Cuiabá
Michelly Alencar reforça apoio à Santa Casa e traz relato de mãe sobre atendimento
Cuiabá
A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) voltou a defender a permanência da Santa Casa de Misericórdia em funcionamento. Na sessão de terça-feira (16.9), a parlamentar levou ao plenário o testemunho da fisioterapeuta Elaine Bonazza, que compartilhou sua experiência com a instituição, não como profissional de saúde, mas como mãe.
Em seu relato, Elaine destacou que, após dias de incerteza e tentativas frustradas em outros hospitais, encontrou na Santa Casa a solução para o problema de saúde de seu filho. Ele chegou à unidade com febre alta e, graças ao diagnóstico preciso e ao cuidado humanizado, recebeu o tratamento adequado e apresentou rápida melhora.
Segundo a fisioterapeuta, o diferencial da Santa Casa está no acolhimento multiprofissional, que vai além da prescrição médica: “Mesmo sem encaminhamento, recebi visitas de fisioterapeuta, psicóloga e assistente social, todas preocupadas não apenas com meu filho, mas comigo como mãe. Esse cuidado, esse abraço que recebemos dentro da Santa Casa, é algo que transforma a experiência do paciente e da família. Quando a mãe está bem, a criança também sente segurança e responde melhor ao tratamento.”
Elaine também ressaltou a estrutura diferenciada do hospital, que oferece espaços externos para que as crianças possam brincar e interagir durante o período de internação, contribuindo para a evolução clínica: “Eu até desconheço outro hospital com essa estrutura. As crianças que estavam brincando naquele espaço apresentaram grande evolução e muitas receberam alta em seguida. Isso mostra como o ambiente humanizado impacta no processo de cura.”
A vereadora Michelly reforçou que a fala da fisioterapeuta representa milhares de famílias cuiabanas que dependem do atendimento prestado pela Santa Casa: “A voz da Elaine é a voz de todas as mães e de toda Cuiabá. A Santa Casa faz parte da nossa história e não pode fechar. Ela oferece atendimento físico e emocional, porque acolhe não só o paciente, mas também os familiares, o que influencia diretamente no resultado do tratamento. Espero que este relato chegue ao governador Mauro Mendes, ao secretário Gilberto e ao nosso prefeito, porque a Santa Casa precisa continuar aberta e atendendo.”
Ao final, Elaine destacou que, após a experiência pessoal, sua confiança na instituição só aumentou: “Eu já indicava a Santa Casa, mas agora indico com ainda mais força. Se for preciso, vou lutar, vou me mobilizar, porque essa instituição não pode fechar. Para inaugurar uma nova unidade, não é necessário encerrar outra, especialmente uma com a relevância e a estrutura que a Santa Casa tem.
Cuiabá
Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes
Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.
Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.
A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.
“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.
Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.
A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”
Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.
“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.
Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.
“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.
Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.
“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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