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TCE aponta baixa execução do Fethab e 37 municípios com alto risco de desequilíbrio fiscal

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, definiu, na sessão ordinária desta terça-feira (24), os próximos passos para a estruturação do Plano Estratégico de Estado Mato Grosso 2050.

Com foco no desenvolvimento socioeconômico, o trabalho já está em execução e um levantamento inicial aponta números relevantes: apenas 2,8% dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) foram de fato investidos em áreas essenciais e 37 municípios do estado apresentam baixa capacidade de investimento e alto risco de desequilíbrio fiscal.

“O que estamos fazendo com esse estudo é um plano de Estado. Esse é só o início de um trabalho único, nunca feito em tribunal nenhum do Brasil e que tenho certeza de que vai nortear qualquer governo. Não podemos continuar com um estado tão desigual”, afirmou o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.

Elaborado pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), o estudo considera a Capacidade de Pagamento (Capag), indicador do Tesouro Nacional que mede a saúde fiscal das prefeituras. Em 2025, dos 123 municípios avaliados, 39% apresentaram classificação “A”, enquanto 31% estão na faixa “B” e, o dado mais alarmante, 30% permanecem na categoria “C”, grupo mais vulnerável.

Neste grupo estão os municípios de Acorizal, Alto Araguaia, Alto Boa Vista, Alto Garças, Alto Taquari, Araguaiana, Barão de Melgaço, Barra do Garças, Campos de Júlio, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Confresa, Cuiabá, Denise, Diamantino, Dom Aquino, General Carneiro, Juscimeira, Luciara, Nova Bandeirantes, Nova Guarita, Nova Olímpia, Nova Xavantina, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Ribeirão Cascalheira, Rondolândia, Rosário Oeste, Santa Terezinha, Santo Antônio de Leverger, São Félix do Araguaia, São Pedro da Cipa, Serra Nova Dourada, Sorriso, Vila Bela da Santíssima Trindade e Vila Rica.

Segundo o presidente da COPSFID, conselheiro aposentado Valter Albano, coordenador técnico do Plano, as metas deverão ampliar a capacidade fiscal das prefeituras e reduzir as desigualdades. “Essa incapacidade de pagamento gera outros prejuízos de oportunidade, porque não se pode realizar determinados investimentos. Então o município que já está pobre continuará muito mais pobre.”

O desafio inclui a correção de distorções na aplicação dos recursos do Fethab. “O Fethab arrecadou no ano passado R$ 3,6 bilhões, mas apenas R$ 100,4 milhões foram aplicados em habitação, saneamento e mobilidade urbana, o que representa 2,8% do total. Entendo que aí deve entrar o Tribunal, porque existe uma legislação sobre isso”, explicou Sérgio Ricardo.

Relator da auditoria sobre as renúncias fiscais do estado, o conselheiro Antonio Joaquim alertou que o problema se repete com o Fundo de Desenvolvimento Econômico (Fundes), que acumula recursos de empresas beneficiadas por incentivos fiscais sem retorno à população. “Espero que, com esse trabalho, os recursos sejam devolvidos. Será uma contribuição efetiva para a população e um momento de grandiosidade institucional para o Tribunal.”

Foco na Baixada Cuiabana

 O trabalho terá como prioridade a Baixada Cuiabana, uma das regiões mais pressionadas por desigualdades no estado. De acordo com o presidente, cidades como Cuiabá e Várzea Grande concentram desafios crescentes relacionados à pobreza, ao desemprego e à falta de oportunidades, ao mesmo tempo em que mantêm potencial econômico relevante, especialmente na área rural.

“A Baixada Cuiabana precisa, com urgência, de um olhar diferenciado. Hoje, não há como negar a realidade que enfrentamos, especialmente em cidades-polo como Cuiabá e Várzea Grande, que concentram desafios sociais cada vez mais evidentes, como o crescimento da pobreza, do desemprego e da falta de oportunidades. Estamos falando de uma região que já registra dezenas de áreas de vulnerabilidade social, uma realidade que não existia no passado e que reflete problemas recentes, fruto de um desenvolvimento desigual. Ao mesmo tempo, temos milhares de proprietários rurais na Baixada Cuiabana, o que mostra o potencial econômico da região e, também, a necessidade de políticas públicas mais eficientes e direcionadas. A Baixada Cuiabana não pode continuar ficando para trás, ela precisa ser prioridade”, destacou Sérgio Ricardo.

Plano será desenvolvido em três etapas 

Anunciado na última semana pelo presidente do TCE-MT, o plano também considera a realidade das contas municipais para orientar ações de longo prazo. “Tiramos esse plano do conhecimento que temos sobre cada município. Não estamos discutindo política de governo, mas política de Estado, para que todos os governos cumpram”, ressaltou Sérgio Ricardo.

O trabalho deverá ser desenvolvido em três fases. De acordo com Albano, a primeira etapa prevê a consolidação de metas gerais por área de governo, com a colaboração das comissões permanentes do TCE-MT e do Ministério Público de Contas (MPC). Na sequência, essas diretrizes serão detalhadas em metas específicas. Por fim, serão executados os projetos e ações prioritárias.

“Teremos uma meta diretiva central das políticas e dos setores e vamos desdobrar essas metas para termos claro no plano o que é prioridade dentro da prioridade. Então, não só as comissões permanentes, mas também as relatorias”, disse ele ao destacar a abrangência sobre diversos setores. “O Tribunal dará a direção para o realinhamento das ações, para que tenhamos um estado de fato desenvolvido e justo”, completou Albano.

Conselheiros reforçam apoio à proposta 

O Plenário reforçou o apoio à proposta. Na ocasião, o conselheiro Guilherme Antonio Maluf enfatizou a dimensão social e a importância de orientação aos gestores voltada à governança. “É um trabalho fundamental para quem quer ver um Mato Grosso melhor e mais justo, um Mato Grosso para todos. Essa visão humanista que não podemos perder em um processo como este.”

O conselheiro José Carlos Novelli chamou a atenção para a experiência acumulada pelo Tribunal com o Programa de Gerenciamento Estratégico (GPE). “Hoje temos mais de 120 municípios com planejamento estratégico para oito anos. Isso demonstra que o Tribunal tem capacidade e competência para realizar esse trabalho. Mato Grosso precisa disso.”

Já o conselheiro Alisson Alencar ressaltou a importância do planejamento de longo prazo e do equilíbrio fiscal. “A partir disso, podemos propiciar uma vida melhor e resultados mais efetivos nas áreas sociais”. Além disso, destacou o papel da tecnologia nesse processo. “A transformação digital será fundamental para gerar inovação e ganho de eficiência com os recursos que já temos.”

Para o conselheiro Waldir Teis, o plano também terá impacto positivo no cenário da reforma tributária. “A contribuição que o Tribunal está dando é de valor imensurável. Isso trará aos futuros gestores um alento. Se todos aproveitarem essa oportunidade, será o momento para que Mato Grosso dê uma guinada na sua história econômica, principalmente no que diz respeito às desigualdades”, concluiu.

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ALMT entra no top 5 das assembleias com maior engajamento nas redes sociais em 2026

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Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) alcançou a quinta colocação entre os parlamentos estaduais com maior número de interações nas redes sociais no primeiro semestre de 2026. No período, os perfis institucionais da Casa de Leis mato-grossense somaram 179.675 interações.

 

Os dados foram divulgados pela Social Media Gov, plataforma especializada em inteligência de comunicação para instituições públicas. O estudo acompanha a presença digital de órgãos governamentais e compara a repercussão das publicações nas principais redes. Confira aqui a íntegra do levantamento.

 

Para o secretário de Comunicação Social da ALMT, coronel Henrique Santos, a posição demonstra que a instituição tem ampliado o contato com os cidadãos por meio dos canais digitais. “Estar entre as cinco instituições públicas com maior interação nas redes sociais mostra que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso está cada vez mais conectada com a população. Esse resultado é fruto de uma comunicação transparente, acessível e focada em mostrar, de forma simples, como o trabalho do Parlamento faz a diferença na vida das pessoas. Nosso compromisso é fortalecer esse diálogo e manter o cidadão sempre informado e participando das decisões que impactam o estado”, afirma.

 

Na classificação nacional, a ALMT ficou à frente de assembleias legislativas como as do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Amazonas. A colocação evidencia o avanço dos canais institucionais como espaços de divulgação das atividades parlamentares, dos serviços oferecidos pela Casa e de assuntos de interesse da sociedade.

 

Henrique Santos também ressalta que a conquista resulta da participação conjunta dos profissionais da Secretaria de Comunicação Social (Secom). “Nenhum resultado dessa magnitude é construído de forma isolada. Essa conquista reflete o talento, a dedicação e o profissionalismo dos servidores da Secretaria de Comunicação. Quando há confiança, integração entre os setores e compromisso com o interesse público, os resultados aparecem”, destaca.

 

A gerente de Gestão de Redes e Publicidade Institucional da Assembleia, Noemia Almeida, explica que a presença nas plataformas digitais é construída de forma integrada pelas áreas de redes sociais e publicidade institucional, jornalismo, fotografia, TV Assembleia e Rádio Assembleia. As equipes trabalham na produção de notícias, vídeos, campanhas, transmissões e outros formatos que ajudam a tornar os temas legislativos mais compreensíveis e próximos do cotidiano da população.

 

Noemia Almeida avalia que a posição obtida nacionalmente traduz o empenho diário dos profissionais e a cooperação entre as diferentes áreas da Secom. “Recebemos esse reconhecimento com muita satisfação, pois ele reflete o empenho de uma equipe formada por apenas nove servidores e uma jovem aprendiz, que atua diariamente com criatividade, dedicação e senso de propósito. Nosso trabalho vai muito além da gestão das redes sociais. Somos responsáveis também pela publicidade institucional e diversas ações estratégicas de comunicação. Esse resultado só é possível graças à integração com os demais setores da Secom, que caminham conosco em cada projeto, fortalecendo a comunicação da Assembleia”, diz.

 

Inovação reconhecida — A presença da ALMT entre as cinco primeiras colocadas dá continuidade a uma série de conquistas da comunicação da Casa. Em 2025, a instituição recebeu o segundo lugar no Prêmio Social Media Gov, durante o 14º Redes WeGov, com a assistente virtual “Alê”, criada para facilitar o acesso às informações legislativas pelas redes sociais.

 

Neste ano, o Parlamento mato-grossense conquistou o primeiro lugar na mesma premiação, realizada durante o 15º Redes WeGov, com o “Termômetro de Notícias”. O projeto utiliza inteligência artificial, automação e análise de dados para identificar temas de interesse do público e aperfeiçoar a distribuição dos conteúdos institucionais.

 

A equipe de Gestão de Redes e Publicidade Institucional da ALMT também chegou ao meio acadêmico. O artigo científico sobre o “Termômetro de Notícias”, elaborado por Noemia Almeida, com revisão dos servidores William Monteiro e Yuri Daltro Caseiro, foi aprovado para apresentação no Congresso Brasileiro de Comunicação Pública.

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