Cuiabá

Samantha nega divisão entre vereadoras e elogia condução de Paula na Câmara

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Cuiabá

 A vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris (PL), afirmou que não vê qualquer cenário de divisão entre as parlamentares da Câmara Municipal diante das articulações em torno da próxima eleição da Mesa Diretora. Segundo ela, até agora, apenas a atual presidente da Casa, Paula Calil (PL), demonstrou interesse em seguir no comando do Legislativo cuiabano.

Durante entrevista à rádio CBN Cuiabá, Samantha declarou que nenhuma outra vereadora procurou disputar o espaço ocupado atualmente por Paula. “Não chegou ao meu conhecimento nenhuma outra mulher interessada em assumir essa posição. A única que se colocou nesse sentido foi a Paula”, afirmou.

As declarações ocorrem em meio às especulações de bastidores sobre um possível desgaste entre integrantes da Mesa Diretora, principalmente após a ausência de algumas vereadoras em um jantar promovido recentemente por aliados da presidente da Câmara.

Apesar disso, Samantha descartou qualquer clima de conflito entre as parlamentares e disse enxergar harmonia no grupo feminino da Casa de Leis.

“Vejo as mulheres trabalhando de forma muito unida e tranquila. Não percebo problema algum nessa relação”, comentou.

Mesmo sem confirmar apoio antecipado à eventual candidatura de Paula à reeleição, Samantha fez elogios à forma como a presidente vem conduzindo os trabalhos legislativos. De acordo com ela, a chefe do Legislativo mantém diálogo equilibrado com vereadores de diferentes partidos.

“A Paula conduz a Câmara de maneira democrática. Ela trata todos os parlamentares de forma igualitária, independentemente de partido”, afirmou.

Nos bastidores, porém, a resistência ao projeto de reeleição da atual presidente já começou a aparecer. A própria Paula Calil admitiu recentemente que as vereadoras Michelly Alencar (União) e Baixinha Giraldelli (Solidariedade) são contrárias à sua permanência no comando da Mesa Diretora.

Segundo Paula, Michelly já deixou claro publicamente que considera inadequada uma tentativa de recondução ao cargo.

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Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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