Mato Grosso

Sérgio Ricardo defende ajustes e propõe “Carta de Mato Grosso” em congresso

Publicado em

Mato Grosso

Durante o Congresso Internacional promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), o presidente Sérgio Ricardo destacou a necessidade de Mato Grosso participar de forma ativa nas discussões sobre a reforma tributária. Em tom firme, ele alertou que o Estado, por ter base econômica primária e grande dependência do agronegócio, pode sofrer graves consequências se as mudanças forem implementadas da forma como estão previstas.

“Há uma preocupação muito grande com o Estado de Mato Grosso, por ser um Estado de produção primária, por ser um Estado que vai sofrer graves consequências com essa reforma tributária”, afirmou. “Eu ainda não acredito que ela seja definitiva, embora já tenha sido aprovada. Acredito que haverá modificações, porque não é possível manter tantas desigualdades, com estados como São Paulo ganhando bilhões e Mato Grosso perdendo dinheiro.”

Sérgio Ricardo defendeu que o Estado precisa avançar na industrialização, gerar empregos e qualificar pessoas, ressaltando que a falta de energia e infraestrutura limita o desenvolvimento. “Nós somos um estado que precisamos gerar indústria, gerar emprego, qualificar pessoas. Nós não temos energia elétrica suficiente para industrializar o Estado. Então, existe muita discussão ainda pela frente.”

Segundo o presidente, o Congresso tem caráter pedagógico e busca justamente ampliar o entendimento sobre os impactos locais da reforma. “O que falta muito ainda é o processo de conhecimento. O que vai acontecer com Itiquira, com Cuiabá? Quanto cada município vai perder? Não existe essa quantificação. Hoje, há preocupação, mas falta informação. Por isso trazemos aqui os maiores pensadores da economia e do direito tributário, além de secretários de Estado, para aprender o que vai acontecer.”

Durante o evento, o TCE-MT também propôs a elaboração da “Carta de Mato Grosso”, documento que reunirá as principais demandas e preocupações do Estado diante da reforma. “Quando se faz uma grande discussão e nada se registra, muito se fala e pouco se documenta. Queremos que Mato Grosso escreva sua própria carta, relatando município por município, perda por perda, ganho por ganho. Mato Grosso é diferente dos outros estados e precisa ser tratado de forma diferenciada para não quebrar.”

Sérgio Ricardo destacou ainda que, apesar da força do agronegócio, outras áreas da economia local estão fragilizadas. “Hoje o agronegócio é forte, mas e o restante? Não temos indústria, não temos geração de emprego. Temos 3 milhões e 800 mil habitantes, quase um milhão na fila do Bolsa Família e outro milhão querendo entrar. Nossa situação é grave e precisa ser discutida com seriedade.”

No encerramento, o presidente também comentou sobre a discussão em andamento na Assembleia Legislativa a respeito da Lei Orçamentária Anual (LOA). Segundo ele, o Tribunal tem acompanhado de perto as movimentações sobre as estimativas de receita e os argumentos do governo para manter a estabilidade fiscal do Estado.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Comissão aprova proposta que impede crédito rural a invasores de terra

Publicados

em

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo apresentado pelo deputado e membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), José Medeiros (PL), ao Projeto de Lei 4705/2025, que impede invasores de propriedades rurais de acessar políticas públicas da agricultura familiar, como crédito do Pronaf e programas de compra de alimentos.

Em seu parecer, Medeiros, que é relator do projeto, afirma que a proposta busca impedir que invasores de propriedades sejam tratados como agricultores familiares e tenham acesso a recursos públicos.

“Não podemos admitir que criminosos, como os do MST, além de invadir propriedades que não lhes pertencem, ainda consigam acesso a benefícios. Precisamos cuidar para que recursos públicos não sejam usados em propriedades sem legitimidade fundiária, o que acaba incentivando invasões e gerando insegurança no campo”, afirmou o deputado.

O texto aprovado, relatado por Medeiros, proíbe que pessoas envolvidas em invasão de terras sejam beneficiadas por programas governamentais voltados à agricultura familiar. Além disso, exige a comprovação da propriedade ou posse legítima do imóvel e inscrição ativa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para participação em programas públicos.

Para Medeiros, a medida corrige falhas que vinham permitindo o acesso irregular a recursos públicos. Segundo ele, a proposta garante que os investimentos cheguem a quem realmente trabalha no campo, evitando que ocupações ilegais sejam beneficiadas.

“Os critérios passam a ser mais rígidos para o acesso a políticas públicas. Isso garante mais segurança jurídica e evita distorções na destinação de recursos”, explicou.

O parecer teve três votos contrários de deputados do Partido dos Trabalhadores (PT). O projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), antes de avançar na tramitação na Câmara dos Deputados.

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA