Cuiabá
“Missionária” alvo de operação, deixa delegacia em silêncio após prisão
Cuiabá
A principal alvo da Operação Fariseus, Rhavenna Almeida, deixou a sede da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), em Cuiabá, na tarde desta quinta-feira (16), sem responder às perguntas da imprensa. Presa preventivamente durante a ação da Polícia Civil, a investigada permaneceu em silêncio ao ser conduzida pelos policiais.
Rhavenna é apontada pela investigação como uma das responsáveis por utilizar o projeto religioso Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, ligado à igreja onde seus pais atuam como pastores, para prestar apoio logístico, financeiro e de comunicação a integrantes do Comando Vermelho.
Segundo a Polícia Civil, ela mantinha relacionamento com o criminoso foragido Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como uma das lideranças da facção. As investigações também identificaram viagens frequentes da suspeita ao Rio de Janeiro, onde ela teria visitado comunidades dominadas pela organização criminosa.
Durante a apuração, a polícia encontrou fotografias e vídeos que mostram Rhavenna ao lado de integrantes da facção, além de registros em que aparecem fuzis, pistolas, carabinas, revólveres e rádios comunicadores. As imagens fazem parte do conjunto de provas reunidas pela investigação.
Conforme a Draco, o grupo utilizava a atuação missionária em unidades prisionais como fachada para facilitar o contato com presos, transmitir recados, aproximar familiares de lideranças criminosas e movimentar recursos financeiros de origem ilícita.
Além de Rhavenna, os pais dela, Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos Barcelos Almeida, também foram alvos da operação. Eles são investigados por supostamente integrar o esquema que, segundo a Polícia Civil, extrapolava a assistência religiosa e favorecia a atuação da organização criminosa.
Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, incluindo um mandado de prisão preventiva, buscas e apreensões, quebras de sigilo telefônico, telemático e bancário, além da suspensão temporária do acesso dos investigados a unidades prisionais por meio de projetos religiosos.
As investigações continuam e a Polícia Civil ainda apura a participação individual de cada investigado, bem como o fluxo financeiro e a extensão do apoio prestado à facção criminosa.
Cuiabá
Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.
Fonte: Ministério Público MT – MT
-
Mato Grosso5 dias atrásJanaina Riva declara apoio a Léo Bortolin em Primavera do Leste e promete dobrar as emendas dele para a região
-
Mato Grosso5 dias atrás“Só voto o Orçamento se tiver garantido 100% de cobertura para o Hospital do Câncer de Mato Grosso”, garante Léo Bortolin
-
Cuiabá5 dias atrásEmeb Abdala José de Almeida encerra Semana dos Migrantes e Refugiados com apresentação de danças e ato ecológico
-
Cuiabá5 dias atrásEducação publica Edital de chamada pública para aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar
-
Sinop5 dias atrásFesteja Sinop: Abertura dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e show gratuito com Padre Fábio de Melo serão neste domingo (30)
-
Sinop5 dias atrásFesteja Sinop: 3ª Romaria nas Águas do Rio Teles Pires reúne cerca de 90 embarcações e mil pessoas na Santa Missa
-
Cuiabá5 dias atrásPrefeita Flávia Moretti vistoria obra do Beco do Alameda: “Há 40 anos ninguém olha para cá e agora está resolvendo”, diz presidente do bairro
-
Política5 dias atrásLei abre caminho para corte de impostos sobre combustíveis











