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Operação da PC mira esquema milionário de fraudes em licitações em municípios de MT

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A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Ribeirão Cascalheira, deflagrou na terça-feira (18) a Operação Bid Rigging, para apurar um possível esquema de fraudes em licitações e contratos públicos em municípios da região do Araguaia, em Mato Grosso. A investigação aponta suspeitas de uso de empresas de fachada, direcionamento de processos, contratações irregulares, falsificação de documentos e pagamento de valores acima dos praticados no mercado.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Ribeirão Cascalheira, Luciara e Novo Santo Antônio. As ordens foram expedidas pela Justiça após representação da Delegacia de Ribeirão Cascalheira, responsável pela investigação.

Os policiais estiveram em quatro endereços em Ribeirão Cascalheira, dois em Luciara e um em Novo Santo Antônio. Os locais são ligados a pessoas e empresas investigadas.

A operação também impôs medidas cautelares contra seis empresas e seus representantes. Eles ficam impedidos de participar de licitações ou contratar com o poder público, inclusive por meio de terceiros.

Como a investigação começou?

A apuração começou após uma solicitação do Ministério Público e foi ampliada a partir de denúncias recebidas pela Polícia Civil. Os investigadores analisaram contratos, processos de licitação, documentos de empresas, dados fiscais e informações disponíveis nos Portais da Transparência.

Segundo a investigação, empresas registradas em nome de terceiros podem ter sido utilizadas para esconder quem estaria efetivamente por trás dos negócios. Também foram identificados indícios de combinação entre empresas para interferir na concorrência das licitações. Outro ponto investigado é a divisão de despesas em valores menores para, supostamente, evitar a aplicação de regras mais rígidas de contratação pública.

Os contratos analisados envolvem principalmente serviços relacionados a eventos, como shows, montagem de estruturas, equipamentos de som, iluminação e geradores. Empresas e pessoas ligadas ao grupo investigado aparecem repetidamente em contratos firmados por diferentes prefeituras.

Entre os municípios de Mato Grosso que estão no radar da investigação estão Ribeirão Cascalheira, Novo Santo Antônio, Luciara, Porto Alegre do Norte, Tesouro, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, Alto da Boa Vista, Canabrava do Norte e Santa Cruz do Xingu.

Um dos casos analisados envolve uma empresa que, segundo informações do Portal da Transparência, recebeu cerca de R$ 2,38 milhões da Prefeitura de Luciara somente em 2025.

A Polícia Civil também identificou uma sequência de contratações diretas, por dispensa ou inexigibilidade de licitação, realizadas em períodos próximos e relacionadas a eventos, apresentações musicais e locação de estruturas.

Os investigadores vão analisar agora celulares, computadores, documentos, contratos, processos licitatórios, procurações e outros materiais recolhidos durante as buscas. Dados de aparelhos eletrônicos poderão passar por perícia, caso haja autorização judicial.

A investigação continua para esclarecer o papel de cada suspeito, verificar se outras pessoas participaram do suposto esquema e identificar possíveis novos crimes ou patrimônio relacionado às irregularidades.

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Polícia Militar prende quatro suspeitos e apreende drogas após denúncia

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A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu três homens e apreendeu um adolescente por tráfico ilícito de drogas, na noite desta quinta-feira (20), nas cidades de Itanhangá e Ipiranga do Norte. Todos os suspeitos fazem parte de uma facção criminosa e integram uma mesma quadrilha. Na ação, a PM apreendeu mais de oito quilos de maconha e porções de cocaína.

A operação teve início na cidade de Itanhangá, onde uma equipe da Cavalaria estava em rondas e abordou dois homens em um estabelecimento. Durante a busca pessoal, foram localizadas porções de maconha e pasta base de cocaína, que estavam sendo vendidas por eles.

Questionados sobre as drogas e o motivo de estarem no local, os suspeitos disseram integrar uma facção criminosa e relataram que estavam no estabelecimento para cobrar taxas em nome do grupo. Sobre os entorpecentes, informaram ainda que haviam deixado uma grande quantidade de drogas em Ipiranga do Norte, após buscarem o material em Sorriso, no dia anterior.

Diante das informações obtidas, a equipe de Cavalaria repassou os dados e o possível endereço onde estaria armazenada a maior quantidade de entorpecentes à equipe policial do município de Ipiranga do Norte, que imediatamente iniciou diligências.

Na cidade vizinha, os militares encontraram a localização e viram um suspeito, que tentou correr ao ver as viaturas policiais, sendo detido na frente de uma casa. Para os policiais, ele afirmou que reside no local mas que teria perdido as chaves da casa durante a fuga. Em seguida, o suspeito levou a PM até o local de trabalho de seu tio, que também morava no imóvel.

Na sequência, os dois suspeitos retornaram com a PM para a casa. Os policiais fizeram buscas e encontraram cinco quilos em tabletes e três quilos de maconha, totalizando oito quilos de entorpecentes. Também foram apreendidos embalagens, balanças de precisão e outros materiais utilizados no tráfico.

Questionados sobre a droga, os dois suspeitos confirmaram os fatos relatados pela dupla detida em Itanhangá e confessaram que faziam parte da mesma facção criminosa.

Diante da situação, todos os quatro criminosos receberam voz de prisão. Os suspeitos detidos em Itanhangá foram encaminhados para a delegacia de Tapurah e os criminosos detidos em Ipiranga do Norte foram conduzidos para a delegacia de Sorriso para demais providências cabíveis.

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