Polícia
Policial penal atira em suspeito que estaria extorquindo a filha por celular perdido em Cuiabá
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Conteúdo/ODOC – Uma tentativa de extorsão envolvendo a devolução de um celular perdido terminou com um homem de 34 anos baleado na noite de quarta-feira (22), no bairro CPA 4, em Cuiabá. O suspeito foi atingido por disparos efetuados por uma policial penal de 46 anos, mãe da jovem dona do aparelho.
De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 19h40. Quando a equipe chegou ao local, encontrou o homem ferido e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Segundo informações repassadas à polícia, a filha da agente havia perdido o celular e registrado um boletim de ocorrência pelo desaparecimento do aparelho. Após encontrá-lo, o suspeito entrou em contato com a jovem e passou a exigir vantagem para fazer a devolução.
Foi combinado que o homem entregaria o telefone na residência da vítima. No momento do encontro, a policial penal tentou abordá-lo e dar voz de prisão. Conforme o relato, o suspeito reagiu e tentou tomar a arma de fogo da agente.
Diante da situação, a policial efetuou os disparos. O homem foi atingido na perna direita e por dois tiros nas costas. Um dos projéteis transfixou a região do abdômen e outro atingiu o tórax.
Ele foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal não estava mais no local quando os militares chegaram.
Durante a ocorrência, os policiais também verificaram que a motocicleta utilizada pelo suspeito estava com fita adesiva cobrindo parte da placa, o que caracterizava adulteração do sinal identificador. Além disso, o veículo estava com o licenciamento vencido, e as infrações foram registradas pela equipe.
Polícia
Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária
O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.
Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.
“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.
Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.
De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.
Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.
O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.
Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.
As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.
Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.
O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.
Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.
A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.
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