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Ação integrada resulta na prisão de dupla que furtou loja em shopping de Barra do Garças

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A Polícia Civil prendeu dois homens, de 24 e 36 anos, suspeitos de furto praticado em um shopping de Barra do Garças, no último dia 3. Parte dos produtos furtados foi recuperada.

A prisão, efetivada um dia após o crime, foi possível graças à ação integrada desencadeada entre as Polícias Civil de MT e Militar de Goiás (PM-GO), com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Com o auxílio de imagens do circuito de segurança do estabelecimento, os policiais civis de MT saíram em diligências, com intuito de identificar, localizar e prender os criminosos, que após o furto, fugiram pelo estacionamento do local, seguindo rumos opostos.

Os policiais obtiveram a informação de que um veículo que teria dado apoio aos criminosos. Com base nessas informações, a equipe solicitou apoio da PRF, que informou que o veículo teria transitado na cidade de Goiânia, por volta das 18 horas do dia do fato.

Com base nessas informações, a PM do Estado vizinho foi acionada, obtendo êxito em localizar o veículo e identificar um dos suspeitos do furto, que foi encaminhado à autoridade policial de Goiânia para as devidas providências. O outro suspeito foi identificado e preso na cidade de Barra do Garças.

A dupla, presa em flagrante, deverá responder pelo crime de furto qualificado, em concurso de pessoa, na forma qualificada.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Suspeito que se passou por cliente de programa é preso seis meses após matar mulher trans

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A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (22), um homem, de 35 anos, suspeito de feminicídio contra a mulher trans Betina Barros, 33 anos, encontrada morta no dia 3 de dezembro de 2025, em Nova Mutum.

O suspeito foi localizado e preso pela equipe da Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum em seu local de trabalho, um canteiro de obras na zona rural da cidade, e não resistiu à prisão. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa em que o investigado está morando.

O crime

Betina foi contratada para um programa sexual, em uma plataforma digital, no fim da noite do dia 1º de dezembro de 2025, e depois disso não foi mais vista.

A irmã dela registrou um boletim de ocorrência na manhã do dia 3 de dezembro informando sobre o desaparecimento, assim como da motocicleta da vítima, uma Honda Biz 125 branca.

A Polícia Civil iniciou as buscas pela vítima e no mesmo dia, cerca de 9 horas depois, o corpo de Betina foi encontrado em uma região próxima a uma faculdade, em Nova Mutum, já em estado de decomposição. A perícia apontou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico provocado por projétil de arma de fogo.

A motocicleta da vítima foi localizada em uma estrada vicinal próxima ao corpo. Dentro do bagageiro do veículo, foi localizada a bolsa dela, com documentos, cartões e dinheiro. Apenas o celular de Betina foi levado.

“Os primeiros elementos apontaram que a vítima foi atraída para o local isolado sob o pretexto de um encontro profissional previamente ajustado por meio de plataformas digitais. O cenário do crime, meticulosamente examinado, apresentava características que permitiram descartar, de imediato, a hipótese de um latrocínio patrimonial clássico”, afirmou o delegado Jean Paulo Ferreira, responsável pela investigação.

Investigação

Após a localização do corpo, a equipe da Derf de Nova Mutum deu início às investigações do caso e localizou duas outras mulheres trans que haviam recebido mensagens de um mesmo número na noite do crime, no mesmo horário que a vítima foi contratada.

Segundo as testemunhas, o homem demonstrava urgência e insistia que o encontro acontecesse em um local isolado. Com medo, ambas negaram a realização do programa por questão da segurança. O local proposto batia com a cena do crime.

A Polícia Civil levantou o nome que o número utilizado para falar com as três mulheres estava registrado e chegou ao suspeito e seu endereço. O suspeito foi ouvido, mas alegou que esse número já não o pertencia. Como o número realmente estava desativado, ele foi liberado.

No entanto, as investigações continuaram e a equipe da Derf de Nova Mutum tentou intimá-lo para ser ouvido. Mas, ao chegar na casa, ele fugiu pelos fundos. Diante da evasão suspeita, os policiais entraram na casa e apreenderam um celular e uma caixa de arma vazia, que poderia ter relação com a usada no crime.

Em continuidade das investigações, foram localizadas câmeras que mostram o suspeito em situações suspeitas na madrugada do dia 2, momentos logo após o crime. Uma delas foi lavando exaustivamente os pneus de sua motocicleta, o que sugere a tentativa de eliminar resíduos de solo e vegetação da cena do crime.

No dia 4 ele também procurou uma empresa e pediu que seu celular fosse totalmente redefinido e ficasse “limpo e sem nada”, visando apagar evidências telemáticas que o vinculassem ao crime.

A investigação também chegou ao perfil do suspeito na plataforma utilizada para contratar o programa sexual, onde ele havia se cadastrado expressamente na categoria “mulher-trans”. Foi por meio desse site que ele contatou a vítima e as outras duas mulheres. Após o crime ele também tentou excluir o perfil na plataforma.

Prisão

Diante de todos os elementos encontrados, o delegado Jean Paulo Ferreira representou pelos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão domiciliar e pela autorização judicial para coleta de material genético do suspeito, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos na manhã desta segunda-feira, em Nova Mutum.

As investigações continuam para apontar a motivação do crime.

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