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Suspeito de tentar matar a própria mãe incendiada é preso pela Polícia Militar

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Um homem, de 18 anos, foi preso na madrugada desta quinta-feira (18.12), suspeito por tentativa de homicídio contra a própria mãe, de 36 anos, em Santa Rita do Trivelato (342 km de Cuiabá). A vítima relatou que o denunciado a ameaçou de morte, tentou incendiar a sua casa e arremessou uma faca. A namorada do suspeito, de 20 anos, também foi abordada e presa.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar recebeu informações de que havia uma mulher gritando por socorro, na Rua Marechal Rondon. As equipes se depararam com a vítima, que estava molhada com etanol e bastante abalada.

Aos policiais militares, ela relatou que teve um desentendimento com o seu filho, que teria se mudado para sua residência, acompanhado da namorada, há cerca de um mês. O homem saiu de Várzea Grande, após sofrer ameaças de morte de integrantes de uma facção criminosa.

Conforme a mulher, desde então, o seu filho não a auxilia nas tarefas domésticas, não contribuí financeiramente e não demonstra interesse em procurar emprego, fato que gerou o desentendimento entre os envolvidos.

O suspeito passou a se exaltar e proferir ameaças de morte contra a mãe. Na ocasião, ele pegou um galão contendo cinco litros de etanol e despejou contra a vítima, em um guarda-roupa e outros objetos e eletrodomésticos da residência. O homem tentou incendiar o local com um isqueiro, porém não conseguiu.

A vítima saiu correndo do imóvel com o irmão do suspeito, de 4 anos, e pediu ajuda aos vizinhos. Enquanto fugia, o homem arremessou uma faca contra a mulher. Diante da denúncia, as equipes se deslocaram até a casa da vítima e localizaram os suspeitos que estavam dormindo.

O local estava completamente revirado e havia poças de combustível espalhadas. Ao serem abordados, nada de ilícito foi localizado. A namorada do suspeito contou que a vítima mereceu as agressões. Ambos envolvidos foram conduzidos à delegacia.


Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT

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Saiba quem são os servidores da SES investigados por extorquir colega em mais de R$ 1,1 milhão

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Conteúdo/ODOC – Os servidores Deiwson Ortelhado e Fernanda Leite da Matta, ambos lotados no setor administrativo da Secretaria de Estado de Saúde (SES), são os principais alvos da Operação Laço Oculto, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (21).

Eles são investigados por integrar um suposto esquema de extorsão que teria causado prejuízo superior a R$ 1,1 milhão a uma colega de trabalho.

Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), os dois teriam se aproveitado da confiança e da vulnerabilidade emocional da servidora para convencê-la de que ela e seus familiares estavam sendo ameaçados por agiotas, exigindo pagamentos sucessivos para supostamente quitar uma dívida.

O esquema teria começado em 2022, quando Deiwson pediu que a vítima emprestasse sua conta bancária alegando precisar pagar um agiota.

A partir daí, conforme a Polícia Civil, os investigados passaram a sustentar uma falsa narrativa de que a servidora também havia se tornado alvo dos criminosos.

De acordo com a apuração, Fernanda reforçava a versão, afirmando viver a mesma situação e dizendo que intermediava negociações para impedir ataques contra as famílias das duas.

Enquanto isso, novas cobranças eram feitas sob o argumento de que a dívida aumentava constantemente por causa dos juros.

Dominada pelo medo, a vítima realizou diversas transferências entre 2022 e 2025. Para atender às exigências, ela contraiu empréstimos, utilizou limite de cartões de crédito, resgatou recursos da previdência privada e empregou dinheiro reservado para construir a própria casa e garantir o futuro dos filhos.

Ainda segundo a investigação, a servidora também foi convencida a financiar, em seu nome, uma caminhonete destinada ao marido de Fernanda, permanecendo responsável pelo pagamento das parcelas.

O esquema só foi interrompido quando o marido da vítima percebeu o abalo emocional da esposa, descobriu as transferências e impediu que ela continuasse mantendo contato com a investigada. Em seguida, o caso foi denunciado à Polícia Civil.

A quebra do sigilo bancário confirmou que a vítima transferiu R$ 1.132.680 diretamente para a conta de Fernanda.

A análise financeira ainda apontou que parte dos valores foi repassada a outras pessoas ligadas ao grupo investigado.

Os investigadores também identificaram movimentações incompatíveis com a renda dos suspeitos, intensa circulação de dinheiro, milhares de saques em espécie e indícios de ocultação de patrimônio por meio de terceiros, o que pode configurar lavagem de dinheiro.

A Operação

Na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em imóveis, uma ordem de busca e apreensão de veículo, cinco mandados de sequestro de bens e três determinações de bloqueio de ativos financeiros. As medidas podem alcançar mais de R$ 3,3 milhões.

As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá e Várzea Grande e têm como alvos servidores da Secretaria de Estado de Saúde, um policial militar e outras pessoas ligadas ao fluxo financeiro identificado durante as investigações.

A SES informou que colaborou com os trabalhos da Polícia Civil. Já a Corregedoria da Polícia Militar acompanha o cumprimento das medidas relacionadas ao policial investigado.

Segundo a Polícia Civil, a Operação Laço Oculto busca recuperar os valores obtidos por meio da suposta extorsão, além de apreender documentos e equipamentos eletrônicos que possam esclarecer a participação de cada investigado e subsidiar a apuração de possíveis crimes de agiotagem e lavagem de dinheiro.

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