O deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Medeiros (PL), avalia que parte do isolamento político do senador Wellington Fagundes (PL) dentro do partido se deve à tentativa de incluir a deputada Janaina Riva (MDB), sua nora, no campo bolsonarista para as eleições deste ano. Segundo ele, o movimento gerou reação negativa entre prefeitos da sigla e afastamento do grupo em relação ao projeto de governo em Mato Grosso.
Janaina também é pré-candidata ao Senado e, sob sua liderança, o MDB tende a caminhar nacionalmente com o PL, apoiando Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Apesar disso, Medeiros afirma que há resistência interna à aliança. “O grande ruído na candidatura do senador foi tentar engatar no caminhão dele o vagão da Janaina”, disse, durante entrevista ao Rdtv Cast e ao
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Segundo o parlamentar, prefeitos do PL reagiram negativamente à aproximação, já que muitos enfrentaram o MDB em disputas recentes em municípios como Rondonópolis, Primavera do Leste e Várzea Grande – que são administradas por Cláudio Ferreira, Sergio Machnic e Flávia Moretti, respectivamente. Já o de Cuiabá, Abilio Brunini, sempre foi adversário do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (ex-MDB e hoje PSD). “Quando o senador sinalizou isso, os prefeitos ficaram oriçados. Pensaram: ‘um adversário que acabei de derrotar agora vai ser ressuscitado?”, justifica.
Medeiros diz ainda que tem sido procurado por prefeitos contrários a uma eventual coligação com o MDB e avalia que Wellington ainda pode reverter o cenário, caso recue da aproximação. “Hoje, nossos prefeitos estão a meia-bomba ou afastados do senador. Mas, como ele é uma pessoa agregadora, não é difícil recuperar esse terreno. É só tirar o fantasma do MDB”, defende.
Puxada de tapete
Medeiros também afirmou que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro teria enfraquecido sua articulação política e aberto espaço para movimentos internos contrários ao seu projeto ao Senado. Segundo ele, Wellington teria se aproveitado da proximidade com Flávio Bolsonaro para estimular a construção de uma aliança com o MDB no estado. “Já puxaram meu tapete várias vezes. Na primeira foi mais dolorido, agora já sei como funciona. Faz parte do jogo”, declarou, sobre a possibilidade de ações para inviabilizar o seu projeto.
O deputado afirma que, caso a aliança se concretize, Janaina será tratada como adversária direta. Ele também demonstra preocupação com a fragmentação do eleitorado de direita, diante do número de pré-candidaturas ao Senado em Mato Grosso.
Além dele e de Janaina, também se colocam na disputa nomes como Mauro Mendes (União), Margareth Buzetti (PP) e Antônio Galvan (Avante). Pela esquerda, o senador Carlos Fávaro (PSD) deve buscar a reeleição no palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).





