Política
Secretaria de Integração Social e Cidadania entrega brinquedos na ala infantil no HCanMT
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A manhã desta quinta-feira (4), foi daquelas que ficam guardadas no coração. Nos corredores da ala infantil do Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT), onde diariamente a luta pela vida se mistura à força e à coragem, um clima diferente tomou conta do ambiente, sorrisos largos, olhos brilhando e um ar de esperança que se espalhou por todos os cantos.
A Secretaria de Integração Social e Cidadania (Seisc) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promoveu a entrega de brinquedos às crianças em tratamento, em uma ação repleta de afeto que marcou o início do período natalino no hospital. A iniciativa teve o apoio do projeto “Mãos que Acolhem” e da equipe de voluntariado do HCanMT.
Logo cedo, a festa começou. Cada brinquedo entregue parecia carregar, junto com o laço de fita, um pouco de coragem, leveza e magia. E quando o Papai Noel apareceu, a emoção tomou conta. Crianças que enfrentam desafios diários abriram um sorriso que iluminou o corredor inteiro. Famílias que vivenciam dias de incerteza se permitiram respirar fundo e sentir, por um momento, a doçura da infância e a esperança renovada.
O secretário de Integração Social e Cidadania da ALMT, Edevandro Guandalin, não conteve a emoção ao acompanhar a entrega.
“É uma ação que toca o coração. A gente vem trazer alegria, mas saímos levando muito mais do que trouxemos. Ver o brilho nos olhos dessas crianças, tão perto do Natal, é algo que mexe com a gente. Talvez este brinquedo seja a principal lembrança que muitas delas terão este ano — e isso nos faz querer fazer ainda mais. Cada olhar, cada sorriso, é uma lição de esperança. Agradeço a Deus pela oportunidade de viver esse momento”, disse.
Para a supervisora do voluntariado do HCanMT, Cleuza Sodré, gestos como esse fazem toda a diferença no dia a dia das crianças e das famílias. “É um momento único, essas pessoas que dedicam um tempo para trazer alegria são anjos em forma de voluntários. Essa energia, esse carinho, transformam o ambiente. Só tenho a agradecer”, afirmou, emocionada.
A voluntária Vânia Haddad, do projeto “Mãos que Acolhem”, destacou que a solidariedade também se alimenta de pequenos gestos constantes. “Todas as quintas-feiras estamos aqui com um lanche preparado com amor para a ala pediátrica. É pãozinho, bolo, café, algo simples, mas feito com o coração, para as crianças e para os pais. O que fizemos hoje, junto com essa entrega, é um pouco mais de alegria. E isso aquece o coração de todos nós”, contou.
Fonte: ALMT – MT
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Criação de Mapa de Vulnerabilidade Educacional vai à Câmara
A Comissão de Educação e Cultura (CE) aprovou nesta terça-feira (1º) projeto que cria o Mapa de Vulnerabilidade Educacional (Mave), instrumento destinado a identificar redes públicas municipais de educação básica com baixos indicadores de desempenho e alta vulnerabilidade socioeconômica dos estudantes. A classificação poderá ser usada para definir prioridades em ações de apoio técnico e financeiro da União.
A inclusão das redes municipais no Mave deverá considerar critérios objetivos, como Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) abaixo da média nacional, taxa de abandono ou evasão escolar acima da média e índices de vulnerabilidade social superiores à média nacional. A localização no Semiárido brasileiro ou na Amazônia Legal poderá ser considerada como critério adicional.
O PL 3.467/2025, do senador Rogério Carvalho (PT-SE), recebeu parecer favorável, com emendas, do senador Camilo Santana (PT-CE). Caso não haja recurso para votação em Plenário, a proposta segue para a Câmara dos Deputados.
Ferramenta de apoio
A classificação no Mave poderá orientar ações federais, como repasses voluntários de recursos, assistência técnica e apoio à gestão educacional, formação de professores, gestores e técnicos, implantação ou ampliação de escolas em tempo integral e projetos de melhoria da infraestrutura física, tecnológica e pedagógica.
Segundo Camilo Santana, o mapa permitirá identificar, com base em dados objetivos, as redes municipais que enfrentam maiores dificuldades. Na avaliação do relator, a ferramenta também poderá tornar mais eficiente a aplicação dos recursos públicos.
— A proposta não cria obrigações automáticas de novos repasses, mas estabelece critérios transparentes para a alocação de recursos em programas já existentes, assegurando o respeito à autonomia federativa e promovendo maior eficiência na aplicação de recursos públicos — afirmou.
O senador Flávio Arns (PSB-PR) destacou que o Mave poderá ajudar a identificar redes com dificuldades e orientar a atuação do poder público para melhorar o desempenho educacional. Para o senador, o baixo desempenho não deve ser motivo para reduzir o acesso a recursos, mas um indicativo da necessidade de apoio.
— O que está acontecendo naquela realidade para que o desempenho possa ser melhor? — questionou Arns, ao defender que o poder público atue para mudar as condições que prejudicam a qualidade da educação.
Controle e transparência
As redes que receberem apoio em razão da classificação no Mave deverão prestar contas sobre a aplicação dos recursos e os resultados alcançados. A permanência no mapa poderá ser revista em caso de uso inadequado dos recursos ou descumprimento dos objetivos pactuados, assegurados o contraditório e a ampla defesa.
O texto também prevê que a União possa firmar acordos, convênios e outros instrumentos de cooperação com estados, Distrito Federal e municípios para executar ações destinadas às redes classificadas no mapa. Os dados consolidados e os critérios utilizados deverão ser publicados anualmente em site de acesso público.
Emendas
O projeto original atribui ao Ministério da Educação a elaboração, manutenção, atualização e publicação do mapa. O texto do relator, Camilo Santana, dá essa atribuição à União, para evitar possível vício constitucional relacionado à organização da administração federal.
O texto aprovado também estabelece que a implementação das medidas deverá observar a disponibilidade orçamentária e financeira. Além disso, a inclusão de uma rede no Mave não gera, por si só, direito ao recebimento de recursos ou transferências da União.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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