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Após roubo, bandido é baleado em confronto com Força Tática e preso com três comparsas

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Policiais militares da Força Tática do 6º Comando Regional localizaram três homens e um adolescente suspeitos pelo crime de roubo a um restaurante, na noite desta segunda-feira (27), na zona rural de Cáceres. Na ação, um dos criminosos resistiu à prisão e foi baleado. Quatro armas de fogo, um simulacro de arma e porções de drogas foram apreendidas.

Conforme o boletim de ocorrência, a Força Tática foi até um restaurante, na rodovia BR-070, que teria sido alvo de assalto. No local, e em contato com a vítima do crime, os militares foram informados que um homem armado invadiu o restaurante e roubou a quantia de R$ 300,00, fugindo em um veículo Fiat Mobi branco, onde estavam outros comparsas.

Diante das informações, os militares iniciaram patrulhamento em direção ao distrito de Vila Sadia e, em seguida, receberam denúncias de que o grupo criminoso estava em deslocamento para um assentamento rural, na mesma região.

Os policiais se aproximaram de uma propriedade rural e encontraram um Fiat Mobi estacionado e quatro homens escondidos, dentro de uma casa. A equipe se aproximou para abordagem e dois homens foram detidos, enquanto outros dois suspeitos fugiram para uma região de mata.

Dentro da residência, foram localizadas duas armas de fogo de fabricação artesanal de calibre 22, munições, um simulacro de arma do tipo pistola e porções de maconha e uma balança de precisão.

Enquanto isso, a perseguição na mata aos outros dois suspeitos durou por algumas horas. Ao serem localizados, um dos homens resistiu às ordens policiais e apontou uma arma em direção aos militares, que revidaram a ação com um disparo de arma de fogo que atingiu o suspeito.

Com ele, estava um revólver de calibre 38 e com o outro criminoso, menor de idade, foi localizada uma pistola de calibre .9mm. O suspeito baleado foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhado para uma unidade de saúde, onde está sob custódia policial.

Os outros três detidos foram conduzidos, com todo o material apreendido, para a delegacia de Cáceres para registro da ocorrência e entregues à Polícia Judiciária Civil para demais providências.

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‘Membro do CV’ cobrou R$ 600 para devolver celular antes de entregador ser baleado

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Conteúdo/ODOC – Um áudio revela a negociação para a devolução de um celular que terminou com o entregador de aplicativo Carlos Felipe Magalhães, de 34 anos, baleado pela policial penal Jorcenilma França Viegas, de 46 anos, no bairro CPA IV, em Cuiabá. Na gravação, um homem que se identifica como integrante do Comando Vermelho (CV) cobra R$ 600 para devolver o aparelho.

Durante a conversa, o suspeito afirma que enviaria apenas um motociclista ao endereço para entregar o celular, receber o dinheiro e deixar o local imediatamente. Ele também diz que outros integrantes do grupo acompanhariam a negociação à distância e orienta que tudo fosse feito rapidamente. Em outro trecho, afirma que já havia acessado fotos, vídeos e documentos armazenados no aparelho.

Carlos Felipe foi baleado na noite da última quarta-feira (22), quando chegou ao endereço para entregar o celular. Imagens de câmeras de segurança mostram o entregador estacionando a motocicleta e estendendo o braço com o aparelho. Em seguida, a policial penal aparece armada, ordena que ele se deite e efetua os disparos. Após os primeiros tiros, o entregador tenta fugir, mas continua sendo atingido até cair.

A vítima foi atingida por três disparos, sofreu lesões no pulmão e permanece internada em estado grave, intubada e em coma induzido.

A versão registrada inicialmente no boletim de ocorrência apontava que Carlos estaria extorquindo a filha da policial e que teria tentado tomar a arma da servidora. No entanto, segundo o delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as imagens não mostram qualquer tentativa de desarmamento ou reação por parte do entregador.

Para o delegado, os vídeos mudaram o rumo da investigação e indicam que os disparos ocorreram quando a vítima tentava deixar o local. Ele afirmou que a sequência das imagens “beira uma execução” e que, diante da situação registrada, não havia necessidade de efetuar os tiros.

A pistola utilizada nos disparos era a arma funcional da policial penal. Conforme o delegado, o áudio captado pelas câmeras indica que foram efetuados entre cinco e seis disparos, mas a quantidade exata ainda será confirmada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). A suspeita de adulteração na motocicleta do entregador também segue sob investigação.

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