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Medeiros relata e comissão aprova projeto que flexibiliza uso de energia no campo

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 1.638/2025, que trata da concessão de descontos tarifários para produtores rurais que utilizam energia elétrica em atividades de irrigação e aquicultura. O relator da proposta, deputado José Medeiros (PL), apresentou parecer favorável, ressaltando os avanços que a medida representa para o setor rural.

O projeto, de autoria do deputado Danilo Forte (União-CE), altera a Lei nº 10.438/2002 para permitir que o desconto especial nas tarifas seja aplicado em um período de 8h30 diárias, escolhido em consenso com a concessionária, mas garantindo prioridade ao produtor rural na definição do horário.

Em seu voto, Medeiros destacou que a legislação atual, que concentra os descontos no período noturno, não atende às necessidades do campo.

“A agricultura irrigada e a aquicultura são atividades sensíveis a fatores ambientais. Em muitas situações, a eficiência depende da operação em períodos específicos do dia, definidos por variáveis climáticas e biológicas”, justificou.

O relator defendeu que a nova redação confere maior equilíbrio entre concessionárias e consumidores, amplia a flexibilidade dos produtores e contribui para uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos, ao diversificar os horários de captação e reduzir a concentração de demanda em determinados períodos

O texto segue agora para análise das comissões de Minas e Energia; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), em caráter conclusivo

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Projeto amplia acessibilidade de edifícios públicos federais

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O Projeto de Lei 1233/26, do deputado Pedro Aihara (PP-MG), amplia a acessibilidade nos edifícios públicos federais por meio de tecnologias assistivas voltadas à orientação e à localização de pessoas com deficiência e pessoas idosas em ambientes internos.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).

Conforme a proposta, os edifícios públicos federais deverão dispor de sistemas de sinalização baseados em sensores de proximidade, radiofrequência ou tecnologias similares, integrados a dispositivos móveis capazes de fornecer informações de localização, audiodescrição e rotas acessíveis em tempo real.

O projeto de lei prevê ainda:

  • a utilização complementar de recursos de realidade aumentada;
  • a adoção de padrões de interoperabilidade; e
  • a observância da legislação de proteção de dados pessoais.

A implementação das medidas deverá priorizar áreas de grande circulação e locais de prestação de serviços de saúde, previdência social e assistência jurídica. As despesas decorrentes correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, observando-se a disponibilidade financeira da União.

Autonomia
Pedro Aihara argumenta que, apesar de a legislação brasileira já tratar da acessibilidade arquitetônica, o acesso nos prédios públicos brasileiros ainda é focado em barreiras físicas, como rampas e elevadores.

A falta de sinalização dinâmica, segundo Aihara, faz com que pessoas com deficiência visual e pessoas idosas dependam da ajuda de terceiros para encontrar uma sala de audiência ou um guichê de atendimento.

O deputado esclarece ainda que os dispositivos propostos para uso nos prédios públicos são pequenos, fáceis de instalar e com baterias duradouras. “Eles emitem sinais captados por smartphones, permitindo que aplicativos de navegação forneçam audiodescrição precisa, por exemplo, se você está a 5 metros da recepção”, explica.

“O Brasil deixará de apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência e idosas para, de fato, permitir a sua autonomia”, afirma Aihara.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

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