Cuiabá
Vereador debate sobre educação social em sessão na Câmara de Cuiabá
Cuiabá
Na manhã desta terça-feira (18), a Câmara Municipal de Cuiabá recebeu o professor Alfredo Joaquim Ferreira, diretor da Escola Adventista, na capital, convidado pelo vereador Kássio Coelho (Podemos) para participar da tribuna livre do Parlamento. O tema abordado foi educação social, com foco no impacto das ações educativas e sociais desenvolvidas pela instituição.
Em seu pronunciamento, o professor destacou que a educação vai além da sala de aula, alcançando também o desenvolvimento emocional e social dos alunos e de suas famílias.
“Nós temos criado em nossos alunos um olhar social e de cuidado, tornando-os agentes transformadores de bem-estar para a comunidade”, afirmou.
Entre os projetos mencionados está o “Fellows”, grupo de adolescentes com idades entre 12 e 17 anos, que atua na formação de liderança, no trabalho em equipe e na promoção de ações sociais, como apoio a entidades e campanhas de solidariedade.
O diretor também ressaltou iniciativas voltadas à saúde mental, como a campanha Setembro Amarelo, além de ações de arrecadação de alimentos e produtos de higiene para famílias em situação de vulnerabilidade.
Outro destaque foi o projeto “Quebrando o Silêncio”, realizado em escolas, igrejas e clubes da instituição, que aborda temas de relevância social, como abuso sexual infantil, violência psicológica, violência doméstica, uso de drogas e, neste ano, a violência digital.
O vereador Kássio Coelho ressaltou a relevância do debate e chamou a atenção para os desafios enfrentados pelas novas gerações.
“Nós precisamos nos posicionar sobre esse projeto, que é de extrema importância. Porque é o futuro que está vindo, que são as nossas crianças, que estão perdendo noites, que estão afogadas em celular, no mundo digital. Então, precisamos nos aprofundar nesse assunto”, destacou o parlamentar.
Ainda durante a sessão, o vereador entregou Moção de Aplausos ao professor Alfredo Joaquim Ferreira em reconhecimento ao trabalho realizado à frente da Escola Adventista e pelas contribuições à educação social na capital.
A presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, Paula Calil (PL), elogiou a iniciativa do parlamentar e reforçou a importância do tema:
“Eu não tenho dúvida nenhuma que a educação social no seio escolar, em se falando de  crianças e jovens,  desenvolverá neles os valores éticos, morais e o espírito de solidariedade. Essa é uma política pública que deveria ser implantada em todas as escolas, não só nas de Cuiabá, mas também do nosso estado”, afirmou.
Cuiabá
Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes
Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.
Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.
A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.
“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.
Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.
A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”
Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.
“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.
Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.
“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.
Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.
“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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