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Polícia Civil prende quatro pessoas e derruba ponto de venda de drogas em Cuiabá

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A Polícia Civil prendeu três homens e uma mulher, nessa quarta-feira (7), durante ação realizada no bairro Jardim Mariana, em Cuiabá, para apuração de denúncias relacionadas ao tráfico de drogas na região.

As diligências foram conduzidas por equipe policial da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), após informações anônimas indicarem a existência de um ponto de comercialização de entorpecentes no local.

Durante monitoramento, os policiais identificaram intensa movimentação típica do comércio ilícito de drogas, com fluxo constante de usuários entrando e saindo dos imóveis investigados. No decorrer das diligências, um dos suspeitos foi visualizado portando arma de fogo nas proximidades da residência alvo da investigação.

Diante dos elementos constatados, as equipes realizaram a abordagem simultânea dos imóveis vinculados aos investigados. Na ação, foram apreendidas porções de substâncias análogas à maconha e cocaína, balanças de precisão, aparelhos celulares, máquinas de cartão, dinheiro trocado, munições e armas de fogo.

As substâncias apreendidas foram encaminhadas à perícia oficial, com resultado positivo para maconha e cocaína.

Conforme apurado pela investigação, os envolvidos atuavam de forma associada e com divisão de tarefas para manutenção da atividade ilícita, incluindo armazenamento, distribuição de entorpecentes e segurança armada do ponto de tráfico.

Os quatro suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo no contexto do tráfico de entorpecentes e, posteriormente, colocados à disposição da Justiça.

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Avião que caiu com 3 pessoas em MT voava sem plano e já havia sido apreendido em GO

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Conteúdo/ODOC – O avião que caiu em uma fazenda de Água Boa (730 km de Cuiabá) e deixou três pessoas mortas nesta quinta-feira (10) voava sem plano de voo registrado e já havia sido apreendido em uma investigação de tráfico de drogas. Em 2017, a aeronave foi localizada com cocaína em uma ação que terminou com a prisão de dois irmãos gêmeos espanhóis.

Segundo o delegado Carlos Alberto, responsável pela ocorrência, a informação preliminar é de que a aeronave teria decolado de um aeródromo de Goiânia (GO). Como não havia plano de voo registrado, porém, ainda não foi possível determinar qual seria o destino.

A Polícia Civil informou que o avião é um Cessna, de prefixo N401NA, e não possui registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A aeronave já havia chamado a atenção das autoridades anos antes. Em 2017, ela foi apreendida pela Polícia Federal durante uma investigação que resultou na prisão de dois irmãos gêmeos espanhóis após a localização de cargas de cocaína.

A investigação sobre o caso teve início depois que a Polícia Federal recebeu uma denúncia anônima e passou a apurar movimentações no hangar onde o avião estava. Conforme as informações divulgadas na época, os estrangeiros entraram durante a noite no hangar de um aeródromo localizado às margens da GO-070.

Na ocasião, a Anac informou que a aeronave tinha autorização para entrar no Brasil. A última autorização de voo, entretanto, havia sido expedida em 26 de outubro daquele ano, com plano de voo para Goiânia.

Anos depois, em dezembro de 2023, o mesmo avião, avaliado em R$ 180 mil, foi levado a leilão eletrônico no âmbito de um processo relacionado à apreensão de bens em investigação por tráfico de drogas.

Queda violenta

A análise preliminar da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) indica que o Cessna atingiu o solo de forma praticamente vertical e com grande violência. Não foram encontrados sinais de que o piloto tenha tentado realizar um pouso de emergência.

Segundo o gerente regional da Politec em Água Boa, Paulo Barbosa, não havia marcas de arraste na vegetação, vestígio que normalmente poderia indicar uma tentativa de pouso forçado.

“A impressão é que o avião caiu quase na vertical, não teve arraste. Bateu com violência, há desgaste na terra e depois pegou fogo e carbonizou as vítimas”, afirmou à imprensa local.

A dinâmica exata do acidente, no entanto, ainda será determinada pelas investigações.

Os três ocupantes morreram carbonizados após a aeronave pegar fogo com o impacto. Os corpos foram encaminhados à Politec e ainda não haviam sido oficialmente identificados até a última atualização.

De acordo com a perícia, duas vítimas foram encontradas na parte dianteira da aeronave — o piloto e outro ocupante — e a terceira estava na parte traseira, sendo preliminarmente apontada como passageiro.

A intensidade do incêndio dificultou a identificação, e a Politec deverá coletar material genético para exames de DNA.

“É muito recente, não recebemos acionamento de nenhum possível familiar, mas é necessário para comparar o material genético no DNA”, explicou Barbosa.

A perícia também não conseguiu determinar, até o momento, se o avião transportava algum tipo de carga.

Segundo Barbosa, foi localizada entre os destroços uma estrutura semelhante a uma caixa utilizada para alimentos, mas nenhum conteúdo foi preservado. A possibilidade é de que eventuais materiais transportados tenham sido destruídos pelo incêndio.

As causas do acidente permanecem desconhecidas. Uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) deve atuar na apuração.

Os investigadores deverão analisar os destroços, as condições da aeronave, os vestígios encontrados no ponto da queda e as informações sobre o voo para tentar descobrir o que provocou o acidente e qual era a rota prevista do Cessna.

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