Mato Grosso

Podemos nacional cogita lançar Max para disputar o governo, que diz estar à “disposição”

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Mato Grosso

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e do Podemos no estado, Max Russi, revelou em entrevista à Jovem Pan que foi sondado pela presidente nacional do partido, Renata Abreu, para disputar o governo do estado em 2026. Pressionado pelo entrevistador, o deputado não fechou a porta à candidatura.

“A Renata, algumas vezes, inclusive, falou comigo dessa possibilidade”, admitiu. Russi, no entanto, condicionou qualquer decisão ao consenso do grupo político. “Se o grupo político entender que esse é o melhor caminho, estarei sempre preparado e à disposição”, disse.

O deputado afirmou que o projeto não pode ser individual. “Esse projeto não é um projeto do deputado Max Russi, tem que ser um projeto do grupo”, declarou. A sondagem ocorre em um momento de crescimento expressivo do partido no estado. Na janela partidária, o Podemos filiou três deputados estaduais, um deputado federal e 30 prefeitos. “Saímos muito grande dessa janela”, disse Russi, que projeta eleger seis deputados estaduais e ao menos um federal em outubro.

A eventual candidatura de Russi entraria em um cenário já disputado. Mato Grosso tem pelo menos cinco pré-candidatos ao Palácio Paiaguás: o governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL), o senador Jayme Campos (União Brasil) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD). Nas pesquisas, Fagundes lidera as intenções de voto.

O deputado, que atualmente preside a Assembleia Legislativa, disse preferir, por ora, seguir no cargo. “O meu projeto no momento é ser um bom presidente da Assembleia e tentar entregar os resultados que a população espera”, afirmou.

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Cuiabá

Sem consenso, Câmara de Cuiabá mantém eleição da Mesa para novembro

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Nos bastidores da Câmara Municipal de Cuiabá, o adiamento da eleição da Mesa Diretora de agosto para novembro já é tratado como encaminhado entre os grupos políticos ligados à presidente Paula Calil (PL) e ao vereador Dilemário Alencar (União Brasil), após reunião realizada na última semana.

Atualmente, os parlamentares favoráveis à mudança já reuniram 12 assinaturas em apoio à proposta apresentada pelo vereador Mário Nadaf (PV), número superior ao mínimo necessário para a tramitação da matéria no Legislativo.

A principal resistência à alteração permanece com o grupo do vereador Ilde Taques (Podemos), que também é pré-candidato à presidência da Casa. Apesar da divergência, a avaliação entre os articuladores é de que a proposta deve avançar sem grandes obstáculos nas próximas etapas de votação.

O entendimento em torno do adiamento foi reforçado em reunião convocada por Paula Calil no início da semana, que contou com a presença de 14 vereadores e teve duração aproximada de seis horas. O encontro expôs divergências entre os blocos que disputam o comando da Câmara, mas também resultou em uma convergência quanto à necessidade de alteração do calendário eleitoral interno.

A mudança proposta prevê a transferência da eleição da Mesa Diretora para o dia 5 de novembro. O argumento utilizado por parte dos parlamentares favoráveis é o de evitar possíveis inseguranças jurídicas, em referência a decisões recentes envolvendo eleições antecipadas em outras casas legislativas.

Embora Paula Calil e Dilemário Alencar mantenham projetos distintos para a presidência do Legislativo, ambos passaram a defender o adiamento como medida preventiva diante do cenário jurídico.

O grupo de Ilde Taques, por sua vez, afirma não ter participado das articulações e se posiciona contra a mudança de data, defendendo a manutenção do calendário originalmente previsto. Segundo aliados, a discussão teria ocorrido sem a participação direta de sua base política.

A proposta de emenda à Lei Orgânica já começou a tramitar na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Câmara Municipal.

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