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Com novas fusões, empresário se torna supersecretário; 60 servidores devem ser exonerados

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O empresário Fernando Medeiros será o novo supersecretário da gestão do prefeito Abilio Brunini (PL). Ele comandará nova secretaria municipal que será criada a partir de quatro pastas — Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura. A medida foi anunciada oficialmente na tarde desta quinta-feira (04) e visa gerar economia aos cofres públicos.

A unificação faz parte de um pacote de medidas que, segundo o prefeito, busca enfrentar o cenário financeiro adverso da administração municipal, causado por dívidas herdadas e obrigações judiciais inesperadas.

Somadas, as recentes mudanças promovidas na estrutura do Palácio Alencastro devem resultar em uma economia de aproximadamente R$ 15 milhões até o fim de 2025.

“Reduzir gastos sem perder eficiência é o nosso objetivo. Economia sem resultado é apenas desperdício”, afirmou Brunini, ao defender as reformas.

O prefeito já havia iniciado a reorganização da máquina pública no final de agosto, quando fundiu a Secretaria de Mobilidade Urbana com a Secretaria de Segurança Pública. Nesta semana, teve o aval da Câmara Municipal para garantir a fusão das secretarias de Educação, Esporte e Cultura.

Apesar da integração sistêmica, o comando das pastas permanece individualizado. Cada secretário continua responsável pelo planejamento e execução orçamentária de sua respectiva área.

“O secretário de Cultura continua cuidando do orçamento da Cultura, o de Esporte do Esporte e o de Educação da Educação. A fusão é apenas na estrutura organizacional, sem interferência na atuação técnica de cada um”, explicou Brunini.

Corte de contratos e até 60 demissões

O plano de reestruturação também prevê redução de cargos e contratos administrativos. A estimativa é de que cerca de 60 demissões ocorram nos próximos meses, principalmente em contratos terceirizados que se tornarão redundantes com as fusões.

“O que estamos fazendo é cortar duplicidades e otimizar a gestão. Quando unificamos estruturas, não faz sentido manter contratos paralelos para as mesmas funções”, justificou o prefeito.

Dívidas e precatórios pressionam orçamento

Abilio Brunini também explicou que as mudanças são uma resposta à pressão financeira imposta por decisões judiciais recentes, como a obrigatoriedade de pagamento de precatórios. Segundo ele, a prefeitura foi surpreendida por um débito de R$ 160 milhões determinado pelo Tribunal de Justiça, valor que não estava previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA).

“Não tem como manter o mesmo ritmo de gastos com essa nova realidade. Tivemos que buscar soluções criativas e responsáveis para continuar prestando serviços à população”, disse.

Futuras mudanças não estão descartadas

Apesar de afirmar que não há novas fusões em discussão neste momento, o prefeito não descartou a possibilidade de avançar com outras reestruturações caso necessário.

“Se surgir uma oportunidade ou necessidade que traga mais eficiência e economia, não temos por que não estudar novas mudanças”, declarou.

As alterações integram um esforço da gestão para manter o equilíbrio fiscal e, ao mesmo tempo, preservar a qualidade dos serviços públicos. Para Brunini, a reestruturação é também um compromisso com a responsabilidade administrativa.

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Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes

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Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.

Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.

A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.

“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.

Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.

A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”

Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.

“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.

Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.

“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.

Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.

“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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