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Medeiros abraça vice de Wellington e reforça união do PL pela candidatura ao governo

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O deputado federal José Medeiros (PL) fez uma demonstração pública de alinhamento com a chapa de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Na noite de terça-feira (1), em Sorriso, Medeiros declarou ter “o maior orgulho” de caminhar ao lado de Reinaldo Morais (Novo), candidato a vice-governador.

“Eu tenho o maior orgulho de andar com ele. Então é o time, gente, que eu tenho que defender”, afirmou Medeiros durante o lançamento da candidatura de Fredison Dias a deputado estadual.

A declaração reforça a união de lideranças do PL em torno da candidatura de Wellington. Diante dos eleitores, Medeiros elogiou Reinaldo, colocou o vice entre os nomes do seu “time” e pediu apoio ao grupo.

O gesto também enfraquece a narrativa de divisão da direita em Mato Grosso. Em plena campanha, Medeiros aparece em agenda pública ao lado do vice de Wellington e deixa claro qual grupo político afirma ter orgulho de defender.

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PL abre processo contra prefeitos que declararam apoio a Pivetta

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O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, anunciou a abertura de um procedimento interno contra os prefeitos Flávia Moretti, de Várzea Grande, Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste. Os três gestores declararam apoio à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado, contrariando a posição oficial da legenda, que lançou o senador Wellington Fagundes para a disputa.

Segundo Ananias, o caso já foi encaminhado ao departamento jurídico do partido, que prepara a portaria responsável por formalizar a abertura da apuração. Os prefeitos deverão ter assegurado o direito de defesa e, ao término do procedimento, o relator poderá sugerir a expulsão dos filiados.

“Esse procedimento é para analisar a conduta deles e aí o relator faz o relatório e eu, se eu fosse relator de algum caso, como esse, eu relatava pela expulsão”, declarou o dirigente.

A medida ocorre em meio ao racha dentro do PL em relação à eleição para o Governo de Mato Grosso. Enquanto Wellington Fagundes foi escolhido pela legenda para disputar o Palácio Paiaguás, os três prefeitos decidiram apoiar Pivetta, que busca a reeleição pelo Republicanos.

Ananias afirmou que não considera um problema o fato de um integrante do partido discordar da orientação da sigla. A crítica, segundo ele, está relacionada à permanência dos prefeitos no PL enquanto manifestam apoio a um candidato de outra legenda.

“Eu não acho ruim a pessoa se posicionar, eu só acho ruim a pessoa não ter hombridade de chegar no partido e falar, olha, eu vou me afastar do partido, eu vou desfiliar do partido e vou apoiar outro candidato”, afirmou.

O presidente estadual do PL também acusou os gestores de terem utilizado a estrutura partidária para conquistar os respectivos mandatos e, por isso, defendeu que eles deveriam ter deixado a legenda antes de declarar apoio a um adversário político.

“Lógico, eu vejo isso dessa forma, porque quem usa o partido pode até discordar do rumo que o partido está dando, mas ele que usou toda a estrutura do partido, recebeu recurso público que é público, mas que é destinado por delegação aos partidos, ele deveria ter a hombridade de falar, poxa, eu tive essa estrutura, eu tive esse apoiamento e agora eu acho que eu vou retribuir. Mas cada um responde pelos seus atos”, disse.

Apesar de admitir a possibilidade de expulsão, Ananias ressaltou que essa não é a finalidade específica do procedimento instaurado contra os prefeitos. De acordo com ele, inicialmente será feita uma análise da conduta dos filiados e, somente depois, o relator apresentará suas conclusões.

A previsão do dirigente é de que o processo seja concluído em até 60 dias. Durante esse período, os prefeitos poderão apresentar suas defesas antes da decisão final sobre a situação de cada um dentro do partido.

“Abrir o procedimento, dá-lhe o amplo direito de defesa, que é normal aí, nesses 30, 40 dias, 60 dias, resolve”, afirmou Ananias.

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