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Educação que se fortalece em rede

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Por Márcia Amorim Pedr’Angelo

Nenhuma trajetória educacional se constrói de forma solitária. A escola, espaço vivo de aprendizagem, encontra nas parcerias a sustentação para consolidar práticas, renovar caminhos e ampliar horizontes.

Em eventos recentes, reencontrei profissionais que caminham há anos ao lado da educação brasileira. Esses momentos me lembram que, mais do que trocas ocasionais, as conexões de longa data são pilares para a consolidação de metodologias que nascem no dia a dia escolar. São também a oportunidade de revisitar ideias, reavaliar percursos e fortalecer a confiança de que estamos trilhando uma mesma missão.

Na rotina escolar, cada prática precisa ser constantemente revisitada. É no diálogo com outros educadores e especialistas que teorias encontram aplicabilidade, que ideias ganham consistência e que a inovação se transforma em cultura pedagógica.

Escolher parceiros também é um ato estratégico. São eles que expandem fronteiras, conectam diferentes áreas do conhecimento e oferecem caminhos de inovação que unem ciência e tecnologia. Há aqueles que aproximam famílias e comunidades, os que trazem práticas pedagógicas transformadoras e os que, vindos de outros países, permitem imersão em culturas distintas e ampliam a compreensão do mundo. Essa diversidade de olhares é o que garante que a escola se mantenha atual, relevante e capaz de formar cidadãos preparados para realidades complexas.

Há um aspecto fundamentalmente humano nesse processo. Parceiros educacionais não são apenas colaboradores eventuais, mas companheiros de missão, que lembram que educar exige coragem e renovam a confiança de que seguimos juntos, mesmo em contextos diferentes.

Educar é partilhar propósitos. É ter clareza de que o futuro da escola depende dessa rede de relações que sustenta, questiona e inspira. Caminhar juntos é transformar experiências em aprendizado coletivo e manter viva a convicção de que a educação, mais do que nunca, é feita a muitas mãos.

*Márcia Amorim Pedr’Angelo é psicopedagoga, fundadora das escolas Toque de Mãe e Unicus, e coordenadora da Unesco para a Educação em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

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O empresário vai pagar a conta? Os desafios econômicos após as eleições

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O resultado das eleições de 2026 abrirá uma nova etapa para a economia brasileira. A partir de 2027, as decisões do governo eleito, a atuação do Congresso Nacional e as condições do cenário internacional poderão influenciar os juros, a inflação, o crédito e o ambiente de negócios.

Para o empresário, compreender esses movimentos é essencial. As decisões econômicas podem repercutir no custo de financiamento, nas margens operacionais, na demanda e na capacidade de cumprir obrigações financeiras.

A trajetória das contas públicas influencia as expectativas de investidores e a percepção de risco do país. O crescimento da dívida e a credibilidade das medidas fiscais podem pressionar os juros de longo prazo e afetar as condições de financiamento das empresas. Esses efeitos, contudo, dependem de fatores como a política monetária, o cenário internacional e a confiança dos agentes econômicos.

Quando o crédito fica mais caro ou restrito, empresas que dependem de capital de giro ou de financiamento para investir podem enfrentar maior pressão sobre o caixa. A inflação também merece atenção, pois o aumento dos custos operacionais nem sempre pode ser repassado integralmente aos clientes.

Os impactos podem variar conforme a atividade econômica. No agronegócio, o intervalo entre os investimentos na produção e a comercialização pode gerar descompassos entre receitas e vencimentos. Oscilações nos preços dos insumos, nas commodities e nas condições de crédito podem comprometer o planejamento financeiro.

Na indústria, o custo das matérias-primas e o financiamento da produção afetam as margens. No comércio e nos serviços, a redução da demanda, o aumento das despesas e os atrasos nos recebimentos podem comprometer a liquidez.

É nesse contexto que surge a pergunta central: o empresário vai pagar a conta? Embora não seja possível antecipar os efeitos das decisões do próximo governo, os custos de eventuais desequilíbrios econômicos podem chegar ao setor produtivo por meio do crédito, dos preços e da redução das margens. A intensidade desse impacto dependerá da exposição de cada empresa e de sua capacidade de absorver mudanças no cenário econômico.

Por isso, o planejamento precisa considerar diferentes cenários, incluindo a capacidade de pagamento, o perfil das dívidas e a necessidade de capital de giro.

O endividamento, por si só, não representa um problema. O risco surge quando o custo, o volume ou o prazo das obrigações deixa de ser compatível com a geração de caixa. Nessa situação, a empresa pode comprometer pagamentos essenciais e depender de novos empréstimos para honrar dívidas anteriores.

Identificar esses sinais permite avaliar alternativas antes que as dificuldades se agravem. A Recuperação Judicial, prevista na Lei nº 11.101/2005 e suas alterações, pode viabilizar a reorganização de empresas que atendam aos requisitos legais. Sua adequação depende da situação financeira, da composição do passivo e da viabilidade da atividade. A renegociação extrajudicial também pode ser considerada, conforme as circunstâncias.

O conhecimento em Direito Empresarial, com destaque para Recuperação Judicial, reestruturação de empresas e questões relacionadas ao agronegócio já demonstrou a necessidadede uma estratégia adequada. A análise jurídica permite examinar obrigações, garantias e alternativas de reorganização de acordo com a realidade de cada negócio.

Os efeitos do período pós-eleitoral dependerão das decisões implementadas e das condições econômicas. Para o empresário, acompanhar esse cenário é importante, mas conhecer a própria exposição financeira e avaliar os riscos com antecedência pode ser determinante para preservar a atividade e orientar decisões em momentos de incerteza.

*MARCO AURÉLIO MESTRE MEDEIROS é advogado, especialista em recuperação judicial de empresas, sócio-fundador do Mestre Medeiros Advogados Associados, com atuação nacional, secretário-geral da Comissão Especial de Falências e Recuperação Judicial do Conselho Federal da OAB e Diretor Administrativo do Instituto Brasileiro de Insolvência – IBAJUD. Membro da Comissão Estadual de Falência e Recuperação de Empresa da OAB-MT e da Comissão de Falência e Recuperação Judicial da OAB-MS

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