Mato Grosso
Max Russi diz que Podemos não aceitará imposição em chapas majoritárias
Mato Grosso
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou que o partido está preparado para participar da composição de chapas majoritárias nas eleições deste ano, mas avisou que não irá buscar alianças a qualquer custo. Segundo ele, a sigla tem força eleitoral, bons nomes e espera ser chamada para discutir espaços no processo.
Max declarou acreditar que o Podemos pode alcançar cerca de 400 mil votos para deputado estadual e aproximadamente 200 mil para federal. Para o parlamentar, esse desempenho coloca o partido em condição de participar das conversas sobre candidaturas ao Governo, Senado, vice ou suplências.
Ao comentar a declaração do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que disse preferir uma mulher da Baixada Cuiabana como vice em sua chapa, Russi citou três nomes do Podemos que poderiam ocupar esse espaço. Ele mencionou as vereadoras Katiuscia Manteli e Mara Lima, de Cuiabá, além de Gisa Barros, de Várzea Grande.
“Temos vários bons quadros dentro do Podemos. Tenho bastante clareza de que vamos participar da composição de chapas, no espaço que for possível para contribuir e ajudar”, afirmou.
Segundo Max, as três parlamentares têm mandato, voto e representatividade para somar em qualquer projeto majoritário. Ele também afirmou que nada está descartado dentro da legenda, inclusive a possibilidade de participação em uma vaga de maior peso.
O presidente da ALMT ainda comentou a possibilidade de o Podemos compor a chapa ao Senado liderada pelo ex-governador Mauro Mendes (União). Questionado sobre a informação de que os nomes do grupo já estariam definidos, Russi afirmou que o cenário ainda pode mudar até as convenções.
“Pode ser que esteja. Pode ser que não. Depende do apoio que ele irá querer”, disse.
Max afirmou que o Podemos não tem restrição a outras siglas e está disposto a colaborar, caso seja procurado. No entanto, reforçou que qualquer composição precisa passar por diálogo direto e não por imposição.
“Não vamos nos oferecer para ninguém, mas estamos à disposição para colaborar”, completou.
Cuiabá
Sem consenso, Câmara de Cuiabá mantém eleição da Mesa para novembro
Nos bastidores da Câmara Municipal de Cuiabá, o adiamento da eleição da Mesa Diretora de agosto para novembro já é tratado como encaminhado entre os grupos políticos ligados à presidente Paula Calil (PL) e ao vereador Dilemário Alencar (União Brasil), após reunião realizada na última semana.
Atualmente, os parlamentares favoráveis à mudança já reuniram 12 assinaturas em apoio à proposta apresentada pelo vereador Mário Nadaf (PV), número superior ao mínimo necessário para a tramitação da matéria no Legislativo.
A principal resistência à alteração permanece com o grupo do vereador Ilde Taques (Podemos), que também é pré-candidato à presidência da Casa. Apesar da divergência, a avaliação entre os articuladores é de que a proposta deve avançar sem grandes obstáculos nas próximas etapas de votação.
O entendimento em torno do adiamento foi reforçado em reunião convocada por Paula Calil no início da semana, que contou com a presença de 14 vereadores e teve duração aproximada de seis horas. O encontro expôs divergências entre os blocos que disputam o comando da Câmara, mas também resultou em uma convergência quanto à necessidade de alteração do calendário eleitoral interno.
A mudança proposta prevê a transferência da eleição da Mesa Diretora para o dia 5 de novembro. O argumento utilizado por parte dos parlamentares favoráveis é o de evitar possíveis inseguranças jurídicas, em referência a decisões recentes envolvendo eleições antecipadas em outras casas legislativas.
Embora Paula Calil e Dilemário Alencar mantenham projetos distintos para a presidência do Legislativo, ambos passaram a defender o adiamento como medida preventiva diante do cenário jurídico.
O grupo de Ilde Taques, por sua vez, afirma não ter participado das articulações e se posiciona contra a mudança de data, defendendo a manutenção do calendário originalmente previsto. Segundo aliados, a discussão teria ocorrido sem a participação direta de sua base política.
A proposta de emenda à Lei Orgânica já começou a tramitar na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Câmara Municipal.
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