Mato Grosso

Investigação da PF liga Faissal a movimentações financeiras de desembargador

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Investigações da Polícia Federal apontam que o desembargador afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Dirceu dos Santos, tinha como seu braço operacional o deputado estadual Faissal Calil (PL) para recebimento de vantagens indevidas, pagamento de dívidas familiares e triangulações imobiliárias

Ambos são alvos da Operação Gemini, desdobramento da Operação Sisamnes, deflagrada nesta segunda-feira (8), com o objetivo de aprofundar investigações relacionadas à suposta comercialização de decisões judiciais e à prática de lavagem de dinheiro no âmbito do TJMT.

Exercendo seu segundo mandato de deputado, Faissal trabalhou no gabinete de Dirceu entre 2017 e 2018 e teria atuado, de acordo com a Polícia Federal, como intermediário em operações relacionadas ao recebimento de recursos, pagamento de despesas familiares e negociações imobiliárias realizadas por meio de terceiros, com o objetivo de conferir aparência de legalidade às transações.

Entre os elementos identificados estão depósitos e saques em espécie que, somados, ultrapassam R$ 3,2 milhões oriundos de empresas do agronegócio que possuíam litígios agrários em trâmite no Tribunal.

Dirceu dos Santos está afastado do TJMT desde março por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por suspeitas de obtenção de vantagens e troca de decisões judiciais.

Mandados de busca e apreensão domiciliar, busca pessoal e medidas de afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático de investigados foram cumpridos nesta segunda-feira. As casas de Dirceu e Faissal foram vasculhadas pelos federais em busca de documentos e elementos probatórios.

Um relógio Rolex, 11 canetas de luxo da marca Montblanc, uma pistola, um revólver e até um fuzil, além de munições, foram apreendidos pela Polícia Federal.

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Mato Grosso

Menina de 12 anos morreu enforcada após pai ler troca de mensagens dela com garoto

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Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, foi assassinada pelo próprio pai, Claudinei da Silva, de 42 anos, dentro de casa, no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande.

O crime aconteceu depois que ele flagrou uma conversa da filha com um garoto pelo Instagram.

Segundo a Polícia Civil, Claudinei enforcou a menina durante uma discussão, o que causou um sangramento intenso pelo nariz.

Mesmo vendo a gravidade da situação, ele não pediu socorro e fugiu de casa.

O delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que o suspeito foi preso em flagrante e autuado por feminicídio, com agravante por a vítima ser menor de 14 anos. Ao sair da delegacia, Claudinei permaneceu em silêncio.

De acordo com as investigações, pai e filha haviam passado o domingo em uma confraternização familiar em um clube, comemorando o aniversário do avô da menina.

Claudinei disse que consumiu bebida alcoólica no evento e, ao voltar para casa, pegou o celular da filha.

Ao acessar o aparelho, viu as mensagens trocadas entre Olga e um menino.

Começou então uma discussão. Em depoimento, ele admitiu ter esganado a própria filha durante o desentendimento.

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