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Homem é preso por homofobia, ameaça e perseguição contra vizinho em Cuiabá

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Um homem que vinha ameaçando de morte e perseguindo um vizinho, em razão da sua orientação sexual, foi preso em flagrante em uma ação conjunta da Polícia Civil e Polícia Militar, na noite de domingo (8), em Cuiabá. 

O suspeito, de 39 anos, foi conduzido à Central de Flagrantes de Cuiabá, onde, após ser interrogado, foi autuado em flagrante pelos crimes de ameaça, perseguição e homofobia. 

A prisão ocorreu após a equipe da Polícia Militar ser acionada para atendimento de uma denúncia no bairro CPA III. No local, a vítima relatou que vinha sofrendo, há vários dias, ameaças de morte e ofensas motivadas por sua orientação sexual, além de atos de intimidação praticados pelo suspeito.

Segundo as informações apuradas, além de proferir expressões pejorativas de cunho homofóbico, o investigado chegou a impedir a saída da vítima da residência, intensificando o temor por sua integridade física. A vítima informou ainda possuir gravações em áudio contendo as ameaças feitas pelo vizinho.

Diante da situação de flagrante, o suspeito foi detido e encaminhado à Central de Flagrantes de Cuiabá, onde em análise dos fatos, o delegado Vinicius de Assis Nazário entendeu que a conduta não se restringia aos crimes de ameaça e perseguição, sendo caracterizada também a prática de discriminação em razão da orientação sexual da vítima, configurando o crime previsto no artigo 2º-A da Lei nº 7.716/89.

“Conforme entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), atos de homofobia e transfobia são equiparados ao crime de racismo, em razão da omissão legislativa, sendo aplicadas as disposições da Lei de Racismo (Lei nº 7.716/89)”, explicou o delegado. 

Diante dos elementos colhidos, o delegado lavrou a prisão em flagrante do suspeito pelos crimes de homofobia, ameaça e perseguição, todos em concurso material. Em razão da soma das penas máximas previstas para os delitos ultrapassarem o limite legal para arbitramento de fiança, o investigado permaneceu preso, sendo colocado à disposição da Justiça.

O delegado destacou que a Polícia Civil de Mato Grosso tem atuado de forma firme no enfrentamento aos crimes motivados por preconceito e discriminação.

“A discriminação em razão da orientação sexual da vítima torna a conduta mais grave e não pode ser tratada como simples injúria. A Polícia Civil está atenta para garantir a correta tipificação desses crimes e assegurar a proteção das vítimas”, ressaltou o delegado.

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Menina de 12 anos morreu enforcada após pai ler troca de mensagens dela com garoto

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Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, foi assassinada pelo próprio pai, Claudinei da Silva, de 42 anos, dentro de casa, no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande.

O crime aconteceu depois que ele flagrou uma conversa da filha com um garoto pelo Instagram.

Segundo a Polícia Civil, Claudinei enforcou a menina durante uma discussão, o que causou um sangramento intenso pelo nariz.

Mesmo vendo a gravidade da situação, ele não pediu socorro e fugiu de casa.

O delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que o suspeito foi preso em flagrante e autuado por feminicídio, com agravante por a vítima ser menor de 14 anos. Ao sair da delegacia, Claudinei permaneceu em silêncio.

De acordo com as investigações, pai e filha haviam passado o domingo em uma confraternização familiar em um clube, comemorando o aniversário do avô da menina.

Claudinei disse que consumiu bebida alcoólica no evento e, ao voltar para casa, pegou o celular da filha.

Ao acessar o aparelho, viu as mensagens trocadas entre Olga e um menino.

Começou então uma discussão. Em depoimento, ele admitiu ter esganado a própria filha durante o desentendimento.

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