Mato Grosso

Mais MT Muxirum alfabetiza mais de 18 mil pessoas em 2025 e consolida política de inclusão educacional

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A Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) encerrou 2025 com 18 mil jovens, adultos e idosos alfabetizados aos longo do ano pelo Programa Mais MT Muxirum. Desde a sua criação, em 2021, o programa já possibilitou a alfabetização de mais de 85 mil pessoas, consolidando-se como uma das principais políticas públicas de enfrentamento ao analfabetismo no Estado, em parceria com as prefeituras dos 142 municípios mato-grossenses.

Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, os resultados reforçam o compromisso institucional com a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e com a promoção da inclusão educacional.

“O Muxirum demonstra que, quando o Estado trabalha de forma articulada com os municípios e a comunidade, é possível transformar realidades. Estamos garantindo o direito básico à alfabetização e ampliando o acesso à cidadania”, avaliou.

Os avanços do programa também se refletem nos indicadores oficiais. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo em Mato Grosso caiu para 3,8% em 2025, o menor patamar desde 2010, quando o índice era de 7,1%.

“Superamos a meta estabelecida para o ano, que era reduzir o analfabetismo para 4%. Esse resultado comprova a efetividade das ações desenvolvidas e o impacto direto do Mais MT Muxirum na vida da população”, destacou o secretário.

Estrutura e alcance

Atualmente, o Mais MT Muxirum opera nos 142 municípios, contando com 149 coordenadores locais e 1.238 alfabetizadores. Os coordenadores recebem bolsa-auxílio de R$ 1.000, enquanto os alfabetizadores recebem R$ 1.300, como forma de valorização dos profissionais envolvidos no processo de alfabetização.

O programa adota uma metodologia flexível, adaptada à realidade dos estudantes. As turmas são reduzidas, permitindo acompanhamento mais individualizado, e as aulas podem ocorrer em escolas, igrejas, centros comunitários ou residências, conforme as necessidades de cada localidade.

Desafios e impacto social

Segundo o secretário, apesar dos resultados positivos, o programa segue enfrentando desafios importantes. “Precisamos manter a busca ativa contínua, garantir a formação permanente e a valorização dos alfabetizadores e fortalecer ainda mais a articulação entre Estado, municípios e comunidade. Esses são pontos estratégicos para a sustentabilidade do programa”, pontuou.

O programa foi concebido como uma política pública estratégica, alinhada às diretrizes estaduais de educação, com ações estruturadas em eixos como engajamento social e busca ativa, qualidade do ensino e dos materiais didáticos, fortalecimento da gestão, mobilização comunitária, suporte técnico às equipes e valorização dos profissionais da alfabetização.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Max Russi participa de audiência no STF e defende solução para famílias da divisa entre MT e PA

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O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), participa nesta quarta-feira (10) da audiência de conciliação convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir os limites territoriais entre Mato Grosso e Pará.

A reunião foi determinada pelo ministro Flávio Dino e busca construir uma solução para a situação das comunidades que vivem na região de divisa entre os dois estados, e dependem dos serviços públicos de Mato Grosso. Ao lado do procurador legislativo Bruno Cardoso, Max representa a Assembleia Legislativa nas discussões.

Segundo o parlamentar, o principal foco do debate não é a disputa por terras. O objetivo é garantir atendimento e segurança jurídica para as famílias que vivem na área.

“Essas pessoas usam a saúde, a educação e a infraestrutura de Mato Grosso. Elas dependem dos serviços do nosso estado e precisam de uma solução definitiva”, afirmou.

Além disso, Max destacou que a região enfrenta dificuldades há décadas. De acordo com ele, a área foi demarcada por Marechal Rondon no início do século passado. Desde então, a definição dos limites gerou divergências entre os dois estados.

Para o deputado, a conciliação representa uma oportunidade importante para resolver o impasse. “Precisamos avançar. Ou o Pará passa a atender efetivamente essas comunidades, ou o território precisa ser reconhecido como parte de Mato Grosso. O que não pode acontecer é essas famílias continuarem sem a assistência necessária”, disse.

 

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