Opinião
Anjos de Quatro Patas
Opinião
Por Jéssica Lima
Nunca imaginei que um dia diria isso…, mas sou mãe de oito.
Oito filhos de quatro patas, olhinhos brilhantes e rabos que abanam como se o mundo estivesse sempre começando.
Eu, que já fui do time dos indiferentes — aquela que achava que casa limpa e silêncio eram sinais de ordem — me rendi ao caos maravilhoso de patas apressadas, pelos nos tapetes e latidos que preenchem os vazios da alma.
A vida, com seu jeitinho sutil de virar a gente do avesso, me colocou diante desses seres travessos. E bastou um olhar para que tudo mudasse.
Hoje, não me reconheço mais naquela que não entendia o amor por um animal. Hoje, entendo tudo.
Acredito, com toda a fé que cabe no peito, que Deus olhou para mim e disse: “Essa menina precisa de bagunça. Precisa de amor que não fala, mas lambe. Precisa de companhia que não julga, só deita do lado e fica”. E Ele mandou cada um deles — em doses exatas de alegria e de lição.
Mas, ah… o que Ele não me contou foi sobre a dor. A dor da ausência, da caminha vazia, do pote esquecido no canto. Do silêncio que grita quando dois deles se foram.
Foi aí que descobri: amar também é saber perder.
E doeu mais quando alguém me disse que eles não têm alma. Que simplesmente… deixam de existir. E eu, no auge da minha dor, me rebelei. Como pode?
Como pode um ser que ama mais do que muitos humanos — que nos acolhe nos dias ruins, que se alegra com nosso riso, que se entristece com nossas dores — simplesmente desaparecer?
Não. Eu me recuso a acreditar. Esses seres são anjos. Mas não de asas e auréolas. São anjos de pelos e patas.
Anjos que nos protegem com latidos no escuro, que adoecem no nosso lugar, que sentem o que nem sabemos nomear. Anjos que enxergam o que a gente ignora, que intuem, que salvam — mesmo sem sabermos do que. Talvez eles não se tornem estrelas no céu. Talvez estejam por aqui, em outro plano, em outra forma… Ou talvez só morrem dentro da gente, para sempre.
O que eu sei — e sei com todas as células do meu corpo — é que amar um cão é ser tocado por algo divino. É viver um amor puro, que não exige nada em troca, que só quer estar por perto. E quem tem a sorte de experimentar isso… nunca mais é o mesmo.
Hoje, sigo aqui. Com saudade. Com lágrimas, sim. Mas também com gratidão. Porque fui escolhida. Porque eles me amaram primeiro, antes mesmo de eu aprender a amar. E se há algo eterno nesse mundo, é isso: o amor de um anjo de quatro patas.
*Jéssica Lima é graduada em Artes Visuais e atua como professora de arte, com ênfase em pintura em tela e mural. Com ampla experiência no ensino e na prática artística, dedica-se a inspirar seus alunos a explorarem a criatividade e a transformarem espaços por meio da arte.
Opinião
Independência é também construir o futuro que queremos para o Brasil
Por Juca do Guaraná.
O 7 de Setembro é uma das datas mais importantes da nossa história. É o dia em que lembramos a Independência do Brasil, proclamada em 1822, e que representa um marco na construção da nossa soberania como nação.
Mas acredito que a Independência não deve ser lembrada apenas como um acontecimento do passado. Ela também nos convida a pensar sobre o Brasil que estamos construindo hoje e sobre o país que queremos deixar para as próximas gerações.
Ser independente também é ter a oportunidade de escolher o próprio caminho. É poder trabalhar, estudar, empreender, criar uma família, ter acesso à saúde, buscar uma vida melhor e acreditar que o esforço de cada cidadão pode fazer diferença.
E, para que isso aconteça, precisamos falar também de responsabilidade.
A política tem um papel fundamental nessa construção. Quem ocupa um cargo público precisa entender que recebeu uma missão: representar pessoas, ouvir suas necessidades e trabalhar para transformar demandas em ações.
No meu mandato como deputado estadual, tenho aprendido diariamente que as grandes necessidades de Mato Grosso estão, muitas vezes, nas coisas mais simples: uma unidade de saúde que precisa de estrutura, uma comunidade que necessita de melhorias, um produtor que precisa de apoio, uma família que busca mais oportunidades para seus filhos.
É por isso que acredito tanto na política feita perto das pessoas.
Mato Grosso é um estado construído pela força de gente trabalhadora. Gente que acorda cedo, enfrenta dificuldades, produz, empreende e não desiste. São essas pessoas que ajudam a construir a nossa história todos os dias.
Neste 7 de Setembro, portanto, minha homenagem é para todos os brasileiros e brasileiras que fazem a sua parte na construção do nosso país.
Que possamos valorizar nossa história, respeitar nossas diferenças e, acima de tudo, lembrar que o futuro do Brasil não é responsabilidade de uma pessoa só. É uma construção coletiva.
Que a nossa independência também seja a liberdade de sonhar, trabalhar e construir um futuro melhor.
Viva o Brasil!
*Lídio Barbosa, mais conhecido como Juca do Guaraná, é natural de Cuiabá, tem 48 anos, é casado, pai de três filhos e é formado em direito. Foi vereador da capital por três mandatos e eleito para a 20ª Legislatura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
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