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Max prevê Podemos com a maior bancada e prega reflexão do eleitor nas urnas

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Em entrevista concedida à imprensa, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), reafirmou com otimismo as projeções de seu partido para o pleito de outubro. O parlamentar destacou que a estratégia de articulação regional da legenda garantirá a formação do maior bloco partidário do Parlamento estadual a partir da próxima legislatura.

Ao detalhar o planejamento e a distribuição geográfica das candidaturas proporcionais, Russi demonstrou convicção no desempenho das urnas. “Vamos fazer a maior bancada, com certeza. O que me dá essa certeza é o fato de conhecer os nossos candidatos, por fazer uma distribuição dos nossos candidatos no Estado de Mato Grosso em todas as regiões. Acredito muito que o Podemos terá seis cadeiras aqui na Assembleia na próxima eleição”, cravou o presidente.

Questionado sobre as expectativas para a própria votação, o deputado adotou um tom de cautela ao avaliar a meta de superar o desempenho obtido no pleito anterior.

“O voto é muito difícil, nunca ninguém passou de cem mil, porque o Max vai passar agora? A maior votação da história de Mato Grosso foi 93 mil votos, o que é muito voto. Eu tive 70 mil na última eleição, que também é voto demais. Eu quero fazer um a mais do que da última eleição. Se for um a mais estarei bastante satisfeito, se fizer menos é ruim porque não vou nem repetir a votação passada. Voto é você entrar no coração da pessoa”, detalhou.

Russi fez questão de enfatizar a responsabilidade do cidadão no momento da escolha dos futuros representantes do Estado e do País, ressaltando o impacto direto das eleições para os próximos quatro anos. “O eleitor agora tem que analisar, a escolha dele reflete os próximos quatro anos para o Estado e para o nosso País. Então é um momento de reflexão, de muita análise e esperamos que a população tenha condição de tomar a melhor decisão”, defendeu o líder parlamentar.

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PL abre processo contra prefeitos que declararam apoio a Pivetta

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O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, anunciou a abertura de um procedimento interno contra os prefeitos Flávia Moretti, de Várzea Grande, Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste. Os três gestores declararam apoio à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado, contrariando a posição oficial da legenda, que lançou o senador Wellington Fagundes para a disputa.

Segundo Ananias, o caso já foi encaminhado ao departamento jurídico do partido, que prepara a portaria responsável por formalizar a abertura da apuração. Os prefeitos deverão ter assegurado o direito de defesa e, ao término do procedimento, o relator poderá sugerir a expulsão dos filiados.

“Esse procedimento é para analisar a conduta deles e aí o relator faz o relatório e eu, se eu fosse relator de algum caso, como esse, eu relatava pela expulsão”, declarou o dirigente.

A medida ocorre em meio ao racha dentro do PL em relação à eleição para o Governo de Mato Grosso. Enquanto Wellington Fagundes foi escolhido pela legenda para disputar o Palácio Paiaguás, os três prefeitos decidiram apoiar Pivetta, que busca a reeleição pelo Republicanos.

Ananias afirmou que não considera um problema o fato de um integrante do partido discordar da orientação da sigla. A crítica, segundo ele, está relacionada à permanência dos prefeitos no PL enquanto manifestam apoio a um candidato de outra legenda.

“Eu não acho ruim a pessoa se posicionar, eu só acho ruim a pessoa não ter hombridade de chegar no partido e falar, olha, eu vou me afastar do partido, eu vou desfiliar do partido e vou apoiar outro candidato”, afirmou.

O presidente estadual do PL também acusou os gestores de terem utilizado a estrutura partidária para conquistar os respectivos mandatos e, por isso, defendeu que eles deveriam ter deixado a legenda antes de declarar apoio a um adversário político.

“Lógico, eu vejo isso dessa forma, porque quem usa o partido pode até discordar do rumo que o partido está dando, mas ele que usou toda a estrutura do partido, recebeu recurso público que é público, mas que é destinado por delegação aos partidos, ele deveria ter a hombridade de falar, poxa, eu tive essa estrutura, eu tive esse apoiamento e agora eu acho que eu vou retribuir. Mas cada um responde pelos seus atos”, disse.

Apesar de admitir a possibilidade de expulsão, Ananias ressaltou que essa não é a finalidade específica do procedimento instaurado contra os prefeitos. De acordo com ele, inicialmente será feita uma análise da conduta dos filiados e, somente depois, o relator apresentará suas conclusões.

A previsão do dirigente é de que o processo seja concluído em até 60 dias. Durante esse período, os prefeitos poderão apresentar suas defesas antes da decisão final sobre a situação de cada um dentro do partido.

“Abrir o procedimento, dá-lhe o amplo direito de defesa, que é normal aí, nesses 30, 40 dias, 60 dias, resolve”, afirmou Ananias.

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