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Vânia assume prefeitura de Cuiabá sob promessa de reconstruir ponte com Legislativo

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A vice-prefeita Vânia Rosa (Novo) assumiu, de forma automática, o comando da Prefeitura de Cuiabá durante o período de licença do prefeito Abilio Brunini (PL), que cumpre agenda oficial nos Emirados Árabes Unidos e na China entre outubro e novembro. A licença do prefeito foi aprovada por meio de Decreto Legislativo, o que autoriza Vânia a exercer a chefia do Executivo interinamente.

A vice-prefeita já havia sinalizado ao HNT, no início de outubro, que priorizaria o diálogo com a Câmara Municipal, especialmente com as vereadoras que integram a Mesa Diretora: Paula Calil (PL), Katiuscia Manteli (PSB), Michelly Alencar (União Brasil), Dra. Mara (Podemos) e Maysa Leão (Republicanos).

Nos bastidores, parlamentares demonstram interesse em estreitar relações com Vânia, e pacificar a até então, desgastada relação com a vice-prefeita.

Antes de embarcar Abilio havia afirmado em mais de uma oportunidade que o relacionamento com a vice-prefeita estava bom. Vânia confirmou a boa fase e disse que pretende manter o tom de conciliação.

DA CRISE À PAZ MEDIADA

A relação entre Abilio e Vânia já foi marcada por tensões e desentendimentos. Um dos episódios mais delicados ocorreu em agosto, quando Vânia foi exonerada do cargo de secretária de Mobilidade Urbana (Semob), apenas um dia após comparecer à Câmara para prestar contas aos vereadores, porém, com um discruso que causou desconforto ao prefeito e sua equipe política.

Logo depois, um novo episódio intensificou o clima: durante uma fiscalização surpresa na Semob, Abilio encontrou uma sala com maca de massagem e itens pessoais, apelidada de “sala VIP”, o que gerou polêmica pública e mais divergências.

Apesar do ‘climão’, Vânia descreveu o momento como uma “ressaca emocional”. Agora, à frente do comando da prefeitura, a vice busca reconstruir a ponte política com a Câmara e demonstrar autonomia de gestão, em um cenário marcado por crescente protagonismo feminino na política municipal. Considerando a primeira Mesa Diretora 100% feminina da histotrias, e a vice, após décadas sem uma mulher no Palácio Alencastro.

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Comissão aprova projeto que classifica PCC e CV como grupos terroristas junto a 11 cartéis latinos

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A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou proposta que classifica como organizações terroristas o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), além de 11 grupos criminosos de países da América Latina. O texto aprovado altera as leis de Terrorismo e de Organizações Criminosas.

A comissão aprovou o substitutivo do relator, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), que ampliou a lista original de organizações do Projeto de Lei 4260/25, do deputado Rodrigo Valadares (PL-SE).

O projeto classificava como terroristas especificamente os grupos Cartel de los Soles e Tren de Aragua, ambos da Venezuela.

Além dos dois grupos venezuelanos, o novo texto incluiu diversas outras organizações transnacionais e brasileiras na lista de terroristas:

  • Mara Salvatrucha (MS-13): EUA e El Salvador;
  • Cartel de Sinaloa, Cartel de Jalisco Nueva Generación, Cartel del Noreste, La Nueva Familia Michoacana, Cartel del Golfo e Carteles Unidos: México;
  • Clan del Golfo: Colômbia;
  • Los Choneros: Equador;
  • Barrio 18: El Salvador; e
  • PCC e CV: Brasil.

Luiz Philippe de Orleans e Bragança argumenta que essas organizações deixaram de ser apenas grupos criminosos comuns para se tornarem ameaças à soberania.

“Merece atenção a possibilidade de conexões operacionais entre organizações estrangeiras e facções criminosas brasileiras, cujas atividades ilícitas – tráfico de drogas e de armas, mercados ilegais e violência – apresentam padrões semelhantes e complementares”, disse o relator.

A proposta também prevê o bloqueio imediato de bens e ativos financeiros ligados a essas organizações.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

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