Também destinei emenda parlamentar para realizar, no dia 10 de dezembro, às 14h, no Allure em Cuiabá, o evento “Laço Branco: Homens de respeito, respeitam”, reunindo forças de segurança, servidores públicos e sociedade civil. Esta data carrega profundo significado histórico.
Em 6 de dezembro de 1989, Marc Lépine invadiu a Escola Politécnica de Montreal, separou homens de mulheres e executou 14 estudantes de engenharia. “Eu odeio as feministas”, gritava enquanto atirava. Seu alvo era inequívoco: mulheres em espaços tradicionalmente masculinos. Não foi um ato de loucura isolada, mas manifestação extrema da rejeição à presença feminina em ambientes de poder.
Trinta e cinco anos depois, o padrão se repetiu. No Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ), Unidade Maracanã, no Rio de Janeiro, duas servidoras foram assassinadas por um colega que não aceitava liderança feminina. Como em Montreal, ocorreu em instituição técnica historicamente dominada por homens, onde o agressor explicitou sua incapacidade de conviver com mulheres em posições de autoridade.
Do horror de Montreal nasceu o movimento Laço Branco, em 1991. Homens canadenses se comprometeram publicamente a jamais cometer violência contra mulheres e a não se calarem diante dela. O Canadá proclamou 6 de dezembro como Dia Nacional contra a Violência contra a Mulher. A iniciativa chegou ao Brasil em 2001 e hoje está presente em mais de 55 países.
O princípio é fundamental: homens precisam ser protagonistas ativos, não espectadores passivos diante da violência contra a mulher. Quantos colegas testemunharam comportamentos machistas e permaneceram em silêncio? A omissão coletiva permite que a misoginia se normalize, escalando até explodir em violência extrema.
Em Mato Grosso, essa urgência é dramática. Dados da Polícia Civil apontam 51 feminicídios até 26 de novembro de 2025, superando os 47 casos registrados em todo o ano de 2024. Segundo o Observatório Caliandra do Ministério Público, mais de 70% desses crimes ocorreram dentro das residências das próprias vítimas. O ano de 2025 marca o maior número de casos desde 2020, quando foram registradas 62 vítimas. Dados oficiais revelam que 46 crianças e adolescentes ficaram órfãos apenas no primeiro semestre de 2025 em decorrência desses crimes.
Nós, homens, precisamos nos conscientizar e reconhecer nosso papel. Homem de respeito é aquele que entende que o verdadeiro poder está em proteger, acolher e valorizar as mulheres. É aquele que reconhece a inteligência feminina no mercado de trabalho, que celebra mulheres em posições de liderança, que intervém quando presencia machismo.
Precisamos desarmar futuros agressores, desconstruindo desde cedo a crença de que mulheres são inferiores. A dignidade humana não tem gênero. A competência profissional não se mede por cromossomos. O respeito não é favor, é direito.
O Laço Branco precisa deixar de ser apenas símbolo para se tornar prática cotidiana de intervenção e ruptura com a cumplicidade masculina que alimenta a violência de gênero. Este é nosso compromisso, nossa responsabilidade, nossa urgência.








“A advocacia mato-grossense é uma só e vamos caminhar sempre juntos, com a conexão fortalecida a cada dia, sempre aptos a atender às demandas que surgirem. Para isso, nada melhor que se qualificar, se atualizar, este é o caminho seguro para de uma trajetória de sucesso”, afirma a presidente.
Em Paranatinga, a presidente Jéssyca destacou a qualidade do evento e a importância de levar iniciativas da Seccional para o interior. “Foi incrível, de altíssimo nível técnico. Agradeço à Seccional por estar a cada dia mais conectada conosco”.
A presidente da OAB de Primavera do Leste, Ethiene Brandão, também ressaltou a relevância da iniciativa para aproximar a advocacia e fortalecer a classe. “O Conecta Advocacia é mais uma oportunidade proporcionada aos profissionais da região, espaço de diálogo, aprendizado e troca de experiências”, reafirmou.
Em Campo Verde, a presidente da Subseção, Maurytania Bauermeister, definiu o Conecta Advocacia como um importante espaço de troca de conhecimentos, networking e união. “O Conecta uniu advocacia e academia, trazendo a realidade da profissão, suas transformações e os desafios de quem escolheu advogar”.
Encerrando a semana em Rondonópolis, o presidente da Subseção, Bruno de Castro, celebrou a realização do projeto na cidade. “É uma alegria fechar a semana com o projeto Conecta Advocacia, evento de excelência, com profissionais de renome”.



