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Rombo Bilionário no Banco Central: Alerta e Lições para a Segurança Cibernética no Brasil – O que deve ter feito! – Parte 2

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Na madrugada de 1º de julho de 2025, o Brasil testemunhou um dos maiores ataques cibernéticos de sua história. Criminosos desviaram cerca de R$ 1 bilhão de contas reservas mantidas no Banco Central, explorando credenciais fornecidas por um operador de TI da empresa C&M Software — responsável pela mensageria entre fintechs e o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), incluindo o PIX. A ação criminosa expôs de maneira brutal o despreparo e a fragilidade da infraestrutura digital não apenas do sistema financeiro, mas de toda a administração pública brasileira.

João Nazareno Roque, um simples técnico de informática da C&M Software, foi preso após vender suas credenciais por R$ 15 mil aos criminosos. Com isso, os hackers acessaram contas de reserva de instituições financeiras, como a BMP Money Plus, que reportou um prejuízo de R$ 541 milhões. A Polícia Civil de São Paulo apontou que o ataque não foi obra de amadores: tratou-se de uma operação estruturada, realizada em múltiplas fases, com diferentes níveis de acesso e persistência, característica comum em ataques sofisticados direcionados a alvos críticos.

Este episódio reacende o debate sobre a governança de identidades, proteção de credenciais, arquitetura de segurança e, principalmente, responsabilidade institucional. O mais grave é que falhas estruturais básicas foram ignoradas: ausência de autenticação multifator, armazenamento de chaves criptográficas fora de módulos HSM (Hardware Security Modules), permissões privilegiadas sem controle, e total negligência na cadeia de suprimentos digital. Em termos simples, o ataque foi possível porque se deu a chave da porta a quem não deveria tê-la.

Segundo o setor de cybersegurança, esse é um típico “ataque à cadeia de suprimentos” (supply chain attack), onde os invasores se aproveitam da relação de confiança entre empresas e seus fornecedores para se infiltrar. O caso da C&M escancara como a terceirização de serviços críticos, sem governança e controle de acesso, pode comprometer toda uma infraestrutura nacional. Como alertou a Thales, líder mundial em soluções de segurança e proteção de dados: “quando uma empresa terceirizada não protege adequadamente as credenciais, todo o sistema fica vulnerável”.

Além do fator tecnológico, o fator humano também foi decisivo. Estimativas indicam que mais de 90% dos incidentes de segurança no mundo envolvem erro humano — seja por negligência, desconhecimento ou má-fé. Em um cenário como o brasileiro, onde muitas instituições públicas ainda vivem sob estruturas digitais ultrapassadas, quase que num ambiente analógico, sem cultura de segurança da informação, o risco de repetição de episódios semelhantes é alarmante.

Diante disso, as medidas que precisam ser adotadas com urgência já são conhecidas e amplamente testadas. Destacam-se entre elas:

  • Implantação de autenticação multifator (MFA) e biometria em todos os acessos sensíveis;
  • Governança de identidades e gestão de privilégios com base na filosofia Zero Trust;
  • Uso de módulos HSM para armazenamento seguro de chaves criptográficas;
  • Monitoramento contínuo de acessos e comportamentos anômalos em tempo real;
  • Treinamento recorrente de equipes e criação de uma cultura organizacional voltada à cibersegurança;
  • Auditoria regular de fornecedores e parceiros tecnológicos com acesso aos sistemas internos;
  • Políticas internas de resposta a incidentes e simulações periódicas de invasão.

É importante destacar que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) está em vigor desde 2020 e confere à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) poder para aplicar sanções administrativas a empresas e órgãos públicos que não tomem as medidas necessárias para proteger os dados pessoais sob sua responsabilidade. Cabe, portanto, à ANPD agir com rigor para evitar que a impunidade estimule a repetição de casos como este.

A dimensão internacional da repercussão também evidencia o impacto do ataque. Agências como Reuters, BBC e Cointelegraph noticiaram o caso, destacando a conversão dos valores desviados em criptomoedas e o potencial de lavagem de dinheiro digital. A confiança no sistema financeiro brasileiro sofreu um abalo significativo.

Mais do que um escândalo de segurança digital, este ataque deve ser encarado como um divisor de águas. A guerra cibernética deixou de ser ficção ou ameaça futura. Ela é real, atual e silenciosa — e pode atingir qualquer instituição que negligencie sua defesa digital. A falta de investimento em segurança cibernética, a ausência de cultura organizacional voltada à proteção de dados e o descumprimento da LGPD constituem não apenas falhas administrativas, mas graves riscos à soberania digital do país.

A pergunta que fica é: o que será necessário para que todos os gestores públicos e privados entendam que segurança cibernética não é mais uma escolha — é uma obrigação?

Oscar Soares Martins é consultor e especialista em cybersegurança e em IA

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Campanha não se perde na estratégia. Perde-se na execução.

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Porque o plano bonito no papel não elege ninguém.

Raramente uma campanha fracassa por falta de estratégia. Fracassa porque não consegue executá-la na escala e na constância que a urna cobra. Uma coisa é desenhar a campanha perfeita numa reunião de planejamento, outra bem diferente, é repeti-la com disciplina em milhares de conversas com o eleitor, dia após dia, cidade após cidade. O plano dá a direção. A execução decide o resultado.

E aqui mora o problema mais comum, a maioria das campanhas não sabe, de fato, o que está funcionando. Elas medem atividade, quantas casas visitadas, quantas ligações feitas, quantos cards publicados, mas não medem o que converte aquilo em voto. Com o digital cada vez mais caro, saturado e imprevisível, muita gente está voltando para o corpo a corpo. Só que agora com uma exigência nova, o esforço de rua precisa ser mensurável, ajustável e replicável.

Este artigo é um mapa de como construir uma campanha moderna e vencedora. Não é teoria, é a lógica de campanha adaptada às regras, à cultura e ao sistema eleitoral do dia a dia e que são bem diferentes dos manuais e receitas milagrosas que circulam por aí.

Antes de qualquer tática, é preciso entender uma inversão fundamental. Os manuais estrangeiros (EUA e outros)repetem como mantra que “eleição se ganha na mobilização, não na persuasão” porque lá fora o grande desafio é fazer o eleitor sair de casa e votar. No Brasil, o comparecimento é obrigatório. O eleitor vai à urna de qualquer jeito, mesmo que tenha aumentado e muito o voto branco, nulo e a falta no dia da votação.

Aqui, a persuasão é o centro do jogo. A disputa não é para arrastar gente à seção eleitoral, é para conquistar a preferência de quem já vai comparecer e, sobretudo, garantir que essa pessoa digite o seu número na hora H. O inimigo silencioso deixa de ser a abstenção e passa a ser o voto em branco, o voto nulo e o eleitor que gosta de você,mas esquece o número na cabine.

Traduzindo para a rua, não basta ser lembrado com simpatia. É preciso ser lembrado com número. Toda a arquitetura da campanha, da mensagem ao material, do corpo a corpo à reta final, tem que trabalhar para fixar identidade e número juntos.

Se você é candidato a deputado (estadual ou federal), esqueça a ideia de “número mágico de votos para vencer”. No sistema proporcional, quem define as cadeiras é o quociente eleitoral, e as vagas conquistadas pela legenda são distribuídas entre os candidatos mais votados daquele partido ou federação.

Na prática, isso significa duas coisas que todo estrategista precisa cravar desde o início. Primeiro, sua campanha depende do desempenho coletivo da sua legenda, não só do seu. Segundo, e mais duro de engolir, seus adversários mais diretos muitas vezes são os colegas da própria chapa. É o que se chama, sem eufemismo, de canibalismo eleitoral. Você briga por votos contra gente que, no palanque, sobe ao seu lado, tem que ter estomago né?

Definir seu “número de vitória” aqui é entender o quociente, projetar quantos votos historicamente elegem alguém na sua legenda e mapear onde estão seus votos sem canibalizar quem joga no seu time. É um cálculo de rede e de território, não de maioria simples.

Já tem alguns anos que venho pregando que quem começa antes a campanha, começa melhor. Quem larga tarde passa o pleito inteiro correndo atrás de contato, de narrativa e de fôlego. Os candidatos mais eficientes nunca “desligam” o relacionamento com a base, constroem vínculo o ano todo, ouvem, se posicionam a partir de conversas reais. Mas quem está começando agora precisa se organizar e estartarlogo, pra não encarecer muito na reta final, você concorda comigo?

Aqui entra o cuidado jurídico. A propaganda eleitoral só é permitida a partir de meados de agosto do ano da eleição, e pedir voto antes disso configura propaganda antecipada, passível de multa como já estamos careca de saber. Mas há uma pré-campanha legítima que é apresentar ideias, participar do debate público, marcar posição sobre temas, fortalecer o nome, desde que sem pedido explícito de voto e sem usar meios vedados (como outdoor, disparo em massa e distribuição de brindes). O tempo que a lei te dá antes da propaganda oficial é para preparar estrutura, testar mensagem e montar equipe. Quem chega em agosto com a casa arrumada larga na frente.

Estratégia boa começa com clareza sobre quem você precisa alcançar. Quanto mais nítido o perfil do seu eleitor, melhor você aloca tempo, verba e gente.

Só que aqui no Brasil, a construção dessa base tem regras. Não existe cadastro de eleitores à venda no balcão, e comprar listas de terceiros esbarra na LGPD e nas normas do TSE. O caminho certo é construir sua própria base, de forma consentida, cadastro de apoiadores por opt-in e opt-out, formulários com finalidade clara, dados coletados no corpo a corpo e nas redes com autorização. Base bem-feita é ativo atualizado, sem duplicidade, centralizada e tratada dentro da lei. Inclusive fiz recentemente um artigo que foi publicado no segundo livro do CAMP-Clube Associativo dos profissionais de Marketing Politico, que, como coautor eu trato do uso do WhatsApp durante a pré e na campanha.

Com a base na mão, segmente com honestidade. Divida o eleitorado em três blocos e trate cada um pelo que ele é:

Quem já é seu: o trabalho não é convencer, é blindar. Garantir que vote em você e leve o número.

Quem é indeciso, mas alcançável: aqui vai a maior parte da energia de persuasão.

Quem não é seu: reconhecer isso cedo economiza uma fortuna em esforço desperdiçado.

Uma parcela pequena do eleitorado costuma decidir a maior parte do resultado. Concentrar força onde ela rende em vez de espalhar por todo lado é o que transforma visibilidade em voto.

Campanha que ignora dados navega no chute. Antes de fechar a estratégia, faça a leitura fria do terreno, qual o humor do eleitor na sua região, quais temas realmente mexem com as pessoas ali (continuidade, falta d’água, segurança, saúde, primeiro emprego, custo de vida variam muito de município para município), o peso de quem já está no poder e se a sua narrativa deve ser de ataque ou de defesa.

Sobre os adversários, vá além do superficial. Entenda como eles se posicionam, quais bandeiras levantam, onde são fortes (mandato, verba, nome conhecido) e onde são vulneráveis. Observe se estão apostando na rua ou no digital. E prepare os embates, pois antecipar o argumento do outro é meio caminho para responder com firmeza quando ele vier.

O melhor plano do mundo morre nas mãos erradas. À medida que a campanha cresce, organização importa tanto quanto número de gente, pois crescer sem estrutura vira caos, não vira voto.

Recrute o quanto sua verba e sua capacidade de gestão permitirem, mas monte um processo de entrada rápido e claro do momento em que a pessoa se oferece até ela estar, de fato, na rua produzindo. Coordenadores por região, papéis definidos, cada um sabendo o que faz. Velocidade e consistência na integração é o que dá tração e quanto antes um novo apoiador entra em campo com a mensagem certa, mais cedo a campanha ganha corpo.

A atuação de base é o lugar onde tudo se converte. O digital gera consciência de marca, a rua gera confiança, conversa de verdade e decisão. Campanhas que investem em campo estruturado e orientado por dados batem, com folga, as que apostam só em alcance amplo e desorganizado.

O digital ficou caro e menos previsível com custo subindo, atenção fragmentada, confiança em queda. A conversa olho no olho entrega o que a tela não replica, vínculo humano. E vínculo converte, seja para virar um indeciso, seja para blindar um apoiador.

Só que corpo a corpo não pode ser bagunça simpática. Operação de campo de alto nível se parece com uma boa operação comercial com território definido para cada equipe, sem sobreposição, sem rua esquecida,acompanhamento do que acontece no dia, registro de cada conversa para gerar retorno, e visibilidade de desempenho, para o coordenador enxergar o que converte e onde precisa reforçar. Estima-se que, em campanhas mal estruturadas, boa parte do esforço de rua se perca em erro evitável tipocasa visitada duas vezes, área nunca coberta, conversa que ninguém anotou. Corrigir isso melhora o resultado sem gastar um centavo a mais. Já dizia o saudoso Manhanelli a qual tive o privilégio de ser seu amigo e trabalhar junto, que, numa pesquisa realizada nos EUA se descobriu que 30% do valor investido se perdia por falta de organização.

Uma das táticas mais poderosas e ainda pouco explorada por aqui  é a organização relacional. Em vez de o apoiador apenas curtir e compartilhar, ele mobiliza a própria rede de confiança: família, vizinhos, colegas de trabalho, grupo da igreja, do futebol. Funciona porque as pessoas ouvem eagem muito mais a partir de alguém em quem já confiam do que a partir de uma peça institucional. É persuasão de alta conversão, de custo baixíssimo, e perfeitamente legal. Para cargo proporcional, que se elege em rede regional, é ouro.

Mensagem forte não é a que soa bonita, é a que conecta, reforça seu posicionamento e se mantém coerente em todos os canais. Comece identificando os poucos temas que de fato importam para o seu eleitor e que casa com a sua história. Sustente cada posição com fatos e contexto, porque credibilidade se constrói com base, não com adjetivo. Mostre trajetória, o que você já fez pesa, mas não existe voto de gratidão. Aponte caminho concreto para o futuro, plano específico convence mais que discurso genérico. E deixe a sua personalidade atravessar tudo,autenticidade é o que diferencia e aproxima.

A coerência é inegociável. O eleitor precisa ouvir a mesma ideia central na porta de casa, no story e no debate. E a mensagem tem que respirar o que a equipe de rua traz de volta, o que emociona, o que irrita, a dúvida que se repete deve realimentar e afinar o discurso ao longo da campanha.

O digital é peça essencial da campanha moderna, mas seu papel é mal compreendido. Ele brilha em construir reconhecimento, reforçar mensagem e sustentar o alcance. Raramente substitui o contato direto. As campanhas mais eficientes usam o digital para amplificar o campo, não para trocá-lo.

E, no digital, a legislação é específica. Vale ter na ponta da língua:

Impulsionamento é permitido, desde que claramente identificado e contratado apenas por candidato, partido, federação ou coligação.

Disparo em massa de conteúdo político é proibido, tanto em aplicativos de mensagem quanto em plataformas.

Inteligência artificial pode ser usada, mas com rótulo explícito, destacado e acessível sempre que o conteúdo for criado ou significativamente alterado por IA.

Deepfake é proibido durante todo o período e nada de clonar voz ou rosto de pessoa real.

Nas 72 horas antes e 24 horas depois da votação, é vedado publicar conteúdo sintético novo com imagem, voz ou manifestação de candidato, mesmo rotulado.

Some-se a isso a gestão ativa da narrativa. Desinformação se espalha rápido, e a resposta certa é monitorar cedo, responder rápido com fato, sustentar com fonte confiável e manter presença forte o suficiente para que a sua voz já esteja consolidada quando a mentira aparecer.

Numa disputa, o pessoal é decisivo. Você encarna os valores da sua candidatura, e isso precisa transparecer. Assuma suas posições com clareza, o eleitor valoriza quem se sustenta na própria convicção. Mostre personalidade, seja acessível, deixe a paixão aparecer. Mantenha uma imagem coerente do site ao palanque, porque consistência gera reconhecimento. E planeje sua marca desde o início, em vez de só reagir aos fatos, defina com a equipe, logo na largada, qual é o seu ponto de vista único e a imagem que você quer projetar.

No Brasil, dinheiro de campanha tem trilho estreito e fiscalizado. As fontes legítimas são o Fundo Especial de Financiamento de Campanha e o fundo partidário, as doações de pessoas físicas dentro dos limites legais e o financiamento coletivo regulamentado a popular vaquinha eleitoral, que, além de arrecadar, engaja: quem doa, veste a camisa. Doação de empresa é proibida. E tudo passa por prestação de contas à Justiça Eleitoral, com transparência total.

Planeje o orçamento pela projeção mínima de arrecadação e trate o excedente como combustível para escalar o que dá retorno. Um bom financiamento coletivo bem contado, além de recurso, vira prova social de apoio.

Como o voto é obrigatório, a reta final não é sobre “levar gente à urna”, é sobre converter apoio em voto certo e evitar vazamento. O foco é blindar quem já é seu elembrar, reforçar o número, transformar simpatia em decisão firme. Durante o corpo a corpo, capture a intenção de voto para concentrar energia em apoiador confirmado, não em quem nunca será seu. Reforce presença nas regiões onde você é mais forte, onde cada esforço rende mais. E fale sob medida com grupos específicos, com a mensagem e o canal certos para cada um.

Atenção às vedações do dia da eleição, boca de urna é proibida, assim como a distribuição de santinhos nas imediações do local de votação. A mobilização legal na reta final é a que informa, lembra e agradece não a que assedia o eleitor na porta da seção.

Campanhas fortes tropeçam sempre nos mesmos buracos, quase todos filhos da falta de foco e de visibilidade. Os mais comuns:

Falar com todo mundo: tentar alcançar o eleitorado inteiro dilui a mensagem e queima recurso. Segmentar é sobreviver.

Não registrar nada: conversa que não vira dado é aprendizado jogado fora.

Depender só do digital: ótimo para reconhecimento, fraco para conversão quando é a única perna da campanha.

Rua mal executada: território bagunçado, abordagem inconsistente e ausência de acompanhamento anulam até verba grande.

Todos apontam para a mesma raiz, falta de estrutura e de medição. Quem segmenta com precisão, gerencia território de verdade e acompanha desempenho tem vantagem clara sobre quem age no improviso.

No fim, é simples de dizer e difícil de fazer

A estratégia aponta a direção. A execução ganha a eleição. Vencem, com regularidade, as campanhas que priorizam o corpo a corpo, estruturam a divulgação e decidem com base em resultado não em achismo. E vencem, sobretudo, as que entendem o terreno onde jogam, um país de voto obrigatório, sistema proporcional, regras rígidas de propaganda e um eleitor que decide cada vez mais perto da urna.

O adversário mais perigoso não costuma ser o outro candidato. É a própria campanha que planeja bonito e executa mal.

Eu sou Claudio Cordeiro e trabalho com o conceito da inteligência política e eleitoral em que o “menos é mais”.

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