Polícia

Sema e Polícia Militar apreendem máquinas usadas para desmate ilegal na Baixada Cuiabana

Publicado em

Polícia

Em cinco dias de operação na Baixada Cuiabana, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e a Polícia Militar apreenderam 10 máquinas utilizadas na prática de desmatamento ilegal e exploração seletiva sem autorização do órgão ambiental. A fiscalização teve início na segunda-feira (13) e terminou nesta sexta-feira (17).

As autuações ocorreram nos municípios de Poconé, Santo Antônio de Leverger, Nossa Senhora do Livramento e Barão de Melgaço. Doze servidores participaram da operação. Entre os veículos apreendidos, estão 05 pá carregadeiras, 04 tratores de pneu e 01 retro escavadeira.

De acordo com informações da Superintendência de Fiscalização da Sema, a operação teve como foco a fiscalização de áreas monitoradas pela Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento, a partir de alertas e imagens de satélite.

Além das infrações ambientais, as equipes também flagraram descumprimento de embargo. O valor da multa para quem realiza desmatamento sem autorização do órgão ambiental vai de R$1.000,00 a R$6.000,00 por hectare. Para quem descumpre embargo, a multa vai de R$ 10.000,00 (dez mil reais) a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais).

O valor das multas que serão aplicadas em cada área autuada na operação será definido após análise, por imagens de satélite, do tamanho das áreas que sofreram o dano ambiental.

Fonte: PM MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia

Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária

Publicados

em

O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.

Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.

Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.

De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.

Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.

O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.

Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.

As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.

Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.

O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.

Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.

A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA