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“Não é um bicho de sete cabeças”: Flávia Moretti comenta possível intervenção no DAE

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que uma eventual intervenção no Departamento de Água e Esgoto (DAE) não seria um “bicho de sete cabeças”.  A declaração foi feita na manhã desta quinta-feira (9), durante o lançamento das obras de recapeamento asfáltico nos bairros Costa Verde, Parque do Lago, Chapéu do Sol e Marajoara, em Várzea Grande.

A intervenção em questão representa um novo capítulo da crise no abastecimento de água em Várzea Grande. O tema ganhou novos desdobramentos logo no início de julho, quando, no último dia (2), o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) reforçou o pedido para que o Ministério Público Estadual (MPE) solicitasse à Justiça uma intervenção no Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande.

A formalização do pedido foi feita pelo conselheiro Antônio Joaquim em um documento enviado ao governador em exercício, Otaviano Pivetta ( Republicanos) e a solicitação tem como base uma decisão do próprio Tribunal de Contas que julgou irregulares as contas do departamento e apontou uma série de problemas na gestão financeira e operacional do órgão, incluindo uma dívida de R$ 172 milhões junto à concessionária de energia elétrica e outros R$ 143 milhões em débitos judiciais, totalizando cerca de R$ 315 milhões em passivos, entre outras inrregularidades.

Diante da possibilidade de uma intervenção do Ministério Público Estadual (MPE) no Departamento de Água e Esgoto (DAE), a Flávia Moretti, manteve uma postura neutra e evitou defender ou rejeitar a medida. Segundo ela, a decisão cabe exclusivamente aos órgãos competentes e afirmou que o mais importante é que o município receba apoio para solucionar os problemas enfrentados pelo DAE, independentemente do formato adotado.

“Olha, sobre se é o caminho ou não, quem vai definir isso é a Procuradoria-Geral de Justiça e o governador, porque são eles que determinam esse caminho, não sou eu. Eu só quero ajuda, seja como vier…Eu quero a colaboração”, afirmou.

Questionada se aceitaria a ajuda do Estado mesmo que ela ocorresse por meio de uma intervenção, a prefeita afirmou que considera a medida um instrumento previsto na legislação e reforçou que a decisão não cabe ao município, mas aos órgãos competentes.

“Olha, a intervenção ao DAE não é um bicho de sete cabeças, a qualquer órgão, não é. Eu que sou advogada… não é. É uma forma legal de ter a colaboração do Estado. Mas, isso, quem vai definir mesmo é a Procuradoria-Geral de Justiça, que é eles que fazem o pedido ao Tribunal de Justiça”, concluiu Moretti.

A situação do saneamento em Várzea Grande, no entanto, está longe de ser um problema recente. Há mais de uma década, o município está entre os piores do país quando o assunto é abastecimento de água e coleta de esgoto. No Ranking do Saneamento 2026, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, a cidade aparece na 17ª colocação entre os 20 municípios com os piores indicadores de saneamento básico do Brasil.

O levantamento considera os 100 municípios mais populosos do país e utiliza dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), com ano-base 2024, divulgados pelo Ministério das Cidades.

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Ibrahim Zaher defende ampla participação social e da Câmara na elaboração do novo Plano Diretor de Rondonópolis

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Na tarde desta segunda-feira (20/08), o vereador Ibrahim Zaher participou de uma reunião na prefeitura de Rondonópolis, onde a Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo promoveu a apresentação da empresa de consultoria que estará a frente da elaboração do novo Plano Diretor Municipal (PDM). O encontro contou com a presença da sociedade organizada e entidades de classe da construção, comércio e indústria de Rondonópolis.

Durante a reunião de apresentação dos trabalhos, o vereador Ibrahim Zaher, que é membro da Comissão temporária Avança Rondonópolis da Câmara Municipal, que trata modernização da legislação urbana e revisão do PDM, destacou a necessidade de construir um projeto moderno e condizente com a atual realidade e o crescimento da cidade. O debate reforçou que a desatualização das leis complementares de uso do solo e infraestrutura vinha trazendo desafios para a gestão pública e o ambiente de negócios local. “É de suma importância essa discussão. Nós sabemos que não é algo rápido, e é essencial que a Câmara participe desse processo para lá no final garantir a tramitação com debates que auxiliem na construção de um Plano Diretor moderno. Penso que o mais importante de tudo é ouvir a sociedade como um todo, para que a gente faça um plano que atenda mesmo a necessidade da cidade de Rondonópolis.”, explicou.

A revisão do Plano Diretor de Rondonópolis voltou a ser centro de debates entre representantes do Executivo, Legislativo e sociedade civil. A medida busca atualizar uma legislação baseada nas diretrizes de 2006 que, ao longo dos anos, sofreu diversas modificações pontuais, gerando entraves para o desenvolvimento ordenado do município e impactando diretamente setores estratégicos para o desenvolvimento do município.

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