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Agosto do mar: festival de gastronomia movimenta Canoa Quebrada

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Uma programação com cultura, gastronomia e ações formativas, dentre outras atividades, vai movimentar a praia de Canoa Quebrada, no litoral do Ceará, a partir deste fim de semana. Começa nesta sexta-feira (7), a 3ª edição do Festival Agosto do Mar.

A programação, que já está disponível no instagram oficial do evento @agostodomar, movimenta a praia durante oito dias, todas as sextas e sábados deste mês.

A Presidente da Associação dos Empreendedores de Canoa Quebrada, Gabriela Crippa, dá um panorama geral do evento para moradores e turistas que optarem pela praia durante o Festival.

“Ele vai acontecer dentro de 30 estabelecimentos participantes. Eles vão estar identificados. Eles estão na nossa Broadway, nas ruas paralelas, nas barracas de praia e também na praia de Majorlândia. Além dos estabelecimentos, nós montamos uma vila de artesanato e uma cozinha show que vai ficar ali na nossa Praça Maria Alice, bem na entrada de Canoa Quebrada. A cozinha show nós vamos receber chefes locais, chefs convidados de fora, vamos ter degustação de vinhos, de destilados e muita música ao vivo.”

Neste primeiro fim de semana, a partir das seis da tarde, haverá o Cozinha Show, com preparação de receitas e técnicas de culinária ao vivo com os chefs Gabriel Caiçara e Emanuel Ruiz, shows de Jamerson e Jura, além da Vila Artesanato, levando aos moradores e turistas a produção dos artistas e empreendedores.

Os culinaristas e restaurantes da praia também criaram pratos exclusivos para o Festival utilizando peixes e frutos do mar; temperos da terra, opções veganas, sobremesas e criações de drinks alcoólicos ou não. Este ano, restaurantes da Praia de Majorlândia também participam da ação.

Nos próximos fins de semana, Canoa vai receber ainda outros shows musicais, apresentações culturais, mutirão de limpeza da praia, trilha ecológica e mais ações formativas de gastronomia com os chefs Mara Deibe, Liana Cavalcante, Alex Dias, André Ávila, dentre outros.

No dia 26, a programação muda para a Vila dos Estevão, uma comunidade tradicional de pescadores de Canoa.

O Agosto do Mar – Gastronomia e Cultura é promovido pela Associação dos Empreendedores de Canoa Quebrada e integra as ações do Programa Canoa Encanta, um projeto de requalificação do turismo do município praiano de Aracati, implementado em parceria com o Sebrae.

* Com produção de Luciene Cruz.

 


Fonte: EBC Cultura

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Revista Brasil, apresentado por Valter Lima, completa 40 anos

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Para o programa entrar no ar às oito horas da manhã, o som da máquina de escrever rompia com o silêncio do início do dia. O programa Revista Brasil completa, nesta quinta-feira (6), 40 anos de informações de forma dinâmica interligando todo o País.  

A voz que ficou mais conhecida é a de Valter Lima, que assumiu o microfone do programa desde o início, em 1986. Ele se diz orgulhoso de fazer parte de um capítulo importante da comunicação pública. Um programa que propunha duas horas ininterruptas com informação em profundidade e transmitida de forma dinâmica.  

Valter Lima foi contratado para ajudar na formulação de um projeto inovador. O programa não era transmitido apenas de Brasília, mas também do Rio de Janeiro e até do Amazonas.  

“Daí nasceu realmente a proposta. De aprofundar muito na questão política, na questão econômica, questões sociais, questões internacionais, questões humanísticas. Essa realmente foi a pegada do Revista, uma coisa bem diferente, ou seja, colocar o nacional para o Brasil. E comisso o programa foi projetado para entrar no ar às 8h e ficar no ar até as 10h com o nome Revista Nacional. Ele durou de 1986 até 1998. Em 1998, a direção achou por bem tirar o Nacional e colocar Brasil e assim foi feito e continuamos assim até hoje”.


Foto de arquivo do Programa Revista Brasil
Foto de arquivo do Programa Revista Brasil

Foto de arquivo do Programa Revista Brasil – Andhrea Tavares, Valter Lima, Irineu Tamanini durante apresentação do programa Revista Brasil. Antônio Cruz / Agência Brasil acervo

Segundo explica Valter Lima, um dos primeiros grandes desafios do programa foi traduzir ao público as discussões dos parlamentares para a formulação da Constituição de 1988. Outro desafio foi a cobertura da primeira epidemia do cólera no país, no ano de 1991. A equipe se deslocou para diferentes pontos da Amazônia para registrar o problema. No ano seguinte, ele considerou também histórica a cobertura da “Eco 92”, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente realizada no Rio de Janeiro de 3 a 14 de junho daquele ano.  

“Um outro ponto: o Papa João Paulo II, na segunda vez que veio ao Brasil, foi na década de 90. Tinha o avião do Papa e um segundo avião que eram os jornalistas. O próprio Palácio do Planalto contratou essa esse avião. E nesse avião, a Revista estava dentro, fazendo parte da equipe de jornalistas do Brasil todo. Então, nós também acompanhamos o Papa durante as viagens que ele fez aqui também pelo Brasil. E acompanhamos ele até o final, quando ele embarcou de volta para a Itália, lá em Salvador.”

 


Brasília (DF), 06/08/2026 - Valter Lima comanda os 40 anos do programa Revista Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 06/08/2026 - Valter Lima comanda os 40 anos do programa Revista Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

40 anos do programa Revista Brasil – José Lins, Valter Lima e Miguelzinho Martins no museu da Rádio Nacional na EBC – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A chacina da Candelária, em julho de 1993, quando oito crianças e adolescentes foram mortos em frente àquela igreja no centro do Rio, também sensibilizou o já experiente jornalista.

O repórter Aécio Amado, que se aposentou recentemente, trabalhou no primeiro dia do programa. Ele fica feliz de ter feito parte dessa história.

“E me lembro, assim, de muita gente participando. Era uma participação muito intensa. Entrava do Palácio do Planalto, entrava dos Ministérios, do Supremo. Era uma movimentação intensa do Revista Brasil. Grandes coberturas que o Revista Brasil fez. Uma das coberturas que eu tive uma participação muito intensa, foi no Rio de Janeiro, foi o incêndio do Edifício Andorinha e também o naufrágio do Bateau Mouche, que eu morava perto ali do do Salva-Mar. Quando eu vi aquilo, me mandei para lá. Tinha que ser telefone o telefone de ficha, e ficava dando flash”.

Além das pessoas no microfone, quem trabalha nos bastidores lembra que as cartas chegavam até perfumadas. Fátima Araújo chegou à empresa em 1977.

“Muitas, muitas cartas, a gente selecionava. Tinha carta que eles mandavam assim para agradecer pelo carinho que a gente tinha com eles também. Mandavam talco dentro das cartas. Chegava carta cheirosa. Vinha dinheiro dentro das cartas, vinha até uns pozinhos – diziam até que era ouro da Amazônia. Chegou até uma vez um caminhão porque eles fizeram um concurso – a cidade que que mandasse o maior número de cartas – faziam concurso para premiar. Um dia chegou foi um caminhão, um caminhão cheio de cartas.”

Hoje, as mensagens dos ouvintes chegam de forma eletrônica. Mas a correria não mudou em nada. O programa vai ao ar diariamente das 10h ao meio dia.


Fonte: EBC Cultura

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