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Mulher morre após 18 dias internada por ferimentos sofridos em briga em Cuiabá

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Conteúdo/ODOC – Jéssica de Oliveira Pinho morreu nesta terça-feira (28) no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), após quase três semanas internada em decorrência de agressões sofridas durante uma briga registrada no último dia 10, na Capital.

Segundo informações divulgadas pelo programa Cadeia Neles, Jéssica era usuária de drogas e, apesar da situação, costumava retornar para casa para visitar os filhos. Pessoas próximas relataram que ela “frequentemente aparecia machucada”, o que indicava episódios anteriores de violência.

No dia da ocorrência, a vítima foi encontrada caída na Avenida do CPA, com múltiplos ferimentos e lesões graves na cabeça. Ela foi socorrida e levada ao HMC, onde os médicos constataram traumatismo craniano.

Desde então, permaneceu internada em uma Unidade de Terapia Intensiva, mas não apresentou melhora e acabou não resistindo.

As primeiras informações apontam que a agressão teria ocorrido após um desentendimento com uma vizinha, que também seria usuária de entorpecentes. A suspeita, no entanto, não foi localizada até o momento.

A Polícia Civil investiga o caso para esclarecer as circunstâncias da briga e identificar a responsável pelas agressões.

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Mulher de “Gordão”, influenciadora é presa em VG ao desembarcar de viagem a Paris

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A Polícia Civil prendeu, na madrugada desta sexta-feira (31), a influenciadora Katani Bocardi, esposa de Emerson Ferreira Lima, o “Gordão”, investigado por integrar o núcleo financeiro de uma facção criminosa em Mato Grosso. Ela foi detida no Aeroporto Marechal Cândido Rondon, em Várzea Grande, logo após retornar de uma viagem a Paris, na França.

Segundo a investigação, Katani passou a ser monitorada pela Polícia Federal desde o desembarque em São Paulo. A prisão, no entanto, foi realizada somente quando ela chegou a Mato Grosso por equipes da Polícia Civil.

Katani é alvo da Operação Replay, deflagrada na quinta-feira (30) pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). A ofensiva investiga um esquema de lavagem de dinheiro utilizado para movimentar recursos de uma facção criminosa e cumprir mandados em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Marido já havia sido preso

Emerson Ferreira Lima, conhecido como “Gordão”, foi preso na quinta-feira durante a operação. De acordo com o delegado Vitor Hugo Caetano, ele ocupava uma posição estratégica na estrutura financeira da organização e atuava diretamente ao lado de Paulo Witer Paelo Farias, o “W.T.”, apontado como tesoureiro da facção.

As investigações indicam que, mesmo preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), W.T. continuava comandando a movimentação financeira da organização criminosa, determinando a compra de bens e a ocultação de patrimônio por meio de celulares usados clandestinamente dentro da unidade prisional.

Além de “Gordão”, também foram presos a advogada e influenciadora Dayane Karol Moreira, o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como “Soldado”, e o assessor parlamentar Brunno Passos da Silva, o “Brunninho”.

W.T., que já cumpria pena na PCE, teve um novo mandado de prisão preventiva cumprido. Ao todo, a operação resultou em sete prisões — cinco de pessoas que estavam em liberdade e duas de investigados que já se encontravam no sistema prisional.

Esquema financeiro

Segundo a Polícia Civil, cada investigado exercia uma função específica na engrenagem financeira da organização criminosa.

Dayane Karol Moreira é apontada como responsável por regularizar imóveis registrados em nome de terceiros para dar aparência de legalidade ao patrimônio da facção e ocultar os verdadeiros proprietários.

Já Alex Júnior é investigado por atuar como um dos principais operadores de W.T. fora da prisão, enquanto Brunno Passos mantinha contato direto com o tesoureiro e executava determinações relacionadas à movimentação financeira do grupo.

A operação também atingiu o patrimônio da organização. Conforme a Polícia Civil, foram sequestrados cerca de R$ 20 milhões em imóveis e veículos de luxo, incluindo imóveis de alto padrão em Santa Catarina. A Justiça ainda determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 18 milhões em ativos financeiros.

A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. Conforme a investigação, a análise de dados telemáticos revelou que a estrutura financeira da facção continuou ativa mesmo após as operações anteriores e a prisão de W.T.

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