Opinião

Jornalismo, a voz que ilumina a democracia

Publicado em

Opinião

Por Max Russi

No dia 7 de abril, o Brasil celebra o Dia do Jornalista, data que convida ao reconhecimento de uma profissão essencial à construção de uma sociedade mais justa, informada e livre. Como deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, quero render minhas homenagens aos profissionais que, com coragem, dedicação e responsabilidade, fazem da palavra um instrumento de transformação social.

O jornalista é, antes de qualquer coisa, um servidor da verdade. Em tempos em que a desinformação se alastra com velocidade alarmante, a imprensa séria e comprometida com os fatos se torna um antídoto indispensável. O trabalho jornalístico vai além do mero registro de acontecimentos: ele ilumina o que está nas sombras, dá voz a quem não tem vez e provoca o debate que toda democracia precisa para respirar. É por meio do jornalismo que a sociedade acessa o que se passa nos parlamentos, tribunais, unidades de saúde e nas escolas.

No âmbito do Legislativo, o papel da imprensa é estratégico e insubstituível. São os jornalistas que levam à população o que se discute, aprova e rejeita nas casas legislativas, traduzindo a linguagem técnica das leis em informação acessível ao cidadão comum. Sem esse elo vital, o parlamento falaria apenas para si mesmo. Por isso, a ALMT tem o compromisso permanente de garantir transparência, acesso à informação e condições dignas de trabalho a todos os profissionais de imprensa que cobrem nossos trabalhos. O jornalismo é parceiro da democracia, e tratamos esse parceiro com o respeito que ele merece.

Homenagear o jornalista é também convocar a categoria a reafirmar seus princípios fundamentais. A ética na comunicação não é um diferencial, é uma exigência. O compromisso com a verdade, o cuidado com a apuração e o respeito à dignidade das pessoas retratadas são pilares que sustentam a credibilidade da profissão. O sensacionalismo e a propagação de inverdades não apenas desinformam, corroem a confiança pública e ameaçam o tecido democrático.

O jornalismo ético não é fraco, é poderoso. Uma reportagem sobre irregularidades na saúde pode salvar vidas; uma investigação trabalhista pode mudar leis; uma matéria sobre comunidades esquecidas pode transformar políticas públicas. O jornalista que age com consciência transcende o fato e atua na transformação humana. Esse é o jornalismo que a democracia merece e que a sociedade precisa.

Neste Dia do Jornalista, minha mensagem é de gratidão e respeito a quem coloca a verdade acima dos interesses e enfrenta pressões sem abandonar o compromisso com o bem comum. Uma imprensa livre, plural e responsável é condição indispensável para uma democracia saudável. O parlamento, casa do povo, estará sempre aberto ao diálogo e ao respeito que essa nobre profissão merece.

Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Opinião

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em

Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA