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Polícia Civil e Vigilância Sanitária interditam clínica de estética em Cuiabá pela terceira vez

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A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), em conjunto com a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, interditou, na manhã desta segunda-feira (22.9), pela terceira vez, uma clínica de estética localizada no bairro Jardim Petrópolis, em Cuiabá.

Durante a ação, os policiais civis e os fiscais encontraram um armário e uma gaveta com fundos falsos, onde estavam escondidos um cilindro de ozônio e um equipamento utilizados nos procedimentos estéticos. Também foram localizados diversos tubos com sangue de uma paciente, material que, possivelmente, seria reinjetado na cliente.

Nos fundos da clínica, em um cômodo isolado, foram apreendidos um frasco de Benzetacil e uma caixa com 100 unidades do antibiótico Ceftriaxona, dos quais 84 ainda estavam fechados. A suspeita é de que a fisioterapeuta responsável pelo local aplicava os antibióticos diretamente em pacientes, prática restrita a médicos.

Na ação desta segunda-feira, a Vigilância Sanitária determinou a interdição total da clínica, enquanto a Delegacia do Consumidor prossegue com as investigações. A proprietária será intimada novamente para prestar esclarecimentos no inquérito que apura o crime de exercício ilegal da medicina.

Reincidência e riscos aos pacientes

Na primeira interdição da clínica, no dia 21 de março, os fiscais já haviam encontrado uma geladeira cheia de tubos com sangue coletado de pacientes, sem identificação, usados em procedimentos de Plasma Rico em Plaquetas (PRP).

A técnica consiste em coletar sangue do paciente, processá-lo em centrífuga para concentrar as plaquetas e depois reinjetá-lo em articulações, tendões ou pele, visando regeneração tecidual. O procedimento exige protocolos rígidos de biossegurança e profissionais habilitados, o que não era observado no local.

Desinformação

No início de setembro, após outras duas interdições, a responsável pela clínica gravou um vídeo em redes sociais exibindo documentos e afirmando que possuía autorização para funcionamento.

Na mesma gravação, chegou a alertar a população sobre riscos de procedimentos em clínicas irregulares, embora fosse alvo de fiscalizações constantes por irregularidades.

O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, reforça os riscos de realizar procedimentos invasivos em locais irregulares ou com profissionais não habilitados.

“Aplicações de substâncias para fins estéticos, ou o uso de subprodutos de sangue por profissionais não habilitados, expõem os pacientes a sérios riscos, como trombose, embolia, necrose e infecções. Além disso, há possibilidade de contaminação por HIV, hepatites e outras doenças infectocontagiosas”, alertou.

A Polícia Civil orienta que a população procure sempre clínicas regularizadas, com profissionais habilitados, e desconfie de estabelecimentos que ofereçam procedimentos invasivos sem respaldo da Vigilância Sanitária.

Denuncie

Consumidores que queiram denunciar clínicas que façam procedimentos invasivos sem autorização, ou com profissionais não habilitados, devem registrar boletim de ocorrência ou procurar a Delegacia do Consumidor, situada na Rua General Otávio Neves, no 69, Bairro Duque de Caxias (rua atrás do Shopping Goiabeiras), em Cuiabá-MT. Também é possível entrar em contato pelo e-mail [email protected].

Denúncias anônimas podem ser feitas pelo telefone 197 da Polícia Civil. O cidadão também pode registrar boletim de ocorrência em qualquer delegacia do estado ou, com mais praticidade, por meio da Delegacia Digital: delegaciadigital.pjc.mt.gov.br.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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MC Mestrão preso por envolvimento com facção é solto neste sábado

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Odanil Gonçalo Nogueira da Costa, conhecido como “MC Mestrão”,  preso no dia 31 de março, suspeito de envolvimento com uma facção criminosa e apologia ao crime em canções, durante a Operação Ruptura CPX, em Cuiabá, ganhou a liberdade neste sábado (11).

Mestrão foi solto no início da tarde e foi recebido do lado de fora do Fórum por parentes e amigos. Com o alvará de soltura na mão, o MC mostrou sorriso no rosto.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito interpretava músicas com referências diretas à organização criminosa e citava nas letras práticas ilícitas como os “salves” e golpes de estelionato.

As investigações também apontaram que o investigado mantinha contato com membros de alto escalão da facção e frequentava locais utilizados como pontos de encontro de integrantes do grupo.

Além disso, a polícia identificou indícios de que ele também prestava apoio logístico aos integrantes, incluindo a disponibilização de locais para ocultação de veículos de origem ilícita.

Mesmo liberado, Mestrão continua sendo investigado e deverá cumprir medidas cautelares para continuar com o benefício de soltura.

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