Opinião
A responsabilidade de informar e o compromisso com a verdade Por Wanderley Cerqueira
Opinião
Vivemos em um tempo em que a informação circula em velocidade cada vez maior. Em poucos segundos, uma notícia alcança milhares de pessoas e pode gerar esperança, confiança ou, infelizmente, medo e desespero. Por isso, quem ocupa uma função pública precisa compreender que comunicar não é apenas falar — é assumir responsabilidade sobre o impacto que cada palavra causa na vida da população.
Tenho defendido que informar com responsabilidade é, acima de tudo, respeitar vidas. O agente público lida diariamente com pessoas que dependem dos serviços públicos, enfrentam dificuldades e aguardam respostas do poder público. Uma informação errada, incompleta ou divulgada sem cuidado pode aumentar o sofrimento de quem já vive situações delicadas.
Quando falamos de saúde, assistência social ou educação, o cuidado precisa ser ainda maior. Uma notícia mal interpretada pode provocar filas desnecessárias nos postos de saúde, insegurança em famílias que aguardam vaga em creche ou desconfiança em relação às instituições públicas. Não estamos tratando apenas de números ou dados administrativos. Estamos falando de pessoas, de famílias e de histórias reais.
A mãe que espera atendimento para o filho, o idoso que depende do sistema público de saúde, a família que aguarda um benefício social: todos merecem respeito e transparência. A informação oficial precisa chegar de forma clara, correta e acessível, sem ruídos e sem manipulação.
Também acredito que o agente público deve ter sensibilidade para compreender a realidade da população. Estar nas ruas, ouvir as demandas da sociedade e entender as dificuldades enfrentadas pelas pessoas é fundamental para uma comunicação mais humana e verdadeira. O cidadão não pode ser vítima de boatos, interesses políticos ou disputas que apenas alimentam divisão e insegurança.
A política deve servir para construir soluções, não para gerar pânico. Mandatos passam, mas as consequências de uma comunicação irresponsável permanecem na vida das pessoas. Por isso, precisamos fortalecer diariamente o compromisso com a verdade, com a ética e com a transparência.
Na Câmara Municipal de Várzea Grande, seguimos firmes nesse propósito: garantir que a população tenha acesso à informação oficial, transparente e responsável. Porque quando informamos corretamente, protegemos pessoas, fortalecemos a confiança pública e contribuímos para uma sociedade mais consciente e respeitada.
Informar é um dever. Informar com responsabilidade é um ato de cuidado com a nossa gente.
Por Wanderley Cerqueira, presidente da Câmara de Vereadores de Várzea Grande-MT
Opinião
O Brasil é do Povo Trabalhador, do Negro, do Índio, mas jamais vai ser dos “Capitalistas ou Imperialistas”
O Brasil nasceu da suor que escorreu de rostos que a história quase apagou: das mãos negras que construíram cidades, das raízes indígenas que sempre cuidaram desta terra, do povo trabalhador que levanta o país todos os dias com força, fé e dignidade.
Esta nação tem alma marcada pela luta de quem nunca se rendeu ao domínio alheio, tem nome e rosto: é o povo, é a gente que semeia, que produz, que resiste. Mas há aqueles que chegam com promessas de progresso e levam toda a riqueza, os capitalistas que veem nesta terra apenas mercadoria, lucro e poder, que exploram o trabalho, fecham fábricas, deixam famílias sem pão e sem teto,
que transformam a necessidade alheia em ouro para encher seus cofres vazios de ética.
E com eles vêm os imperialistas, que de longe comandam os fios do poder, que impõem regras que não servem ao nosso povo, mas sim aos seus interesses, que sugam nossas riquezas naturais como se o Brasil não tivesse dono, que dividem nossas terras, corrompem nossas leis e apagam nossa voz.
Eles falam em desenvolvimento, mas o que fazem é roubar nosso futuro, dizem amar a pátria, mas amam mesmo é o lucro que podem tirar dela, não conhecem o chão que pisamos, não sentem a fome que aperta a mesa do pobre, não têm raízes aqui, só têm negócios que duram enquanto o lucro cresce.
O solo brasileiro foi banhado com o sangue de quem lutou por liberdade, foi cuidado com carinho por povos que aqui viveram muito antes de qualquer domínio, pertence a quem planta, a quem ensina, a quem constrói, a quem defende, pertence ao negro que deu tudo e ainda dá, ao índio que guarda a sabedoria ancestral, ao trabalhador que não tem outro patrimônio senão sua força e sua honestidade.
Jamais será propriedade de quem só quer tomar, usar e depois jogar fora, nenhum capitalista ou imperialista jamais será dono desta pátria, porque o Brasil é do povo, e ao povo sempre pertencerá.
Régis Oliveira – Jornalista, Administrador, Corretor e Assessor Parlamentar
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