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Governo de MT adere a sistema nacional de inteligência para reforçar combate às facções criminosas

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assinou, nesta quinta-feira (7), o Acordo de Adesão que formaliza a entrada de Mato Grosso no Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin). O ato, realizado no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, marca a ampliação da cooperação entre o Estado e órgãos nacionais, garantindo maior agilidade no compartilhamento de dados sensíveis para o enfrentamento ao crime organizado.

Com a integração, as forças de segurança estaduais passam a operar em rede direta com a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). “O Estado passa a ter mais acesso a informações e mais agilidade na atuação contra as facções criminosas. Isso fortalece o trabalho das forças de segurança e melhora a proteção da população”, destacou Pivetta durante a solenidade.

Cooperação Multisetorial
Além do combate ao crime organizado, o acordo prevê a troca de inteligência em áreas estratégicas como segurança alimentar e monitoramento de mudanças climáticas. A adesão foi um pleito conjunto da Casa Civil e das secretarias de Segurança Pública (Sesp), Meio Ambiente (Sema) e Fazenda (Sefaz).A agenda contou com a presença do diretor-geral da ABIN, Luiz Fernando Corrêa, e da secretária de Estado de Segurança Pública, coronel PM Susane Tamanho, reforçando o alinhamento entre as esferas estadual e federal para blindar o território mato-grossense contra ações ilícitas.

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Cuiabá

Sem consenso, Câmara de Cuiabá mantém eleição da Mesa para novembro

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Nos bastidores da Câmara Municipal de Cuiabá, o adiamento da eleição da Mesa Diretora de agosto para novembro já é tratado como encaminhado entre os grupos políticos ligados à presidente Paula Calil (PL) e ao vereador Dilemário Alencar (União Brasil), após reunião realizada na última semana.

Atualmente, os parlamentares favoráveis à mudança já reuniram 12 assinaturas em apoio à proposta apresentada pelo vereador Mário Nadaf (PV), número superior ao mínimo necessário para a tramitação da matéria no Legislativo.

A principal resistência à alteração permanece com o grupo do vereador Ilde Taques (Podemos), que também é pré-candidato à presidência da Casa. Apesar da divergência, a avaliação entre os articuladores é de que a proposta deve avançar sem grandes obstáculos nas próximas etapas de votação.

O entendimento em torno do adiamento foi reforçado em reunião convocada por Paula Calil no início da semana, que contou com a presença de 14 vereadores e teve duração aproximada de seis horas. O encontro expôs divergências entre os blocos que disputam o comando da Câmara, mas também resultou em uma convergência quanto à necessidade de alteração do calendário eleitoral interno.

A mudança proposta prevê a transferência da eleição da Mesa Diretora para o dia 5 de novembro. O argumento utilizado por parte dos parlamentares favoráveis é o de evitar possíveis inseguranças jurídicas, em referência a decisões recentes envolvendo eleições antecipadas em outras casas legislativas.

Embora Paula Calil e Dilemário Alencar mantenham projetos distintos para a presidência do Legislativo, ambos passaram a defender o adiamento como medida preventiva diante do cenário jurídico.

O grupo de Ilde Taques, por sua vez, afirma não ter participado das articulações e se posiciona contra a mudança de data, defendendo a manutenção do calendário originalmente previsto. Segundo aliados, a discussão teria ocorrido sem a participação direta de sua base política.

A proposta de emenda à Lei Orgânica já começou a tramitar na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Câmara Municipal.

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