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SES promove conscientização sobre a saúde da mulher no Outubro Rosa

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) preparou ações de prevenção e detecção do câncer de mama e de colo do útero durante o Outubro Rosa, mês de conscientização sobre saúde da mulher.

“A campanha do Outubro Rosa já é conhecida, mas é muito importante que as mulheres aproveitem este período para fazer os exames preventivos. A SES trabalha para conscientizar a população sobre a importância de exames regulares para a saúde da mulher, de forma a prevenir ou detectar precocemente o câncer de mama e o câncer do colo do útero”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

De acordo com o coordenador de Atenção às Condições de Saúde do Estado, Vinícius de Oliveira, os casos de câncer de mama diminuíram de 368, de janeiro a junho de 2024, para 245, no mesmo período deste ano em Mato Grosso. Já o de câncer do colo do útero reduziram de 328, nos primeiros seis meses de 2024, para 203, de janeiro a junho de 2025.

“A SES tem atuado ativamente para assegurar o diagnóstico e o tratamento em tempo hábil em Mato Grosso, o que amplia as chances de cura e minimiza as sequelas dos pacientes. Para que essas iniciativas tenham êxito, é fundamental a participação e a adesão dos municípios, visto que a atenção à saúde se inicia na Atenção Primária”, avaliou o coordenador.

Com o objetivo de aprimorar os cuidados oncológicos, a SES também participa de projetos do Ministério da Saúde (MS), como o Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer, que busca acelerar os resultados de exames de biópsia.

“Outra iniciativa importante é o Projeto MICCI, em parceria com o Hospital Israelista Albert Einstein, que atua diretamente na prevenção do câncer de colo de útero entre as mulheres da etnia Xavante”, contou Oliveira.

A SES também trabalha na contratualização de laboratórios para a realização de exames anatomopatológicos, fortalecendo a rede diagnóstica do Estado.

“A contratualização dos serviços do Hospital de Câncer de Mato Grosso e do Hospital Geral de Cuiabá, que atuam como Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia, resultou na ampliação da oferta de serviços oncológicos aos cidadãos mato-grossenses. Paralelamente a isso, a construção do novo Hospital Central vai disponibilizar procedimentos oncológicos adicionais, fortalecendo a rede de atendimento”, concluiu.

A unidade móvel da Saúde da Mulher, que está no Hospital Estadual Santa Casa, realizou 7.544 consultas com mastologista/ginecologista, de janeiro a agosto de 2025. No mesmo período de 2024, foram realizadas 7.471 consultas. O número de exames de ultrassom mamária também aumentou: de 1.684 para 1.708 na mesma comparação.

Também foram realizados 1.914 exames de ultrassom transvaginal, 1.195 de papanicolau (CCO – coleta de colpocitologia oncótica) e 940 de mamografias nos primeiros oito meses deste ano.

Hospital Estadual Santa Casa atende servidoras do Estado

Em campanha especial para o Outubro Rosa, o Hospital Estadual Santa Casa oferece consultas médicas e exames preventivos para servidoras do Estado de Mato Grosso.

Conforme a superintendente administrativa e financeira da Santa Casa, Lais Alves, serão oferecidas consultas com mastologista, exames de papanicolau, ultrassonografia de mamas e ultrassonografia transvaginal.

“Vamos orientar sobre cuidados com a saúde da mulher e hábitos de vida saudáveis. Com a ação, queremos aumentar a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e aumentar o número de servidoras que realizam exames preventivos”, afirmou.

As consultas serão realizadas no ambulatório do Hospital Estadual Santa Casa, nas quintas-feiras de outubro, com agendamento prévio, presencial ou pelo WhatsApp (65) 98433-0913.

Fonte: Governo MT – MT

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Wanderley confronta Rogerinho sobre contrato de R$ 3,8 milhões e manda cortar microfone durante bate-boca

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O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), e o líder da prefeita Flávia Moretti (PL) no Legislativo, Rogerinho da Dakar (PSDB), protagonizaram um bate-boca durante a sessão desta terça-feira (1), em meio à discussão sobre a situação financeira do município e um projeto relacionado ao Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG). O confronto terminou com Wanderley determinando o desligamento do microfone do colega.

O episódio ocorreu um dia antes de Wanderley encaminhar à Comissão de Ética Parlamentar uma recomendação do Ministério Público Estadual (MPE) para que sejam apurados os fatos relacionados a um vídeo em que Rogerinho aparece manuseando maços de dinheiro e colocando os valores em uma sacola, quando ainda presidia o DAE.

O documento deverá ser analisado pelo colegiado, que deve convocar uma reunião para definir as providências. Entre as possibilidades está a abertura de um procedimento para verificar eventual quebra de decoro parlamentar.

Na sessão, porém, o embate começou quando Rogerinho usou a tribuna para defender a gestão de Flávia Moretti e afirmou que a Prefeitura enfrenta dificuldades financeiras em razão de bloqueios judiciais e de dívidas acumuladas por administrações anteriores. Segundo ele, o passivo ultrapassa R$ 700 milhões.

“Quero aqui só esclarecer, como líder, que realmente a saúde financeira do município está no vermelho. O Poder Executivo não está tendo dinheiro para investimento”, afirmou. O vereador também disse que a Prefeitura chegou a enfrentar dificuldades para pagar a folha salarial após novos bloqueios judiciais.

Wanderley rebateu o discurso e puxou a discussão para o DAE. O presidente lembrou que havia levado ao plenário um projeto de suplementação para a autarquia após o próprio líder da prefeita ter solicitado a inclusão da proposta.

“Eu trouxe ele, mas aí já está retirando. Eu levei pau na imprensa. Está aqui, R$ 16 milhões que eu deixei de incluir e eu incluí hoje”, afirmou Wanderley, em referência ao projeto.

O emedebista questionou ainda a demora na tramitação e afirmou que a situação havia provocado críticas contra a Câmara, apesar de, segundo ele, o projeto ter sido incluído a pedido de Rogerinho.

A discussão subiu de tom quando Wanderley passou a questionar um

contrato

do DAE firmado durante o período em que Rogerinho esteve à frente da autarquia. Segundo o presidente, o valor teria saltado de aproximadamente R$ 800 mil para R$ 3,8 milhões, o que representaria um aumento de cerca de 500%.

“O contrato do DAE de R$ 800 mil que, vossa Excelência, passou para R$ 3,8 milhões. Você pensou no povo? Você pensou no povo, vereador? De oitocentos mil, passou para três milhões e oitocentos. Assim que pensa no povo?”, questionou.

Rogerinho reagiu afirmando que o projeto estava na Câmara desde março e que a suplementação era necessária diante da crise no abastecimento de água enfrentada pela população de Várzea Grande. Ele acusou Wanderley de não tratar a proposta como uma prioridade.

“O senhor não pensou na população, porque, se o senhor pensasse na população, o senhor colocava de forma emergencial. O senhor não pensou na família várzea-grandense, que não tem água na torneira. Vou falar que nem o senhor. Seja transparente”, rebateu.

Wanderley também citou a devolução de R$ 854 mil feita pela Câmara à Prefeitura, recurso que seria destinado à reforma da sede do Legislativo. Segundo ele, mesmo a empresa responsável pelo serviço não estaria recebendo os pagamentos.

“Não tem dinheiro, porque nem a reforma da Câmara deste ano, que eu devolvi R$ 854 mil, não está pagando a empresa. E o dinheiro da Câmara? Cadê o dinheiro da Câmara que eu devolvi no final do ano?”, afirmou.

Rogerinho voltou a defender a gestão municipal e disse que os bloqueios nas contas da Prefeitura haviam começado apenas no mês anterior, enquanto o projeto do DAE, segundo ele, já estava na Câmara desde março.

O bate-boca prosseguiu até que Wanderley determinou o corte do microfone de Rogerinho.

Rogerinho deixou a presidência do DAE-VG em agosto, após a repercussão do vídeo em que aparece pegando dinheiro em espécie e colocando os valores em uma sacola. Na ocasião, o vereador afirmou que colocaria o sigilo bancário dele e da família à disposição e pediu que o Ministério Público e o Tribunal de Contas investigassem sua atuação na autarquia para comprovar a “lisura” do trabalho realizado.

 

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