratégicas. De acordo com o sindicato, a redução das equipes pode impactar diretamente cidades como Cuiabá e Várzea Grande, que concentram grande volume de atendimentos, especialmente em períodos de maior demanda, como fins de semana e feriados.
O deputado informou ainda que a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa também deverá se reunir com o novo secretário para debater o tema e buscar alternativas que garantam a continuidade e a qualidade do serviço prestado à população.
Cuiabá
Governador declara facções criminosas como organizações terroristas
O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.
Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.
“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.
Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.
O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.
O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.
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