Polícia
Polícia Militar prende em flagrante suspeito de matar ex a facadas em Nova Lacerda
Polícia
Policiais militares prenderam um homem de 32 anos, suspeito pelo feminicídio que vitimou Gabriella da Fonseca Moura, de 36 anos, na noite desta terça-feira (15.10), em Nova Lacerda. A vítima foi morta a facadas pelo agressor. Ele foi localizado e preso em flagrante com um ferimento no tórax.
A Polícia Militar foi acionada por populares devido a uma ocorrência de homicídio na Avenida Antônio Carlos Amaral. De acordo com as informações da denúncia, os vizinhos acionaram a PM após ouvirem gritos durante uma discussão de casal.
Os militares se deslocaram até o endereço para verificar os fatos e localizaram Gabriella já sem vida, com sinais de esfaqueamento. Os vizinhos ainda informaram à PM que o suspeito do crime havia corrido pela rua pedindo socorro e apresentava ferimentos.
Os policiais iniciaram as buscas e localizaram o criminoso em uma residência no mesmo bairro. Ele apresentava ferimentos na região do tórax e foi levado ao pronto atendimento por uma ambulância que estava no local.
Na unidade de saúde, a filha da vítima compareceu e relatou aos policiais que a mãe não morava mais com o suspeito, e que ele já havia feito diversas ameaças de morte, por não aceitar o fim do relacionamento.
O homem foi encaminhado para um hospital de Pontes e Lacerda, permanece sob cuidados médicos e está sob custódia da Polícia Judiciária Civil, que também investiga o caso.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Saiba quem são os servidores da SES investigados por extorquir colega em mais de R$ 1,1 milhão
Conteúdo/ODOC – Os servidores Deiwson Ortelhado e Fernanda Leite da Matta, ambos lotados no setor administrativo da Secretaria de Estado de Saúde (SES), são os principais alvos da Operação Laço Oculto, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (21).
Eles são investigados por integrar um suposto esquema de extorsão que teria causado prejuízo superior a R$ 1,1 milhão a uma colega de trabalho.
Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), os dois teriam se aproveitado da confiança e da vulnerabilidade emocional da servidora para convencê-la de que ela e seus familiares estavam sendo ameaçados por agiotas, exigindo pagamentos sucessivos para supostamente quitar uma dívida.
O esquema teria começado em 2022, quando Deiwson pediu que a vítima emprestasse sua conta bancária alegando precisar pagar um agiota.
A partir daí, conforme a Polícia Civil, os investigados passaram a sustentar uma falsa narrativa de que a servidora também havia se tornado alvo dos criminosos.
De acordo com a apuração, Fernanda reforçava a versão, afirmando viver a mesma situação e dizendo que intermediava negociações para impedir ataques contra as famílias das duas.
Enquanto isso, novas cobranças eram feitas sob o argumento de que a dívida aumentava constantemente por causa dos juros.
Dominada pelo medo, a vítima realizou diversas transferências entre 2022 e 2025. Para atender às exigências, ela contraiu empréstimos, utilizou limite de cartões de crédito, resgatou recursos da previdência privada e empregou dinheiro reservado para construir a própria casa e garantir o futuro dos filhos.
Ainda segundo a investigação, a servidora também foi convencida a financiar, em seu nome, uma caminhonete destinada ao marido de Fernanda, permanecendo responsável pelo pagamento das parcelas.
O esquema só foi interrompido quando o marido da vítima percebeu o abalo emocional da esposa, descobriu as transferências e impediu que ela continuasse mantendo contato com a investigada. Em seguida, o caso foi denunciado à Polícia Civil.
A quebra do sigilo bancário confirmou que a vítima transferiu R$ 1.132.680 diretamente para a conta de Fernanda.
A análise financeira ainda apontou que parte dos valores foi repassada a outras pessoas ligadas ao grupo investigado.
Os investigadores também identificaram movimentações incompatíveis com a renda dos suspeitos, intensa circulação de dinheiro, milhares de saques em espécie e indícios de ocultação de patrimônio por meio de terceiros, o que pode configurar lavagem de dinheiro.

A Operação
Na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em imóveis, uma ordem de busca e apreensão de veículo, cinco mandados de sequestro de bens e três determinações de bloqueio de ativos financeiros. As medidas podem alcançar mais de R$ 3,3 milhões.
As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá e Várzea Grande e têm como alvos servidores da Secretaria de Estado de Saúde, um policial militar e outras pessoas ligadas ao fluxo financeiro identificado durante as investigações.
A SES informou que colaborou com os trabalhos da Polícia Civil. Já a Corregedoria da Polícia Militar acompanha o cumprimento das medidas relacionadas ao policial investigado.
Segundo a Polícia Civil, a Operação Laço Oculto busca recuperar os valores obtidos por meio da suposta extorsão, além de apreender documentos e equipamentos eletrônicos que possam esclarecer a participação de cada investigado e subsidiar a apuração de possíveis crimes de agiotagem e lavagem de dinheiro.
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