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Operação conjunta da Polícia Civil e Sema combate a crimes ambientais em Terra Nova Do Norte

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A Polícia Civil e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) deflagraram nessa sexta-feira (10.10), em Terra Nova do Norte, a Operação Amazônia 10, com o objetivo de intensificar o combate a crimes ambientais na região norte do Estado.

Durante a ação, foram apreendidos tratores, motosserras e diversos apetrechos utilizados na exploração ilegal de recursos florestais. As equipes localizaram grande quantidade de madeira nobre, extraída de forma irregular, escondida no meio da mata, em local de difícil acesso.

Enquanto as equipes se deslocavam até o ponto de extração, os criminosos tentaram dificultar a ação policial, obstruindo as estradas com árvores e galhos, na tentativa de impedir o acesso da fiscalização e a apreensão do material ilegal. Mas as equipes conseguiram chegar ao local.

Para a retirada e transporte das madeiras apreendidas, a Prefeitura Municipal de Terra Nova do Norte cedeu máquinas e apoio logístico, possibilitando o deslocamento do material até a área urbana.

Ao todo, foram transportados do local oito caminhões tipo truck e uma carreta, carregados com madeiras ilegais, que foram encaminhadas e doadas ao município de Terra Nova do Norte. O material será utilizado em obras de infraestrutura e melhorias urbanas, contribuindo para o desenvolvimento local e o aproveitamento sustentável dos recursos confiscados.

A Operação Amazônia 10 integra o conjunto de ações estratégicas voltadas à preservação do meio ambiente e repressão à exploração ilegal de produtos florestais, reforçando o compromisso do Estado com a proteção dos recursos naturais e o cumprimento da legislação ambiental vigente.

As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar e responsabilizar todos os envolvidos nas práticas criminosas.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Saiba quem é líder de facção em Mato Grosso preso no Paraguai com apoio dos Estados Unidos

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Conteúdo/ODOC – Foi identificado como João Batista Vieira dos Santos o homem apontado pela Polícia Civil como uma das lideranças de uma facção criminosa em Mato Grosso e preso nesta quinta-feira (3), em Assunção, no Paraguai.

Investigado na Operação Raspa Brasil, ele é suspeito de administrar recursos da organização criminosa e também já foi citado em investigações sobre “Novo Cangaço” e um plano para resgatar presos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Foragido da Justiça, João Batista foi localizado após uma ação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso, da Polícia Nacional do Paraguai e da Drug Enforcement Administration (DEA), agência antidrogas dos Estados Unidos.

A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva e contou ainda com a participação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e da Gerência de Polinter e Capturas (Gepol).

Segundo a Polícia Civil, João Batista estava usando documentos falsos quando foi encontrado. A mesma prática já havia sido registrada em fevereiro de 2023, quando ele foi localizado em Pontes e Lacerda com um documento público falsificado.

O histórico de investigações contra ele inclui ainda uma apreensão de quase duas toneladas de maconha, em outubro de 2025, em uma chácara vinculada ao investigado. Na ocasião, quatro pessoas foram presas.

“Novo Cangaço” e plano de resgate

João Batista também é suspeito de envolvimento em um roubo a instituição financeira na modalidade conhecida como “Novo Cangaço”.

Em 2022, o nome dele apareceu em uma investigação sobre a escavação de um túnel de aproximadamente 257 metros, construído a partir de uma residência em Cuiabá em direção à Penitenciária Central do Estado (PCE).

Segundo as investigações, o túnel seria utilizado para resgatar integrantes da facção que estavam presos na unidade.

Raspadinhas ilegais

Outro ponto investigado pela Polícia Civil é a suposta atuação de João Batista na administração das finanças da facção, especialmente por meio do esquema denominado “Raspa Brasil Nacional”.

De acordo com a GCCO/Draco, ele era apontado como coordenador estadual do esquema e teria participação na definição de diretrizes financeiras e na expansão da atividade em Mato Grosso.

Monitoramentos realizados durante as investigações registraram João Batista transportando banners e materiais utilizados na divulgação das raspadinhas. A análise de aparelhos celulares também identificou videochamadas e comunicações com outros integrantes envolvidos no esquema.

Segundo a investigação, ele cobrava planilhas com informações sobre os estabelecimentos comerciais, a quantidade de bilhetes distribuídos, os valores arrecadados e os percentuais destinados à organização.

Em caso de descumprimento das determinações, ainda conforme a Polícia Civil, a orientação seria acionar a chamada “disciplina” da facção.

Fuga para o Paraguai

Após deixar Mato Grosso, João Batista teria permanecido por um período no Rio de Janeiro, onde, segundo a Polícia Civil, manteve contato com outros integrantes da organização criminosa.

As diligências posteriormente indicaram que ele havia deixado o Brasil, fazendo com que as buscas avançassem até o Paraguai.

Mesmo foragido, o investigado continuou ativo nas redes sociais utilizando identidades falsas. Em fevereiro de 2026, publicou imagens feitas no Rio de Janeiro ao lado de uma mulher que possuía cinco mandados de prisão em aberto.

Em outra publicação identificada pelos investigadores, João Batista apareceu com uma arma de fogo com características de fuzil. Também foram encontradas postagens relacionadas a atividades físicas, bares e outros aspectos de sua rotina.

Questão judicial

João Batista já apresentou laudos e alegações de incapacidade mental em processos judiciais. A GCCO/Draco afirma, porém, que elementos reunidos ao longo das investigações apontaram comportamentos que, em tese, seriam incompatíveis com uma incapacidade total.

Durante o período em que esteve foragido, ele teria participado de videochamadas, transmitido orientações e feito cobranças a outros integrantes, mantendo, segundo os investigadores, atuação dentro da organização criminosa.

Diante desses elementos, a GCCO/Draco encaminhou informações às autoridades competentes para subsidiar um pedido de revisão dos laudos apresentados nos processos judiciais.

Com a prisão em Assunção, as autoridades deverão adotar os procedimentos de cooperação internacional necessários para o cumprimento das ordens judiciais existentes contra João Batista.

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