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Entrevista com Jhenifer Heinrich, secretária de comunicação da Prefeitura de Sinop

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Nossa entrevistada da semana é Jhenifer Heinrich, jornalista e especialista em comunicação estratégica, que ocupa o cargo de diretora executiva, ou secretária de Comunicação da Prefeitura de Sinop. Com uma carreira que se estende por mais de 14 anos, ela tem se destacado na comunicação pública, política e corporativa, liderando iniciativas de branding e gestão da comunicação. À frente da ASSECOM de Sinop, Jhenifer busca modernizar a comunicação institucional, promovendo uma interação mais próxima e significativa entre a gestão e a população.

A comunicação da Prefeitura já está presente em canais oficiais, mas ainda é vista como excessivamente institucional. Quais são suas principais estratégias para torná-la mais acessível e conectada à realidade da população?

 

 

A comunicação pública deve ir muito além da simples transmissão de informações; ela precisa ser assimilada e ter significado para quem a recebe. Minha abordagem está fundamentada em três pilares essenciais: uma linguagem acessível, o protagonismo das pessoas e a escuta ativa da população. Estamos empenhados em desburocratizar a comunicação, reduzindo a formalidade sem abrir mão da responsabilidade institucional. A ideia é utilizar uma comunicação clara e respeitosa, que reflita a linguagem cotidiana dos cidadãos. Também é fundamental destacar quem são os beneficiários das ações da gestão, mudando o foco da Prefeitura para os cidadãos e mostrando como suas vidas melhoraram através dos serviços oferecidos.

Quais ações práticas você planeja implementar para garantir que as informações da gestão alcancem todos os públicos, especialmente aqueles com menor acesso digital ou que vivem longe do centro urbano?

Para mim, comunicar efetivamente não significa inundar as pessoas com conteúdo, mas sim garantir que a informação chegue a quem realmente precisa. Estamos trabalhando para descentralizar a comunicação e aumentar a presença da informação nos bairros, utilizando escolas, unidades de saúde e lideranças comunitárias como canais de disseminação. Além disso, já começamos a emitir comunicados específicos para cada unidade de saúde e a utilizar carros de som para atingir a comunidade de forma mais direta.

Os canais tradicionais ainda são vitais. Rádio, carros de som e ações presenciais são fundamentais para atingir públicos que têm pouco acesso digital. Pretendemos continuar essas iniciativas, divulgando também nas redes sociais e no site institucional da Prefeitura. Adaptar a comunicação para diferentes públicos é crucial, pois cada grupo consome informações de maneira distinta.

 

Diante dos desafios da comunicação pública, como você pretende trabalhar o storytelling das ações da gestão para gerar mais engajamento e compreensão por parte da população?

Eu acredito profundamente no poder de contar histórias na comunicação. Não apenas por ser uma jornalista, mas porque reconheço o valor intrínseco de cada narrativa. É fundamental não só divulgar ações, mas também explicar o porquê e o impacto delas na vida da cidade. Busco sempre contextualizar as decisões da gestão, mostrando o que está sendo feito e os motivos que fundamentam cada ação, preparando o cidadão para as informações que virão.

É essencial conectar essas iniciativas a resultados concretos que beneficiem a população. Quando as pessoas percebem os efeitos práticos das ações, a comunicação se torna muito mais eficaz. Além disso, é vital manter uma continuidade na narrativa da gestão, fazendo com que as ações pareçam parte de um planejamento maior e coeso.

A inovação é uma demanda crescente na comunicação institucional. Que tipos de formatos e abordagens você pretende adotar para modernizar a comunicação da Prefeitura de Sinop, sem comprometer a credibilidade e a transparência?

Inovar não é apenas uma opção; é uma necessidade premente. A inovação deve ser parte do nosso cotidiano, atendendo às expectativas dos cidadãos. Estamos aumentando o uso de vídeos curtos, conteúdos explicativos e séries temáticas que aproximam a população do trabalho diário da Prefeitura. Existe uma percepção equivocada de que a gestão pública é lenta, mas quando conseguimos explicar os processos burocráticos, as pessoas entendem essa “demora” como uma responsabilidade da gestão.

Embora inovemos continuamente, é crucial manter uma identidade institucional coesa. Cada canal pode ter sua própria linguagem, mas todos devem transmitir a mesma credibilidade e transparência.

Mesmo sem uma estrutura de secretaria independente, como você pretende manter um alto nível de desempenho e consolidar a comunicação como um eixo estratégico dentro da gestão municipal?

Nunca vi a falta de uma secretaria independente como um obstáculo. O nosso maior ativo é a equipe, composta por profissionais talentosos e dedicados que acreditam no valor da comunicação pública. Um dos nossos maiores desafios tem sido mudar a percepção sobre o papel da comunicação na Prefeitura. Durante muito tempo, ela foi vista apenas como um setor de divulgação ou de gerenciamento de crises. Estamos demonstrando que a comunicação é fundamental para o planejamento e a construção de políticas públicas.

Hoje, participamos das discussões antes que aconteçam, ajudamos a comunicar políticas públicas e antecipamos possíveis ruídos, garantindo que as decisões cheguem à população de forma clara e transparente. Isso só é possível graças a uma equipe técnica altamente qualificada. Meu papel é organizar processos, fornecer direção e criar um ambiente onde cada profissional possa prosperar. Com gestão, alinhamento e propósito, a estrutura deixa de ser um obstáculo.

Qual é a sua visão final sobre a comunicação pública?

A comunicação pública não se resume a produzir conteúdo; trata-se de construir confiança entre a gestão e a população. É essa conexão que buscamos fortalecer todos os dias, pois acreditamos que uma comunicação eficaz é a base para uma governança transparente e participativa.

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VITÓRIA PARA O COMÉRCIO; Após articulação de Dr. João, Sefaz amplia para 24 horas prazo de cancelamento de NF-e e CT-e em Mato Grosso

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Mudança atende demanda da FCDL-MT, reduz burocracia para empresas e passa a valer nesta segunda-feira (13).

A partir desta segunda-feira (13), empresas de Mato Grosso passam a ter 24 horas para cancelar a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), prazo que antes era de apenas 8 horas. A mudança foi oficializada pela Secretaria de Estado de Fazenda e é resultado de uma articulação direta do deputado estadual Dr. João (MDB), que atuou junto à FCDL-MT e à Sefaz para viabilizar a alteração.

A demanda foi discutida no dia 3 de junho, durante reunião entre Dr. João, representantes da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL-MT) e o secretário de Estado de Fazenda, Fábio Pimenta. Na ocasião, o setor produtivo apresentou as dificuldades enfrentadas por empresas que, muitas vezes, identificavam erros ou mudanças na operação comercial após o prazo de 8 horas.

Para Dr. João, que já havia feito uma indicação em março sobre o tema, a ampliação representa uma vitória prática para quem empreende, gera emprego e precisa lidar diariamente com a emissão de documentos fiscais.

“Essa mudança nasceu do diálogo. Nós ouvimos a FCDL, levamos a demanda à Sefaz e mostramos que o prazo de 8 horas não acompanhava a realidade das empresas. Ampliar para 24 horas é dar mais segurança, reduzir transtornos e facilitar a vida de quem trabalha corretamente”, afirmou o deputado.

A Portaria nº 099/2026-SEFAZ alterou o artigo 22 da Portaria nº 160/2021-SEFAZ e prorrogou de 8 para 24 horas o prazo para cancelamento da NF-e após a Autorização de Uso. A regra vale desde que não tenha havido circulação da mercadoria, prestação do serviço ou vinculação à Duplicata Escritural.

Já a Portaria nº 100/2026-SEFAZ modificou o artigo 19 da Portaria nº 336/2012-SEFAZ e também ampliou de 8 para 24 horas o prazo para cancelamento do CT-e, desde que a prestação do serviço de transporte ainda não tenha sido iniciada.

A alteração atende situações comuns na rotina empresarial, como erro na emissão da nota, cancelamento de compra pelo cliente, necessidade de correção de dados e inconsistências identificadas após a autorização do documento fiscal. Com mais tempo para regularizar essas operações, empresários ganham margem para corrigir falhas sem enfrentar custos e dificuldades adicionais.
O vice-presidente da FCDL-MT, Gustavo Nascimento, destacou que a atuação de Dr. João foi decisiva para que a pauta avançasse dentro do governo.

“Essa era uma demanda muito importante para o comércio e para as empresas de Mato Grosso. O deputado Dr. João teve um papel fundamental, abriu o diálogo com a Sefaz, acompanhou a reunião e ajudou a transformar uma dificuldade antiga do setor em uma solução concreta”, afirmou Gustavo.

Segundo Dr. João, a mudança mostra que o poder público pode modernizar normas sem abrir mão do controle fiscal.

“Não estamos falando de afrouxar regra. Estamos falando de bom senso. A empresa continua obrigada a cumprir a legislação, mas agora tem um prazo mais justo para corrigir situações que acontecem na rotina de qualquer atividade econômica”, disse.

A ampliação também deve beneficiar empresas com grande volume de operações comerciais e de transporte, que dependem da emissão diária de documentos fiscais eletrônicos. Para o setor, o novo prazo reduz insegurança jurídica, evita retrabalho e melhora a relação entre contribuinte e administração tributária.

Dr. João reforçou que seguirá atuando para aproximar o Parlamento das demandas do comércio, dos prestadores de serviço, da indústria e dos demais segmentos produtivos de Mato Grosso.

“Quando a Assembleia ajuda a construir soluções como essa, quem ganha é o Estado. O empresário tem menos burocracia, o governo mantém o controle e a economia funciona com mais eficiência”,

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