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Traficante é preso pela PRF com 75 quilos de drogas em carro na rodovia BR-364

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na tarde de quarta-feira (15), aproximadamente 74 kg de substância análoga a skunk e 1 kg de substância análoga a cloridrato de cocaína no km 48 da BR-364, em Alto Garças (MT). A ação ocorreu durante procedimento de abordagem a um veículo de passeio e resultou na prisão de um homem pelo crime de tráfico de drogas. 

Durante verificação veicular realizada no porta-malas do automóvel, os policiais localizaram várias caixas contendo 72 tabletes de skunk (conhecida como supermaconha) e um tablete de cloridrato de cocaína, envoltos em fitas adesivas. 

Ao ser questionado sobre a procedência da carga, o condutor informou que havia retirado os entorpecentes no município de Alta Floresta do Oeste (RO) e realizaria o transporte até Uberlândia (MG). 

O condutor recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime previsto no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006. Além dos entorpecentes, foram apreendidos aparelhos celulares e valores em espécie encontrados com o suspeito. 

A ocorrência, o veículo, o detido e os materiais apreendidos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil em Alto Garças (MT) para a continuidade dos procedimentos legais cabíveis.

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Cuiabá

“Missionária” alvo de operação, deixa delegacia em silêncio após prisão

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A principal alvo da Operação Fariseus, Rhavenna Almeida, deixou a sede da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), em Cuiabá, na tarde desta quinta-feira (16), sem responder às perguntas da imprensa. Presa preventivamente durante a ação da Polícia Civil, a investigada permaneceu em silêncio ao ser conduzida pelos policiais.

Rhavenna é apontada pela investigação como uma das responsáveis por utilizar o projeto religioso Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, ligado à igreja onde seus pais atuam como pastores, para prestar apoio logístico, financeiro e de comunicação a integrantes do Comando Vermelho.

Segundo a Polícia Civil, ela mantinha relacionamento com o criminoso foragido Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como uma das lideranças da facção. As investigações também identificaram viagens frequentes da suspeita ao Rio de Janeiro, onde ela teria visitado comunidades dominadas pela organização criminosa.

Durante a apuração, a polícia encontrou fotografias e vídeos que mostram Rhavenna ao lado de integrantes da facção, além de registros em que aparecem fuzis, pistolas, carabinas, revólveres e rádios comunicadores. As imagens fazem parte do conjunto de provas reunidas pela investigação.

Conforme a Draco, o grupo utilizava a atuação missionária em unidades prisionais como fachada para facilitar o contato com presos, transmitir recados, aproximar familiares de lideranças criminosas e movimentar recursos financeiros de origem ilícita.

Além de Rhavenna, os pais dela, Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos Barcelos Almeida, também foram alvos da operação. Eles são investigados por supostamente integrar o esquema que, segundo a Polícia Civil, extrapolava a assistência religiosa e favorecia a atuação da organização criminosa.

Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, incluindo um mandado de prisão preventiva, buscas e apreensões, quebras de sigilo telefônico, telemático e bancário, além da suspensão temporária do acesso dos investigados a unidades prisionais por meio de projetos religiosos.

As investigações continuam e a Polícia Civil ainda apura a participação individual de cada investigado, bem como o fluxo financeiro e a extensão do apoio prestado à facção criminosa.

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