Polícia
Réus são condenados a 33 anos por assassinato de jovem que deu apoio a envolvido em roubo
Polícia
Conteúdo/ODOC – O Tribunal do Júri da comarca de Paranatinga (339 km de Cuiabá) condenou dois réus pelo crime de homicídio qualificado durante sessão realizada na segunda-feira (4). Somadas, as penas impostas aos acusados totalizam 33 anos de reclusão, a serem cumpridas inicialmente em regime fechado.
O julgamento contou com a atuação dos promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri), que sustentaram a tese acusatória com base nas provas reunidas ao longo da investigação e instrução processual.
De acordo com a denúncia do MPMT, o crime ocorreu em abril de 2017 e teve como vítima o jovem Willias Santos de Andrade, de 19 anos. Conforme apurado, o homicídio foi praticado por motivo fútil, mediante meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu, por maioria, a materialidade e a autoria delitivas, bem como as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
“Durante o julgamento, demonstramos que o crime foi premeditado e executado em circunstâncias que dificultaram qualquer possibilidade de defesa da vítima. O veredito dos jurados reconheceu essa realidade”, destacou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.
Com base na decisão dos jurados, o juízo da Comarca proferiu sentença condenatória, fixando a pena de 16 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, para cada um dos réus, Misael Antonio da Silva e David Emanoel de Almeida Mendes.
“As qualificadoras reconhecidas pelo Conselho de Sentença não apenas definiram o tipo penal, mas também influenciaram diretamente a resposta penal, evidenciando a maior gravidade concreta do fato”, ressaltou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.
A investigação apontou que o crime teria sido motivado por um contexto de vingança, após a vítima ter dado apoio a terceiro envolvido em um roubo, tornando-se alvo dos acusados. A execução ocorreu em local ermo, com múltiplos golpes de arma branca, evidenciando a extrema violência empregada.
Polícia
Saiba quem é o dono de posto preso durante operação por estupro de vulnerável em MT
Conteúdo/ODOC – O empresário Fábio Serafim de Oliveira, de 42 anos, dono de um posto de combustíveis às margens da BR-163, em Sorriso (398 km de Cuiabá), foi preso na manhã desta quarta-feira (15) durante a Operação Puer Defensus.
Ele é investigado por estupro de vulnerável, além de divulgação e armazenamento de material de exploração sexual infantojuvenil.
A ação foi deflagrada pela Polícia Civil, que cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o empresário e dois mandados de busca e apreensão: um na residência de Fábio e outro na casa da esposa dele, de 45 anos, também investigada por suposta participação nos crimes.
A mulher não foi presa, mas foi submetida a medidas cautelares determinadas pela Justiça, entre elas a quebra do sigilo telefônico e a apreensão de aparelhos eletrônicos.
Durante as buscas, os policiais apreenderam armas de fogo, munições, celulares, computadores, mídias de armazenamento, o chip do sistema de câmeras de segurança, fitas VHS e outros materiais, que serão periciados para auxiliar no andamento das investigações.
Segundo a Polícia Civil, o caso teve início após a prisão de uma mulher suspeita de aliciar menores de idade e fornecer material audiovisual com cenas de exploração sexual infantil.
A análise do celular da investigada e o depoimento prestado por ela permitiram identificar o casal alvo da operação.
Conforme a investigação, foram encontrados indícios da existência de vídeos e fotografias envolvendo vítimas menores de idade e o empresário, o que embasou os pedidos de prisão preventiva e de busca e apreensão autorizados pela Justiça.
A Operação Puer Defensus mobilizou duas equipes da Delegacia de Sorriso, com oito policiais civis e duas viaturas, além do apoio da Secretaria Municipal de Segurança Pública, que utilizou um drone para monitorar o perímetro durante o cumprimento das ordens judiciais.
As investigações seguem em sigilo devido à natureza dos crimes e por envolverem vítimas menores de idade. A Polícia Civil informou que continua apurando o caso para identificar possíveis coautores e responsabilizar todos os envolvidos.
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