Mato Grosso
Max Russi diz que Podemos não aceitará imposição em chapas majoritárias
Mato Grosso
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou que o partido está preparado para participar da composição de chapas majoritárias nas eleições deste ano, mas avisou que não irá buscar alianças a qualquer custo. Segundo ele, a sigla tem força eleitoral, bons nomes e espera ser chamada para discutir espaços no processo.
Max declarou acreditar que o Podemos pode alcançar cerca de 400 mil votos para deputado estadual e aproximadamente 200 mil para federal. Para o parlamentar, esse desempenho coloca o partido em condição de participar das conversas sobre candidaturas ao Governo, Senado, vice ou suplências.
Ao comentar a declaração do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que disse preferir uma mulher da Baixada Cuiabana como vice em sua chapa, Russi citou três nomes do Podemos que poderiam ocupar esse espaço. Ele mencionou as vereadoras Katiuscia Manteli e Mara Lima, de Cuiabá, além de Gisa Barros, de Várzea Grande.
“Temos vários bons quadros dentro do Podemos. Tenho bastante clareza de que vamos participar da composição de chapas, no espaço que for possível para contribuir e ajudar”, afirmou.
Segundo Max, as três parlamentares têm mandato, voto e representatividade para somar em qualquer projeto majoritário. Ele também afirmou que nada está descartado dentro da legenda, inclusive a possibilidade de participação em uma vaga de maior peso.
O presidente da ALMT ainda comentou a possibilidade de o Podemos compor a chapa ao Senado liderada pelo ex-governador Mauro Mendes (União). Questionado sobre a informação de que os nomes do grupo já estariam definidos, Russi afirmou que o cenário ainda pode mudar até as convenções.
“Pode ser que esteja. Pode ser que não. Depende do apoio que ele irá querer”, disse.
Max afirmou que o Podemos não tem restrição a outras siglas e está disposto a colaborar, caso seja procurado. No entanto, reforçou que qualquer composição precisa passar por diálogo direto e não por imposição.
“Não vamos nos oferecer para ninguém, mas estamos à disposição para colaborar”, completou.
Cuiabá
Governador declara facções criminosas como organizações terroristas
O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.
Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.
“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.
Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.
O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.
O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.
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