Opinião
A Industria que orquestra o futuro
Opinião
Por Fabricio Carvalho
A Orquestra Sesi Mato Grosso foi fundada em 2015, como uma orquestra de alunos, por meio de um projeto de educação dentro do Sesi Escola. A medida em que crescia, demonstrava a necessidade de promover mais a cultura do estado, levando cultura e lazer para fora do Sesi. Assim, diante dessa necessidade, mantendo a orquestra de alunos como um programa paralelo, a partir de janeiro de 2020, sem saber que enfrentaria um dos períodos mais desafiadores da história recente da humanidade, a Orquestra Sesi foi tomando a forma que tem hoje.
Uma orquestra profissional que, em tempos de isolamento e incerteza, fez da música um refúgio e uma verdadeira ponte entre corações distantes. Com resiliência e dedicação, esse projeto não apenas sobreviveu, mas floresceu, conquistando um espaço de afeto e admiração na cultura mato-grossense. Hoje a Orquestra Sesi Mato Grosso simboliza a superação e a prova de que, com paixão e empenho, até os maiores desafios podem se transformar em algo grandioso, tendo como propósito precípuo aproximar o erudito e o tradicional ao popular.
Desde os primeiros ensaios, foi possível perceber que estávamos testemunhando o nascimento de algo extraordinário. Ao longo dos anos, acompanhei de perto a metamorfose de um projeto ousado em um farol cultural, iluminando caminhos para a democratização da música e a transformação social. A visão progressista da indústria de Mato Grosso, ao compreender que investir em cultura, educação e esporte é semear um futuro mais justo e próspero, consolidou essa iniciativa. Assim, a Orquestra Sesi Mato Grosso se apresenta não apenas como um conjunto de músicos talentosos, mas como a personificação de um ideal, um reflexo do amadurecimento de uma sociedade que busca igualdade social por meio da arte.
Hoje, expresso a imensa honra de assumir o papel de Maestro convidado para a Temporada 2025. Sinto-me privilegiado por conduzir uma equipe de músicos de excelência, uma produção impecável e contar com a participação de solistas convidados de altíssimo nível artístico, que, juntos, fortalecerão ainda mais esse movimento de democratização musical.
No cenário dos incentivos fiscais, a indústria se destaca como a grande patrona dos projetos culturais e criativos. Conforme pesquisa realizada pela FGV a pedido do SESI em 2023, o setor industrial foi a força motriz desse movimento, sendo responsável por 36,6% dos patrocínios concedidos por meio da Lei Rouanet. Esse poderoso instrumento transforma números em sonhos e projetos em realidade, evidenciando que, a cada incentivo concedido, abre-se uma nova porta para a imaginação e o enriquecimento social. A mesma pesquisa apontou que as ocupações criativas no mercado de trabalho brasileiro vêm crescendo a uma média de 3% ao ano desde 2012, enquanto as demais ocupações apresentam um crescimento médio de apenas 0,8% ao ano.
A economia criativa, essa poderosa força propulsora do desenvolvimento socioeconômico, encontra na Orquestra Sesi Mato Grosso um terreno fértil para florescer. Por meio da música, desvendamos os enigmas do cotidiano, elevamos a qualidade de vida e construímos pontes para um futuro mais promissor. Quando a indústria e a agro indústria de Mato investem em cultura, na verdade, estão investindo no capital humano. Empresas que escolhem apoiar nossa Orquestra e todas as inciativas sociais do Sesi Mato Grosso, colhem os frutos de profissionais mais criativos e dinâmicos, impulsionando a inovação e o crescimento dos negócios em um ciclo virtuoso que beneficia trabalhadores, famílias e toda a comunidade.
A Orquestra Sesi Mato Grosso é muito mais do que um conjunto de músicos excepcionais; ela é um agente de transformação social, um catalisador de sonhos e um símbolo inabalável da força da cultura na construção de um futuro melhor para todos.
Celebre conosco o Concerto de Abertura da Temporada 2025, que contará com a participação da talentosa Vanessa da Mata, matogrossense, de Alto Garças para o mundo. O concerto acontecerá no dia 8 de março, sábado, Dia Internacional das Mulheres, na Arena Pantanal, às 20h e com entrada franca. Uma noite inesquecível e uma Temporada incrível esperam por você!
Fabricio Carvalho é Maestro e Membro da Academia Mato-Grossense de Letras (Cadeira n.º 23). @maestrofabriciocarvalho
Opinião
O Brasil é do Povo Trabalhador, do Negro, do Índio, mas jamais vai ser dos “Capitalistas ou Imperialistas”
O Brasil nasceu da suor que escorreu de rostos que a história quase apagou: das mãos negras que construíram cidades, das raízes indígenas que sempre cuidaram desta terra, do povo trabalhador que levanta o país todos os dias com força, fé e dignidade.
Esta nação tem alma marcada pela luta de quem nunca se rendeu ao domínio alheio, tem nome e rosto: é o povo, é a gente que semeia, que produz, que resiste. Mas há aqueles que chegam com promessas de progresso e levam toda a riqueza, os capitalistas que veem nesta terra apenas mercadoria, lucro e poder, que exploram o trabalho, fecham fábricas, deixam famílias sem pão e sem teto,
que transformam a necessidade alheia em ouro para encher seus cofres vazios de ética.
E com eles vêm os imperialistas, que de longe comandam os fios do poder, que impõem regras que não servem ao nosso povo, mas sim aos seus interesses, que sugam nossas riquezas naturais como se o Brasil não tivesse dono, que dividem nossas terras, corrompem nossas leis e apagam nossa voz.
Eles falam em desenvolvimento, mas o que fazem é roubar nosso futuro, dizem amar a pátria, mas amam mesmo é o lucro que podem tirar dela, não conhecem o chão que pisamos, não sentem a fome que aperta a mesa do pobre, não têm raízes aqui, só têm negócios que duram enquanto o lucro cresce.
O solo brasileiro foi banhado com o sangue de quem lutou por liberdade, foi cuidado com carinho por povos que aqui viveram muito antes de qualquer domínio, pertence a quem planta, a quem ensina, a quem constrói, a quem defende, pertence ao negro que deu tudo e ainda dá, ao índio que guarda a sabedoria ancestral, ao trabalhador que não tem outro patrimônio senão sua força e sua honestidade.
Jamais será propriedade de quem só quer tomar, usar e depois jogar fora, nenhum capitalista ou imperialista jamais será dono desta pátria, porque o Brasil é do povo, e ao povo sempre pertencerá.
Régis Oliveira – Jornalista, Administrador, Corretor e Assessor Parlamentar
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