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Suspeito de matar rival e forjar tentativa de homicídio para despistar a polícia é preso

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Polícia de Jaciara, deflagrou, nesta terça-feira (29), a Operação Rastro Oculto, para cumprimento de medidas judiciais contra dois investigados apontados como executores materiais de um homicídio e uma tentativa de homicídio ocorridos no município.

A ação integra o planejamento operacional da Operação Divisas, desenvolvido pela Regional de Rondonópolis para intensificar o enfrentamento à criminalidade nos municípios da região.

Ao todo, foram expedidas seis ordens judiciais pela Terceira Vara da Comarca de Jaciara, sendo dois mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão. Um investigado, de 40 anos, foi preso. O segundo alvo, de 30 anos, não foi localizado e é considerado foragido. As diligências continuam para efetivar sua prisão.

Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à análise técnica e poderão contribuir para o avanço das investigações.

A operação contou com apoio das equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), ambas de Rondonópolis.

Investigação

O primeiro crime ocorreu em 3 de setembro, quando uma vítima de 47 anos foi encontrada morta nos fundos de sua residência, com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Seis dias depois, em 9 de setembro, uma vítima de 35 anos foi alvo de uma tentativa de homicídio.

A partir da análise de vestígios, especialmente elementos digitais, a Polícia Civil reuniu indícios de que os dois investigados teriam atuado conjuntamente na execução dos crimes.

Uma das linhas investigativas aponta que a tentativa de homicídio teria sido utilizada para direcionar as suspeitas sobre terceiros e dificultar o esclarecimento do primeiro crime.

As investigações continuam para identificar eventuais coautores e partícipes, esclarecer a possível atuação de um mandante e definir a motivação dos crimes. Uma possível motivação financeira está entre as hipóteses apuradas.

O nome “Rastro Oculto” faz referência aos vestígios deixados pelos investigados, especialmente em comunicações e dispositivos digitais, apesar das tentativas de ocultar ou dificultar a identificação dessas informações. A operação representa o trabalho investigativo da Polícia Civil na localização desses vestígios e na reconstrução da dinâmica dos crimes.

“O trabalho investigativo reuniu elementos que apontam os alvos como executores materiais dos dois crimes. A análise do material apreendido e as novas diligências serão fundamentais para identificar todos os envolvidos e esclarecer integralmente os fatos”, afirmou o delegado Ramon Leite.

As diligências continuam para localizar o segundo investigado. O inquérito permanece sob responsabilidade da Delegacia de Polícia de Jaciara.

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Bandidos invadem casa e matam sargento da Marinha a tiros em Cáceres

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O primeiro-sargento da Marinha Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, foi assassinado a tiros na madrugada de hoje (30), em uma residência localizada na Rua da Pedagogia, no bairro Jardim Universitário, em Cáceres (225 km de Cuiabá).

Segundo boletim de ocorrência da Polícia Militar, Anderson estava dentro da casa com a namorada quando o sistema de alarme indicou o rompimento da cerca elétrica do imóvel. O militar saiu para verificar o que havia acontecido e foi surpreendido por vários disparos de arma de fogo.

 

Mesmo ferido, Anderson ainda tentou retornar para dentro da residência, mas caiu no quintal. A namorada e o filho dela arrastaram a vítima para o interior da casa e acionaram o socorro.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local e constatou a morte do sargento.

 

De acordo com a PM, Anderson apresentava aproximadamente três ferimentos provocados pelos tiros, nas costas, no peito e em uma das mãos. A Polícia Militar isolou a residência até a chegada das equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelos procedimentos no local.

O boletim também registra que Anderson não possuía passagens criminais.

Em relato feito no local do assassinato, o subtenente da Polícia Militar Carlindo afirmou que uma das informações apuradas inicialmente era de que os autores poderiam estar atrás de outra pessoa que frequentava o imóvel. Com isso, existe a possibilidade de Anderson ter sido confundido com o verdadeiro alvo.

A hipótese ainda será apurada pela Polícia Civil e não consta como conclusão no boletim de ocorrência.

Até o momento, não há informação sobre a identificação ou prisão dos responsáveis pelo crime. A Polícia Civil investiga a autoria e a motivação do homicídio.

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